sábado, 15 de maio de 2010

Top desenhos animados da década de 90

Ultimamente tem-me dado uma nostalgia sem precedentes da minha infância.
E de muito poderia escrever sobre ela, mas hoje decidi-me por vos relembrar daquilo que nós vivemos: Os melhores desenhos animados de sempre. Mas, porém, não venho falar dos mais marcantes (Dragonball, Samurai X, etc. ou Digimon e Pokémon), mas sim daqueles que, não sendo objecto de culto, foram os melhores desenhos animados e aqueles que nos faziam levantar o rabo da cama mais cedo só para os ir ver.
Consegui as imagens e os genéricos em português ou em inglês.
E são eles que estão neste top, por ordem crescente:

5 – Mighty ducks
A série onde os heróis eram uma equipa de patinadores de gelo. Quem se lembra?




4 – Recreio.
TJ e amigos.




3 – As gárgulas
Desenho animado épico, impossível de não gostar.




2 – Os moto ratos de Marte
Quem não se lembra desta série? Talvez dos heróis mais carismáticos de sempre.




1 – Mighty Max
O rapaz do boné vermelho para trás, em aventuras incríveis.




De fora ficam ainda outros grandes desenhos animados, é certo, como “onde está Carmen San Diego”, “mummies alive”, “marsupilami”, “as tartarugas ninjas”, "VR Troopers", “Rugrats”, “A família dinossauro”, “Pepper Ann”, “Sonic underground”, as três irmãs", "Dartacão", “inspector gadget”, “tiny toons adventures”, “animaniacs”, entre outros. (Estes dois últimos, apesar de merecerem um lugar cimeiro, apenas não os coloquei para dar lugar aos outros menos conhecidos, uma vez que ambos são da Warner Brothers.).



























quinta-feira, 13 de maio de 2010

Witch Doctor

Não vamos deixar esta música desaparecer, por favor!



"UH IH UAHAH, TING TING WALLA WALLA BING BANG!"

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Atenção aos comentários!

Hoje vi este comentário num vídeo do youtube...

(Eram elas duas raparigas com os seus 17 anos a dançarem o Barbie Girl dos Aqua, uma delas com um cigarro na mão)

"Stupid girls.
smoking doesn't make you cool, fucking idiots!"

...e adorei!

Cartoon Heroes

Quem se esqueceu desta banda e, em particular, desta música é...bem...hmm...parvo!



Digam-me só uma coisa, sou o único a achá-la smokin' hot?

Edward Scissorhands




Porque é que Edward scissorhands, de Tim Burton, é um dos melhores filmes de sempre?
Só é capaz de fazer essa pergunta quem nunca o viu.
Para essas pessoas deixo uma pista do porquê:



Realização: Tim Burton
Actor principal: Johnny Depp
Banda sonora: Danny Elfman

Que outro resultado poderia dar?!

Madrid

Já teria escrito há mais tempo sobre Madrid se fosse mais fácil falar dessa viagem. Há coisas às quais as palavras nunca chegam, e é isso que se passa com esses quatro dias. Vou, no entanto, tentar contar-vos o melhor que puder essa viagem.
Desta vez, ao contrário da minha ida para a Grécia no Verão passado, não me esqueci do B.I. em casa. E só esse começo já me fazia sentir que aquela viagem iria ser algo de espectacular. Foi o baptismo de voo da Ana, e fiquei feliz por ser o primeiro.
Chegámos a Madrid sem sabermos nada. A única coisa que sabíamos antes de irmos é que íamos dia 31 e que voltávamos dia 3. O resto ficava uma incógnita. E assim chegámos a Madrid, sem sequer saber onde íamos ficar, e com um orçamento muito apertado. Chegámos à Plaza del Sol, o centro histórico segundo nos explicou uma senhora no balcão de informações do aeroporto. Começámos a procurar Hostels para ficarmos, e logo depois das duas primeiras tentativas devo confessar que fiquei com medo de não arranjarmos sítio em conta para ficarmos. Uma vez que os Hostels ficam, na sua maior parte, em andares, a certo ponto decidimos que eu ficaria na rua com as malas enquanto que a Ana ia lá acima pedir as informações sobre os mesmos. Segundo me contou mal saiu de um Hostel que tinha a sua entrada através de uma loja de piercings de aspecto macabro, a minha miúda ficou a poucos segundos de ter sido raptada. O episódio ela conta mais pormenorizadamente, se quiser, num comentário.
Depois de algum tempo encontrámos um oásis no meio do deserto: um quarto barato!!! Com chuveiro, 20 euros, sem chuveiro 15. Ficámos com o do chuveiro por duas noites, e o sem chuveiro por uma noite. Acreditem, um achado. Bem no centro histórico da cidade. O nome do Hostel não divulgo para na próxima vez que for a Madrid ainda ter lá um quarto à minha espera, uma vez que vocês vão contar a toda a gente.
Resumidamente, a viagem a Madrid foi uma maratona. Andámos quilómetros e quilómetros, como nunca andei na vida, tudo isto para conhecer uma cidade que tem muito para conhecer. Muito mesmo. No primeiro dia fomos conhecer o Palácio de Cibeles, a Puerta de Alcala e o Jardin del Retiro, um jardim enorme que tem o comprimento quase da cidade inteira, mesmo atrás do museu do Prado. Passeámo-nos pelo bairro das letras, onde se encontrava a casa-museu Lope de Vega, que visitámos no último dia.
Outro desafio em Madrid foi encontrarmos alimentação barata. E quando digo barata, é valor igual ou inferior a 5 euros. Não encontrávamos. Segundo as minhas contas, comendo menus de 7 ou mais euros a cada refeição, só comeríamos por dois dias. (Óbvio que isto são números fantasiados). Eis que, desesperados por uma alimentação barata, deparamo-nos com um outro oásis: O Museo del Jamón (Museu do presunto). Sandes a 1 euro e cerveja a 80 cêntimos. Tivemos as nossas alimentações quase todas lá.
No segundo dia, mais uns quantos quilómetros que deixavam os nossos pés martirizados todas as noites. Museu do Prado (sem pagar!!!! Onde encontrámos, imagine-se, a Kataró!) Plaza Maior, onde apanhámos uma procissão qualquer, Igreja de San Francisco el Grande e Palácio Real. Ah, ainda nos perdemos pela parte gay da cidade, onde estão as sex shops e os bares gay todos da cidade. Onde é que acabámos a noite? Museo de jamón.
3ª dia? Parque Warner Brothers. Dos dias mais fixes da minha vida. Não vou descrevê-lo, basta dizer que não saía de lá nunca.
No quarto e último dia, fomos dar uma última volta pela cidade, fomos à casa de Lope de Vega, ao templo de Debod, Palácio Real, lanchámos um waffle que a Ana andava a namorar desde a chegada, com o pequeno pormenor que a pedir o molho para o Waffle dizia, e passo a escrever como ela pedia “Mórángó”. Para quem não sabe, Mórángó, é morango em espanhol para a Ana. Não é fresa, mas sim mórángó. No final do dia, aeroporto e casa.

Isto, obviamente, muito resumidamente, sem os episódios engraçados , sem tudo aquilo que tornou a viagem a Madrid numa viagem memorável. Sobre a cidade, aconselho vivamente toda a gente a visitar e a não subestimar, como eu subestimava, apenas por ser aqui ao lado. É uma cidade mágica, onde se respira cultura, onde nos sentimos seguros à noite e com vários pontos de atracção turística. Quanto às espanholas, vestem-se bem para caraças! Quanto aos espanhóis, o máximo que vos posso dizer é que estávamos nós no Museo del jámon e quando dou por mim está a Ana a pagar uma cerveja a um espanhol. Juro que é verdade!

Aqui ficam algumas fotos dos sítios que falei. (Não pus vídeos porque demoram demasiado a fazer o upload para o blog).


Palácio de Cibeles


Fuente de Cibeles


Puerta de Alcala


Jardín del Retiro


Mickey albanês bêbedo, jardín del retiro


jardín del retiro


Palácio de cristal, jardín del retiro


As árvores fixes, jardín del retiro


Santa Aninha, padroeira dos mendigos, jardín del retiro


Museu do Prado


Velazquez, Museu do Prado


À porta da casa onde viveu Lope de Vega


Casa de Lope de Vega


Rua de Lope de Vega


Estátua do elefante equilibrista à porta da Caixa Fórum


Um prédio muito fixe


Um dos (muitos) homens sem cabeça que andam por lá


Plaza Mayor


Igreja de San Francisco el grande


Palácio Real


Palácio Real


Vista do metro do parque Warner


Entrada do parque Warner


3D!


O carro que eu aluguei à Ana para andarmos a passear pelo parque


Depois preferi alugar-lhe um coche (não tem cavalos mas era eu que a puxava)


Coveiro e dentista


Museu de história da Gothan city (cidade do Batman)


Sala de visitas da prisão de Gothan city (na fila para a montanha russa do Batman passamos pela prisão inteira, muito fixe)


A minha polícia sexy (depois à noite no quarto continuámos a fantasia...mas isso não interessa)


Entrada da montanha russa do super homem (montanha russa mais fixe de sempre)


O ar da Ana "Não me vais fazer andar naquilo pois não?!" (montanha russa do super homem)


A minha preparação para andar na montanha russa do super homem.


Duffy duck! You're despicable!


"Vão sem mim que eu vou lá ter!"


Duffyyyyyyysss!!!!


Estátua de García Lorca


Casa de Cervantes


Casa de Calderón de la Barca


Palácio Real (de dia)


Igreja cujo nome não me lembro, em frente do palácio real


Templo de Debod


Estátua do símbolo da cidade de Madrid

terça-feira, 11 de maio de 2010

o Papa

Mais do que qualquer crença, é o respeito.
E temos de respeitar quem acredita e quem não acredita, e dar as boas vindas a um estrangeiro que vem ao nosso país e acolhê-lo, bem como a todos os outros de "menor" importância.
Mas hoje, sabendo de quem se trata, é de lamentar os comentários ofensivos a este Papa. Quer se goste ou não, há que respeitar.
E o respeito é bonito.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sandór Márai - Amizade

São os excertos de texto mais sinceros e bonitos que já li em qualquer livro que tenha aberto. O segundo excerto, apesar de longo, é de leitura obrigatória, uma dissertação sobre a amizade e o seu valor, a mais sincera e verdadeira que já li na minha vida. Sinto-me identificado em todos os pontos deste livro. Devem-no ler. Se não o fizerem, ao menos leiam estas transcrições. Faço minhas as palavras do autor.


“ […] Essas mulheres traziam para as suas vidas o encanto dos primeiros amores e tudo aquilo que o amor significava: o desejo, os ciúmes e a solidão desconcertada. Mas atrás das mulheres, das representações e do mundo oscilava um sentimento que era mais forte que todos os outros. Só os homens conhecem esse sentimento. Chama-se amizade.”



“Era bom saber – continua, como se discutisse consigo próprio -, se existe amizade realmente? Não me refiro àquele prazer ocasional que faz com que duas pessoas fiquem contentes porque se encontraram, porque num determinado período das suas vidas pensavam da mesma maneira sobre certas questões, porque os seus gostos são semelhantes e os seus passatempos iguais. Nada disso é amizade. Às vezes, chego a pensar que essa é a relação mais forte da vida…talvez por isso seja tão rara. E o que há no seu fundo? Simpatia? É uma palavra imprópria, sem sentido, o seu conteúdo não pode ser suficientemente forte para que duas pessoas intervenham em defesa um do outro nas situações mais críticas da vida…apenas por simpatia? Talvez seja outra coisa?...[…] A amizade, pensava eu […] é a relação humana mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. […] Entre pessoas, vi menos exemplos [de amizades, comparativamente ao reino animal]. Para ser mais exacto, não vi nenhum. As simpatias que vi nascer entre pessoas diante dos meus olhos, acabaram sempre por se afogar nos pântanos do egoísmo e da vaidade. A camaradagem, o companheirismo, às vezes, parecem amizade. OS interesses comuns por vezes criam situações humanas que são semelhantes à amizade. E as pessoas também fogem da solidão, entrando em todo o tipo de intimidades de que, a maior parte das vezes, se arrependem, mas durante algum tempo podem estar convencidas de que essa intimidade é uma espécie de amizade. Uma pessoa imagina […] que a amizade é um serviço. O amigo, assim como o namorado, não espera recompensa pelos seus sentimentos. Não quer contrapartidas, não considera a pessoa que escolheu ser seu amigo como uma criatura irreal, conhece os seus defeitos e assim o aceita, com todas as suas consequências. Isso seria o ideal. E na verdade, vale a pena viver, ser homem, sem esse ideal? E se um amigo falha, porque não é um verdadeiro amigo, podemos acusá-lo, culpando o seu carácter, a sua fraqueza? Quanto vale aquela amizade, que só amamos o outro pela sua virtude, fidelidade e perseverança? Quanto vale qualquer afecto que espera recompensa? Não seria nosso dever aceitar o amigo infiel da mesma maneira que o amigo abnegado e fiel? Não seria isso o verdadeiro conteúdo de todas as relações humanas, esse altruísmo que não quer nada e não espera nada, absolutamente nada do outro? E quanto mais dá menos espera em troca? E se entrega ao outro toda a confiança duma juventude, toda a abnegação da idade viril e finalmente oferece a coisa mais preciosa que um ser humano pode proporcionar a outro ser humano, a sua confiança absoluta, cega e apaixonada, e depois se vê confrontado com o facto de o outro ser infiel e vil, tem direito de se ofender, de exigir vingança? E se ofende e grita por vingança, era realmente amigo, o traído e abandonado? […]”



“Afinal, uma pessoa sempre responde com a sua vida inteira às perguntas mais importantes. Não importa o que diz entretanto, com que palavras e argumentos se defende. No fim, no fim de tudo, com os factos da sua vida responde às perguntas que o mundo lhe dirigiu com tanta insistência. Essas perguntas são as seguintes: Quem és tu?... Que querias realmente?... Que sabias realmente?... A que foste fiel ou infiel?... A quê ou quem mostraste ser corajoso ou cobarde?... São essas as perguntas. E uma pessoa responde como pode, duma maneira sincera ou mentindo; mas isso não tem grande importância. O importante é que no fim, uma pessoa responde com toda a sua vida. […]A outra [pergunta] é: qual era a tua relação comigo? Eras meu amigo? Afinal de contas, fugiste.”


Sándor Márai, As velas ardem até ao fim.

domingo, 9 de maio de 2010

Nem um nem outro

O Benfica foi campeão, e bem campeão.
Não gosto de falar de futebol, muito menos no blogue, mas há coisas que gosto de salientar.
Como comecei por dizer no início do texto, o Benfica foi campeão com todo o mérito, foi a equipa mais forte e constante ao longo do campeonato e merece o título. Mas há uma coisa que me irrita, e essas pessoas não são verdadeiras apreciadoras de futebol: Falo, claro, daquelas pessoas, neste caso benfiquistas, que em vez de comemorarem o título com os seus, entre abraços e muita festa, o fazem dizendo “Este título é para vocês, f*** da p****!!”, pensando em clubes rivais enquanto o dizem. Isto é profundamente idiota, é de uma falta de desportivismo idiota e de uma ignorância de todo o tamanho. Os títulos do Benfica não são dedicados a mais ninguém a não ser aos seus jogadores e equipa técnica. O mesmo se passa com qualquer outro clube. Cada macaco no seu galho, assim ninguém se chateia.
Outra situação deplorável são as imagens que passam na TV com adeptos do F.C.Porto a queimarem cachecóis do Benfica. A ignorância dessas pessoas…devem-nas a quem criou, e talvez não sejam culpadas se nasceram no seio de uma família com problemas mentais, mas culpo mais os meios de comunicação por passarem essas imagens que só incentiva quem as pratica.

No meio disto tudo, só tenho a dizer que se me viram hoje triste não foi tanto pelo Benfica ter sido campeão, mas sim bem mais pelo meu Manchester United não ter conseguido vencer o título inglês…podia fazer história…

Enfim, saudações leoninas!

As velas ardem até ao fim

"Assim vivera no palácio, em silêncio, durante setenta e cinco anos. Sorria sempre. O seu nome voava através dos quartos, como se os habitantes do palácio se avisassem uns aos outros. Diziam: «Nini!». Como se dissessem: «É curioso, no mundo existem outras coisas além do egoísmo, da paixão e da vaidade, Nini...» E porque estava sempre presente em toda a parte onde era precisa, nunca a viam. E porque estava sempre bem disposta, nunca lhe perguntavam como podia ela estar alegre, quando o homem que amava a deixara e a criança, para quem o seu leite brotara, tinha morrido."

"[...]E nada disto tinha nome. Não eram irmãos, nem amantes. Existe outra coisa, e eles sabiam disso vagamente. Existe um certo tipo de amizade que é mais profunda e mais densa do que a dos gémeos no útero materno. A vida misturava os seus dias e as suas noites, sabiam do corpo e dos sonhos do outro."

Sándor Márai, As velas ardem até ao fim.

sábado, 8 de maio de 2010

Aqui está o teu comentário




E isto na primeira vez que joguei depois dessa postagem, não é como tu que passa noites inteiras a jogar esta música.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Recado

Hoje venho deixar uns vídeos, com um recado. Mas antes do recado só quero apresentar-vos antes este vídeo:
Continuando no décadas passadas, encontrei mais uma grande banda do seu tempo, os Helloween, que teve uma das melhores vozes dentro do seu género, Michael Kiske, voz essa que considero semelhante à do grande Bruce Dickinson, ex-vocalista dos Iron Maiden. Esta música é poderosa por si só, a letra podia ser qualquer uma. Deixo-vos com esta grande música.
PS: Oiçam o Refrão e digam-me o nome de 3 vocalistas que de bandas ou a solo que vocês ouvem frequentemente e que consigam fazer aquilo com a voz.




Agora, o recado.
Numa altura em que só se ouve música mastigada, música pré-feita que não passa de loops e vozes robotizadas, era bom que as gerações mais antigas (falo das mais antigas que a minha, claro) ensinassem às novas gerações a saber apreciar música, dentro de que género for. Sou fã de Metal, de Rock, e acho que se devia dar mais atenção a esses géneros. É lógico que não se pode obrigar toda a gente a gostar do mesmo tipo de música, mas devia-se dar mais atenção a isto. Quando Laddy's gaga's, Rihanna's, Britney's e afins cantam sobre o álcool que consomem, os gajos que comem e as roupas que (não) vestem, grande parte de bandas de Metal instruem sobre História Mundial, ensinam nomes de poemas e poetas, filosofia, sobre os temas mais interessantes que hoje não são passados e que são enterrados [Um grande exemplo disso é o último vídeo que aqui deixo, onde Bruce Dickinson introduz a música com uma frase de William Shakespeare: "The good that men do is oft interred with teir bones, but the evil that men do lives after them"]. É óbvio que muitas bandas têm a sua vertente satânica, mais escura, mas é uma questão de saber amadurecer as ideias que nos são passadas.
Fica dito isto que me está entalado há anos, temos de ensinar as novas gerações a saberem escolher a música que ouvem e não apenas aquilo que passa nas rádios.

Para terminar, só queria deixar uma opinião pessoal (mais uma).
Em jeito de homenagem, deixo aqui dois vídeos de uma banda que não é, de longe, a minha favorita. Mas que, lá está, consigo fazer reverência e admitir que foi, é, e será sempre a melhor banda da história. Falo dos Iron Maiden, claro, cujo brilho e grandiosidade consigo apenas comparar aos míticos Queen.
Dos Iron Maiden deixo aqui duas músicas icónicas, a segunda delas é a minha favorita deles.

Fear of the dark
e
The evil that men do.



Vai buscar!

Há cerca de duas semanas, vejo num blog da concorrência a seguinte mensagem:

Free Bird - Lynyrd Skynyrd

Pontuação - 10975
Notas Acertadas - 1263
Notas Perdidas - 166
Notas Erradas - 197
Combo Máximo - 59
Percentagem - 88%


SUCK IT, HUGO!

ROCK ON! \o/



Trata-se da pontuação do meu irmão num jogo de guitar hero para o pc. Quando ele me mandou esta mensagem via blog, eu jogava o jogo no máximo há uns dois dias, e ele para aí há uma semana.
Hoje, passadas duas semanas, tenho uma coisa para lhe dizer:

PONTUAÇÃO DO HUGO, O PINTO EM "FREEBIRD" - LYNYRD SKYNYRD:
Pontuação: 18926, ups, parece-me que tinhas tido uns míseros 10975;
Notas acertadas - 1317, ups, parece-me que tinhas tido 1263, estiveste perto!;
Notas perdidas - 112, ok, nesta tiveste mais...continua a tentar;
Notas erradas - 100, mais uma vez tiveste mais 97;
Combo máximo - 315, é que nem vou comentar...
Percentagem - 92%


Tudo isto não é para me vangloriar, apenas para deixar um recado:
Quando quiserem desafiar Hugo, o Pinto, lembrem-se que ele não está para brincadeiras.

"ROCK ON"

Irritação

Tipo de diálogo que me irrita:
Hugo - 'Bora à praia de Carcavelos?
Alguém morador em Cascais - Carcavelos? Não pode ser uma praia aqui mais perto?


Ora bem, há 19 anos que moro no Concelho de S.Domingos de Rana, nunca morei em Cascais. Há dois anos que tenho carta de condução e nunca, nunca, nunca, nunca me ouviram dizer que não ia a um encontro por ser em Cascais e não ser aqui mais perto de onde eu moro.
Uma vez que combino coisas para Carcavelos, tenho dois moradores de Cascais que dizem "ahhh, Carcavelos? Não pode ser aqui mais perto??"
Definitivamente, gente de Cascais é gente fina.
E isso para mim é não dar valor ao que eu tenho feito ano após ano para nunca me baldar a um encontro.

uau...

será possível?...

terça-feira, 4 de maio de 2010

O estripador

Este texto não é recomendado a menores. Não só pelo uso de linguagem por vezes obscena, mas também porque não gosto de crianças.
Este é o primeiro capítulo de um livro que estou a escrever em exclusivo para o blog, de nome "O coleccionador de pilas" e onde procuro inserir pessoas amigas ou conhecidas. O título, apesar de parecer idiota, não o é se lerem o "livro". Este é o seu primeiro capítulo.


UM

Podia ser apenas mais uma noite quente de Verão como qualquer outra que se fazia sentir há mais de três meses. Podia, mas não era.
No escritório de Gonçalves e Murteira Lda., bem no centro da Baixa lisboeta, Gonçalves olhava através das persianas para o tráfego lento na capital enquanto mordiscava um donut gorduroso.
- Há algo que não está certo… - murmurou Gonçalves para o seu colega que se masturbava a olhar para a imagem de uma planta exótica colocada num site qualquer da internet sobre a Amazónia. – Lisboa está demasiado silenciosa para o meu gosto…
Murteira terminou a sua tarefa, descalçou os sapatos Gucci e as suas meias Tommy Hilfiger e, pegando na sua meia do pé esquerdo, limpou os fluidos que lhe escorriam pela mão com que saudara o seu marujo.
- Relaxa Pedro, - aconselhou Murteira enquanto se calçava novamente com a sua meia agora sumarenta – não há-de ser nada…
O zumbido monotónico do telemóvel de Gonçalves interrompeu o diálogo. Num gesto automático, Gonçalves sacou-o do bolso com destreza e, puxando a antena, clicou no botão verde.
- Gonçalves. – identificou-se.
Murteira fitou o semblante do seu colega, tentando analisar a conversa que este mantinha ao telefone.
- Hum hum…sim…hum hum…ok, vamos já para o local.
- Que se passa? – perguntou Murteira vendo o rosto carregado do colega.
- Homicídio no Chiado. – respondeu, dirigindo-se já para a porta do escritório – traz as chaves do carro.
Gonçalves esperava já há dez minutos pelo seu colega. Tinha a certeza que ele saíra do escritório mesmo atrás de si, mas por alguma razão tinha voltado a entrar. A noite escura cobria o céu como um manto negro por cima dos edifícios velhos de Lisboa. Quando Murteira finalmente desceu as escadas do prédio, Gonçalves percebeu, com a sua perspicácia fora do comum, a razão que tinha levado o seu colega a demorar-se tanto no gabinete: a outra meia estava agora também ela ensopada.

Gonçalves e Murteira conheciam-se desde os tempos da tropa. Tinham feito a recruta juntos, quando Gonçalves não passava de um obeso precoce e Murteira de um aspirante a mágico sem sucesso. Agora, vinte anos depois, os primeiros cabelos grisalhos pintavam já as têmporas de Gonçalves e Rodrigo Murteira era agora um homem de meia-idade com um enorme sucesso entre os membros do sexo oposto, o que não o fazia abdicar, porém, do seu direito humano de se masturbar compulsivamente.
Gonçalves pisava o acelerador do Austin Martin da empresa a fundo, serpenteando por entre as filas do trânsito da capital com a sirene a piscar no tablier. Murteira transportava no colo a caixa de donuts que Pedro devorava sofregamente enquanto conduzia e banhava o volante de gordura com as suas mãos enormes.
- Sabes que quando me enervo parece que o meu estômago dilata – justificava-se Pedro sem tirar os olhos dos carros à sua frente.
Chegaram ao local do crime às 22:47, já alguns membros da imprensa se precipitavam sobre o cadáver estendido na calçada sob os flashes das câmaras dos jornalistas. A zona, delineada por uma fita amarela que ordenava “NÃO TRESPASSAR”, encontrava-se no meio da rua, e o cadáver jazia junto à célebre estátua de António Ribeiro Chiado.
Quando finalmente a parelha conseguiu furar por entre a multidão que assistia à funesta cena e viram o cadáver pela primeira vez, Murteira sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. “Cadáver” era um termo simpático para se chamar àquele corpo mutilado. Pedro chegou-se à frente sem estar muito seguro, em 25 anos de serviço nunca tinha assistido a uma cena daquelas.
O sangue sobre o qual o corpo se estendia parecia pertencer a mais de 4 pessoas, tal era a quantidade do líquido vermelho viscoso que cobria o passeio. A cabeça tinha sido apunhalada, provavelmente por uma faca, repetidamente, e era impossível distinguir formas, muito menos reconhecer o rosto. O peito estava aberto desde a garganta à zona púbica e a pele aberta e dilacerada. As vísceras estavam espalhadas por toda a parte, em cima do corpo, nas pernas, no chão, as mãos e os pés não tinham dedos e a parte de cima da cabeça tinha sido cortada cirurgicamente, revelando a falta de uma parte do cérebro. Os joelhos estavam esmagados, como se tivessem sido postos no meio dos carris durante a passagem de um comboio. Pela estatura do corpo e por pouco mais, Gonçalves depreendeu que se tratava de uma pessoa do sexo masculino. Porém, o órgão genital havia-lhe sido retirado. No seu lugar, apenas os cortes e os rasgões da pele eram visíveis.
Murteira finalmente ganhou coragem para se aproximar da cena macabra, mas depressa reparou num pedaço de papel que parecia ter sido colocado propositadamente após a execução. Com a pinça do seu estojo forense, Murteira retirou o papel do bolso do cadáver e começou a masturbar-se. Sem tempo para perder, Gonçalves retirou-lhe a folha das mãos e a mensagem que leu iria assombrar-lhe os sonhos durante muitos meses.
“Sou o demónio e venho do inferno para coleccionar pilas!”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Optimus alive 2009

Por alguma razão, só agora passados quase 10 meses é que me lembro de ir procurar à net os vídeos do concerto dos Slipknot no Optimus Alive 2009.
Estes são 3 vídeos do mesmo momento do concerto, em 3 prespectivas diferentes, numa das quais estou lá eu metido ao barulho.
Os três foram gravados em 3 locais diferentes durante a música Spit it out, num momento em que o Corey (vocalista) manda todo o público ajoelhar-se no chão para, quando ele disser "JUMP THE FUCK UP!" levantarmo-nos ao mesmo tempo e quase matarmo-nos uns aos outros. O vídeo em que eu apareço com a Ana e a minha gadelha gigante, gravado pelo seu irmão, é o segundo.
Antes de mais, uma coisa: Não há concerto igual ao dos Slipknot. Sei que sou suspeito, mas não há, e perguntem a qualquer pessoa que já tenha estado num concerto. Venha quem quiser, não há!
Todos os concertos do dia foram excelentes, ambiente muito bom para os amantes de metal. Moches gigantes para os quais, durante uma música dos Slipknot, decidi entrar. Se querem que vos seja sincero, não me lembro de ter lá estado mas sei que estive.

Que concerto brutal, só sabe quem lá esteve.





Freebird

Já aqui referi o meu particular gosto pelas décadas de 60 a 80. Foram nessas 3 décadas que nasceram as melhores bandas de rock e onde foram construídos os maiores hits de sempre. Hoje venho-vos apresentar um deles, que me foi apresentado pelo meu irmão, imagine-se.
Alguns de vocês hão-de já saber que não sou particular fã de músicas com mais de 4 minutos, razão essa que me leva a não venerar metallica, e saberão também que guitarra não é dos meus instrumentos favoritos. Mas quando ambas as coisas se complementam e fazem uma música como a que vos mostrarei de seguida, meu deus, o resultado é estrondoso. É o melhor solo que já ouvi,reparem no público como era dantes todo animado e boa onda e hoje em dia é tão seco, ai ai...como eu gostaria de estar no meio daquele ninho de cromossomas XX.
Bom, a música é excelente, e o solo então nem se fala. Toda a guitarrada ao longo da música é excelente, a sério. Se não gostarem do tipo de música ao menos oiçam o solo que começa aos 6:06 minutos e que se estende até ao final da música.
Divinal.



If I leave here tomorrow
Would you still remember me
For I must be traveling on now
'Cause there's too many places I've got to see

But if I stayed here with you,GIRL
Things just couldn't be the same
'Cause I'm as free as a bird now
And this bird you cannot change

Ohohohohohhhhh
And the bird you cannot change
And this bird you cannot change
Lord knows I can’t change

Bye bye, baby, it's been a sweet love, yeah, yeah
Though this feeling I can't change
But please don't take it so badly
'Cause Lord knows I'm to blame

But if I stay here with you, GIRL
Things just couldn't be the same
Cause I'm as free as a bird now
And this bird you never change

Ohohohohohhhhh
And the bird you cannot change
And this bird you cannot change
Lord knows I can't change
Lord help me I can't change
Lord I can't change,
Won't you fly high, Free Bird, yeah

domingo, 2 de maio de 2010

Abril


Estarão certamente todos bem ansiosos para saberem o que é que andei a ler no passado mês de Abril não é verdade? Claro que não, mas eu deixo sempre uma postagem por mês para isto, por isso tenho de vos contar à mesma, quem não quiser saber que feche a janela porque está a fazer corrente de ar.
Pois é, não quero dar desculpas esfarrapadas, mas a verdade é que com a organização dos Óscares do Workshop de Teatro sobrou-me pouco tempo para ler. Ainda assim deixo três títulos, dois deles lidos durante este mês, um outro lido em Março mas que me esqueci de colocar no balanço do final do mês.
E começo precisamente com esse. “No dia em que fugimos tu não estavas em casa”, de Fernando Alvim. É um livro que revela um lado bem menos conhecido do Alvim, um livro que revela o romantismo moderno, uma lamechice pegada, o amor como ele é, com algumas passagens bem verdadeiras e interessantes. São crónicas de um adulto apaixonado, só assim. É um livro que se lê numa tarde, e recomenda-se simplesmente porque sim.
Já neste mês de Abril, comecei com Jesusalém (sim, Jesusalém, não Jerusalém), de Mia Couto. Conhecia o autor de nome mas nunca tinha lido, e devo dizer que foi uma surpresa daquelas que gostamos muito. Tem uma forma de escrever muito boa, cheia de metáforas e com personagens bem interessantes. O livro está cheio de mistérios de um pai que decidiu fugir da humanidade e refugiar-se numa terra que baptizou de Jesusalém. O porquê, o como e todas as perguntas…saberão a resposta quando o lerem.
Já no final do mês só tive tempo para pegar naquele livro intemporal que deve ser lido de década a década que retiramos sempre significados diferentes. O principezinho, de Saint-Exupéry. Dispensa comentários, uma leitura obrigatória.

sábado, 1 de maio de 2010

A cerimónia dos óscares do workshop de teatro. Nunca haverá noite igual.

Há mais de um mês que comecei a planear tudo para que houvesse uma gala para entregar Óscares aos actores e actrizes do workshop. Tudo isto para reunir mais uma vez os participantes, estarmos todos juntos mais uma vez, com um pretexto de fazermos algo completamente fora do comum, de nos sentirmos as estrelas que somos.
Consegui juntar uma equipa, passo a passo as peças iam-se encaixando, e tudo culminou na noite completamente indescritível que aconteceu já anteontem (dia 30).
Foi um orgulho termos conseguido fazer isto, um evento deste tamanho e complexidade, e um orgulho ver também que o núcleo do workshop estava presente…excluindo o Victor e o Luís que não puderam comparecer, como foi explicado no início da cerimónia, por motivos profissionais.
Apesar de todo o esforço de todos os colaboradores, jamais pensei que a reacção do público fosse tão boa. A cerimónia correu o melhor possível visto que não houve ensaios, e correu mesmo muito muito muito bem e nunca poderia imaginar que fosse tão envolvente. Cheguei-me a emocionar, de verdade. Os apresentadores da noite conseguiram passar a energia para o público que não fazia frete em levantar-se para bater palmas e participar nas músicas.
Mais uma vez, a reacção do público não podia ter sido melhor. Muitas pessoas vieram dar-me os parabéns pela organização, e, tal como disse a essas pessoas na altura, o evento foi o sucesso que foi devido a toda uma equipa e à colaboração de todos.
Não vou entrar em pormenores sobre a cerimónia, quem foi vai-se lembrar dela por muito tempo, quem não foi…bem…não fazem ideia do que perderam.
De realçar a elegância e simpatia de todo o público, mais de 70 pessoas.
E os agradecimentos finais, devido ao nervosismo da altura, tenho de os completar aqui hoje, em texto:
- Em primeiro lugar ao centro social de Caparide por ter cedido o espaço, seria impossível ter feito o evento em qualquer outro sítio com as condições que nos ofereceram.
- À equipa colaboradora dos Óscares. Ana Zaida, por ter feito as estatuetas, pela paciência por ouvir-me falar do evento todos os dias à medida que me ocorriam ideias. Pedro Gonçalves, pelas ideias, pela envolvência que teve desde o início pelo projecto. Rúben Grosso, por se ter chegado logo à frente com o local do evento e por todo o seu esforço na organização do espaço e da secção de catering. Sara Moura de Oliveira, a nossa relações públicas que fez um excelente trabalho. Os manos gémeos, por terem cedido o material e terem estado presentes no crescimento do projecto. Marta Garcia, pelo seu esforço desde o início em contribuir para a cerimónia, foi fundamental e o melhor que se podia pedir. O Sr. Jorge, pai do Ramalho, pela ajuda a montar o audiovisual. Por fim, Pedro Ramalho, completamente incansável e muito responsável pelo sucesso da festa.
- A todos os apresentadores da noite. Magníficos. Deslumbrantes. Sara Fialho, Pedro Ramalho, Mafalda Costa, João Maria Fialho, Kataró, Ricardo Caldeira, Vanessa Lourenço, Joana Silva, Sofia Baptista, Joana Rodrigues dos Santos, Tiago Pereira, Patrícia Saraiva, Pepe, Saroca, Rúben Grosso, Cláudia Ribeiro, Daniel Leite e André Caldeira. Não tenho palavras para vos agradecer a todos.
- Em quarto lugar gostava de agradecer a todos os pais que contribuíram para a festa através do abastecimento de comes e bebes, um muito obrigado a todos eles.
- Last but not least, o maravilhoso público. Como foram bons! Obviamente que não posso individualizar ninguém, gostei de ver caras que já não via há algum tempo, de ver grandes amigos ali a apoiarem ao máximo, e conhecer pessoas fantásticas. Deste último grupo (o das pessoas conhecidas durante o espaço de convívio antes do início da cerimónia, gostava só de destacar duas pessoas, ambas convidadas da parte do Pedro Gonçalves: a Sara gémea e a Piny (que já me tinha sido apresentada uma vez). Desculpem-me destacar estas duas pessoas porque houve alturas durante a cerimónia em que reparei nelas no público e senti-as a viverem o espectáculo com tanta intensidade que pareciam mesmo colegas do workshop. Apesar de não termos falado muito, vê-las foi uma lufada de ar fresco pela sua simpatia, duas pessoas que merecem certamente um lugar no workshop de teatro).

Não me canso de realçar o apoio do público. Fizeram desta gala o momento maior de todos os workshops de teatro.

Por último, o texto já vai extenso, mas queria só deixar aqui uma coisa em claro: A cerimónia abriu, como estarão lembrados, com Marta Garcia a tocar em piano o Comptine d’un autre été, de Yann Tiersen, enquanto passava um vídeo de momentos dos workshops. Havia também uma voz-off, por acaso a minha, que dizia um texto, texto esse que algumas pessoas não perceberam devido a um problema técnico no início do mesmo. No final da gala, vieram pessoas a dizerem-me que se emocionaram nessa parte a partir do momento em que a voz que lia o texto ficou perceptível, e que gostavam de saber o início do mesmo. Por isso deixo aqui o texto que foi lido nessa abertura. Já para terminar…
OBRIGADO A TODOS. Foi uma noite inesquecível e marcante, o espírito inabalável e…adoro-vos a todos.
Aqui fica o texto:

“Luís Lino é uma criança adulta, um rapaz perdido no tempo da vida, que nos confunde com a sua graça e encanto naturais de uma criança e com a sabedoria e cultura provenientes de um adulto.
Tem sempre uma piada para partilhar, um sorriso para pôr nas nossas caras mesmo nos momentos de maior nervosismo.
Nos workshops esconde-se atrás das luzes, mas é ele quem dá brilho às nossas peças. Mais do que isso, é ele que está connosco nos camarins antes das peças, a dar-nos forças, a desejar-nos muita merda e a dar-nos o ânimo final antes das cortinas abrirem. No fecho das cortinas, é ele que corre para os camarins para nos dizer e fazer sentir que fomos os melhores do mundo.
Luís Lino é daquelas pessoas que depois de entrarem na nossa vida, já não nos vemos sem elas.

Victor de Freitas tem o estranho poder de marcar a vida de todas as pessoas que com ele convivem diariamente. Mais do que um mestre e professor, é um amigo e mentor que nos faz crescer e ter a vontade de melhorarmos não só como actores e actrizes mas como pessoas.
É daquelas pessoas intemporais, que não impõe fronteiras no tratamento com os mais jovens e que é capaz de sair connosco e fazer-nos passar noites de boémia como se fosse um rapaz de 20 anos.
A única marca da sua idade é a maturidade, o respeito que ganha sem ser austero, a facilidade com que ganha a nossa confiança e nos faz ir mais longe do que aquilo que pensávamos conseguir ir no início.
É um génio na sua área, uma pessoa que partilha os seus conhecimentos sem pedir nada em troca, uma pessoa que adora a sua profissão acima de qualquer pagamento.
Faz-nos acreditar que estar num palco é fácil. Faz-nos acreditar que somos Romeus e Julietas, Bernardas Albas e Scrooges, que somos capazes de sermos quem quisermos, sem deixarmos de ser nós próprios no processo.
Mostrou-nos que o palco é o local mais aterrador do mundo mas que melhor nos faz sentir. Mostrou-nos que todo o mundo gira à nossa volta quando estamos presentes em palco, e mostrou-nos que o barulho que mais gostamos de ouvir são os risos e as palmas da plateia.
Agora e hoje digo-vos, que todas as palmas que já bateram por nós, a uma pessoa se deve.
E essa pessoa é Victor de Freitas.
Um amigo.”