sábado, 26 de dezembro de 2009

passagem de ano 2009/2010

E de repente somos 8...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sem palavras

Já ouvi palavras de conforto e amor, de carinho e compreensão. Todas elas têm um valor especial para mim, mas nenhuma tem o valor do que acabei de ouvir do meu amigo Pedro. Para quem não sabe, o Pedro é apenas o maior alarve que Portugal já conheceu.
E o que é que ele me disse que me encheu assim tanto de orgulho?
".Pedro FELIZ NATAL! 22!!!! MELHOR DO QUE NUNCA! MURTEIRA SO DIZIA "PUMBAAA" diz:
mas eu de 0 a 10 avalio a tua cozinha com um 9,2"

Somam-se à festa...

...de passagem de ano, Pedro Ramalho e Sara Fialho! Interessante a forma como os apelidos rimam. De três passamos então a 7! Vamos a isso!

Aquisições

Aos três fantástiicos juntam-se então, para a passagem de ano na Nazaré, dois nomes de peso. Cláudia Ribeiro e Rodrigo...qualquer coisa. Mágico. Rodrigo, o mágico.
Como é que correu o Natal? Bem, obrigado por perguntarem.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Canto de mim mesmo

5
Creio em ti, alma minha, o outro que sou não deve humilhar-se perante ti,
Nem tu deves humilhar-te perante o outro.



11
Vinte e oito jovens banham-se na praia,
Vinte e oito jovens tão cordiais;
Vinte e oito anos de vida feminina e tão solitários.

Ela possui a bela casa onde se ergue a margem,
Esconde-se formosa e elegante atrás dos estores da janela.

De qual dos rapazes gosta mais?
Ah, até o mais humilde lhe parece belo.

Aonde vais, senhora? Estou a ver-te,
Lá no meio da água, ainda que estejas imóvel no teu quarto.

Dançando e rindo chegou à praia a vigésima nona banhista,
e eles não a viram, mas ela vi-os e amou-os.

Húmidas cintilavam as barbas dos jovens, a água escorria dos cabelos longos,
Pequenos jorros percorriam esses corpos.

Uma mão invisível também percorreu os seus corpos,
Descendo trémula da fronte e das costelas.

Os jovens flutuavam de costas, os ventres brancos destacam-se ao sol, não perguntam quem os abraça fortemente,
Não sabem quem respira inclinado, pendente e curvo como um arco,
Não pensam em quem salpicam com espuma.



Walt Whitman

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Passagem de ano 2009/2010

Quem conhece o sedutor Hugo, o Pinto, saberá com certeza que passagens de ano com ele não são passadas de qualquer forma. Depois de passar o dia 31 de Dezembro em mais de 43 países diferentes espalhados pelos 7 continentes (note-se que ele apenas tem 20 anos e apenas existem 5 continentes), finalmente surgiu o nome do local onde este carismático Monster of Love, como lhe chamam, irá espalhar todo o seu charme na passagem de ano de 2009/2010.

Depois de longas semanas a ponderar o assunto, finalmente chegámos a uma conclusão. Estando o Algarve fora de questão, por ser um destino previsível, os Três Desteminos, como já são denominados, ergueram as velas rumo a norte.
O facto dos xutos e pontapés irem actuar na noite de passagem de ano em Lisboa, e eu, logicamente, ansiar passar a noite de 31 de Dezembro a ouvi-los, provocou uma hesitação no grupo. Depois de Pedro Gonçalves e Ana Zaida Coelho dizerem que xutos não é o género deles e que a voz do Tim é terrivelmente semelhante ao barulho da mota do Pedro, pusémos Lisboa de parte.
A noite de 31 de Janeiro será então passada no Golden eye, em Cascais!!
Mentira, era só para vos assustar.
A convite dos populares da terra, os Três Destemidos irão enfiar-se no veloz carro de Hugo, o Pinto, em direcção à Nazaré, onde passarão uma noite inesquecível entre álcool, drogas, e raparigas de trajes menores. Ouviu-se dizer que são esperadas milhares de pessoas na marginal do sítio em questão, bem como no extenso areal, onde haverá animação e seis palcos espalhados pela...cidade? aldeia? vila? terriola? whatever.
O Pedro já prometeu sexo com uma Nazarena, a Ana com um Nazareno e eu com um cão. Vai ser, sem dúvida, inesquecível!

Lamento, tenho de dizê-lo

Gosto quando há pessoas, mais velhas ou cultas ou experientes, a virem ter comigo e dizerem “Bom trabalho!” ou “Estiveste muito bem!” ou ainda “O puto tem um humor giro!”. Todos nós ouvimos isto, geralmente dos nossos pais ou amigos, mas sabe especialmente bem ouvi-lo de pessoas que nada têm a ver connosco e que não nos devem nada. Sabe bem ouvir de pessoas que estiveram chateadas connosco e ainda assim sabem reconhecê-lo.
Sabe bem ser reconhecido por um trabalho, seja ele qual for. Sabe bem que alguém tenha reparado que desde que me foi dado um papel não houve um único dia em que não tenha pegado nele, que mal nos foi dada uma tarefa fui o primeiro a cumpri-la, que fiz o que não tinha obrigação de o fazer mas fi-lo pelo grupo.
O que sabe mal é, terminado o workshop de inverno, sentir-me terrivelmente injustiçado, chamado à atenção por coisas que não eram minha responsabilidade, por ter levado um sermão pessoal por todos, por sentir que as pessoas que me deviam dar o devido valor simplesmente ignoraram os gestos que tive.
O que tem um sabor que não sei se é bom, se é mau, é ver que as pessoas que, aparentemente, mal ou pior me conheciam repararam nesses gestos e me disseram um “obrigado”.
De nada.

À parte disso, uma comédia do caraças! Excelente trabalho de todos!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PARABÉNS PEDROO!!


A um passo...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Special delivery

Quando sentires que te tens de entregar, entrega-te de alma e coração. Não te entregues pela metade, não deixes um pé de fora. Quando sentires o coração a bater depressa, corre para essa pessoa, agarra-a, não a deixes fugir. Não a deixes pensar, não a deixes agir, dá o primeiro passo. Faz o que sentes. Sê tu próprio. Vive o momento, respira a vida e ama.
Se um dia tudo acabar, sentir-te-ás de consciência limpa, porque deste tudo. Se acabou foi porque não te mereciam, porque não te percebiam, porque se vulneraram às limitações que foi entregue à espécie humana para distinguir os fortes dos fracos. Só quem dá tudo pode olhar para baixo. Só quem ama livremente pode perceber. Só assim poderás encontrar o verdadeiro amor, aquele que dá tudo por ti e não apenas metade. Sofrerás muito pelo caminho, mas no fim vale sempre a pena.

Minorias

Não preciso que me digas quem sou ou quem devo ser.
Não te apercebes que não és uma pessoa própria. Não consegues reconhecer os teus defeitos nem assumir os teus erros. Todas as tuas opiniões foram-te entregues por outras pessoas, nunca conseguiste formular um pensamento por ti própria, negar o óbvio, ser diferente. És um mar de superficialidade, um ser que se deixa levar pela maré, que age e pensa pela maioria. As minorias serão sempre mais fortes porque negam o óbvio, porque isto fá-las pensar sobre o assunto, ponderar todas as questões e, no fim, talvez acabem por perceber que o óbvio é, afinal, óbvio. Mas nesta altura o que era óbvio passou-lhes a fazer sentido, elas têm uma opinião formulada e conseguem perceber porque é que isso é óbvio. Tu não. Tu assumes pelo princípio que algo é óbvio e não procura saber porquê. Não tens opinião própria, dizes o que os outros dizem ou pensam sem saberes defender o teu ponto de vista.
Eu tenho para muitos um feitio complicado porque todas as minhas opiniões, quando dadas, são porque as ponderei. Por muito que não façam sentido, quando avaliadas fazem todo o sentido. Por isso não me percebes e julgas-me. Porque, tal como a maioria, quando vê algo que está mal, parte do princípio que isso é óbvio e não tenta perceber o porquê. Por isso apenas a minoria me percebe e me avalia justamente. Porque têm pensamentos próprios e tentam perceber a questão completa e não apenas o que aparenta ser. É com esses que me quero dar, com pessoas próprias. Não com pessoas que querem ser.

!etnerefid êS...

A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.

Agostinho da Silva

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Banda sonora da peça - the nightmare before christmas


Fiquei intimamente feliz com a escolha do Victor para a banda sonora da nossa peça de Natal. Sendo eu fã do filme “Nightmare before Christmas” ou, em português “O estranho mundo de Jack”, não podia ficar mais radiante com a constatação de que a banda sonora da nossa peça é, cerca de 90% constituída por músicas deste filme. Por isso, apesar de saber que já falei deste filme neste post, vamos lá a recordar a história de um dos meus filmes favoritos de sempre.

O Nightmare before Christmas conta a história do esqueleto Jack, mestre dos sustos da cidade do Halloween, e o seu desejo de ter um Natal. Jack é adorado por todos na cidade do Halloween, mas o seu estatuto de rei dos sustos já não é suficiente para ele, é apenas uma rotina cansativa da qual está farto. É então que, num passeio pela floresta, Jack encontra um sítio onde as árvores têm portas desenhadas com motivos dos vários feriados anuais. Jack é instantaneamente atraído pela porta com uma árvore de natal, acabando por entrar nela e cair na Cidade do Natal. Jack apaixona-se por este novo mundo, onde apenas há música, neve e sorrisos no ar, um mundo diferente do seu no Halloween, e fica imediatamente com o desejo de ele próprio fazer um Natal. Quando Jack regressa à sua cidade, convoca uma assembleia para mostrar à população do Halloween os vários artefactos que descobriu na cidade do Natal e tentar convencê-los a fazerem um Natal. No entanto, Jack é mal-entendido pela inocência maligna dos seus conterrâneos, que ficaram entusiasmados pelas histórias de Jack sobre a cidade do Natal, mas ignoraram o seu espírito de harmonia e paz. Jack, para não contrariar a vontade dos seus amigos da cidade do Halloween, decide raptar o Pai Natal para ele próprio vestir o seu fato e ser ele o Pai Natal nesse ano. O verdadeiro Pai Natal fica então, sem Jack saber, preso no esconderijo do maldoso Papão, enquanto Jack parte no seu trenó assombroso para a cidade do Natal com as prendas bizarras feitas pelos monstros da cidade do Halloween.
Na pacífica cidade do Natal, as crianças e adultos ficam aterrorizados com os presentes que Jack lhes deixou debaixo da árvore, iniciando-se uma caça ao esqueleto. Quando o trenó de Jack é alvejado por um míssil e este despenha-se num cemitério, Jack apercebe-se que o seu mundo não é aquele mas sim na cidade do Halloween a pregar sustos que é o que adorava fazer. Jack vai então a correr para a sua cidade onde salva o Pai Natal e a sua amiga Sally das garras do Papão, e tudo volta à normalidade, onde o Pai Natal entrega as prendas e o Jack inicia os preparativos para o próximo Halloween.

Entretanto no meio da história surge o romance entre uma boneca de trapos, Sally, que é também ela presa pelo Papão quando esta tentava resgatar o Pai Natal, e Jack.
É um filme cheio de músicas inesquecíveis, personagens divertidas e uma mensagem de uma simplicidade tremenda que nos enche o espírito. A inocência e ingenuidade. O quão divertidas ou perigosas podem ser.
Aproximando-nos do dia 25 de Dezembro, não podia deixar de falar neste filme, ainda mais fazendo a sua banda sonora parte da nossa peça de Natal. Um filme de Tim Burton, de 1993. Excelente. Vejam.

Novo mail

Dêem-se ao trabalho de adicionar, sff.
hugo_s_pinto@hotmail.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sondagem




Não, não vou ser mais um dos 90% dos bloguers que falam do facto da Leopoldina ter sofrido uma transformação de visual.

Este blog preocupa-se mais com a verdade científica do que com questões de estética.

Como nada no mundo é certo, e opiniões são sempre válidas, hoje faço aqui um apelo para que todos os leitores que vejam esta postagem deixem uma resposta à sondagem que está se está a desenrolar aqui na coluna da direita, em cima, sondagem essa que diz respeito ao tipo de ave a que pertence a bela Leopoldina. Antes de responderem, deverão ter em causa os seguintes argumentos:
Exemplo de pássaro grande: Poupas amarelo.


Exemplo de avestruz: Hmmm…avestruz.



Digam-me ao que é que é mais parecido a Leopoldina agora.
Os resultados da sondagem revertem a favor da instituição “Pénis infelizes”.


PS: Uma das razões pela qual me recuso a comentar a transformação de visual da Leopoldina é porque, há cerca de um ano ou dois, todos nós assistimos à extinção de um grande amigo nosso e ninguém, ou quase mesmo ninguém se dignou a prestar declarações do facto!
Falo, obviamente, do nosso amigo que nos dava assistência nas máquinas de multibanco, sempre de estilo relaxado e útil, com luvas brancas, sapatos de duende e um sorriso amável. Ninguém se pareceu incomodar quando este ser genial foi exterminado e substituído por um cartão vertical e sem personalidade. Por estas razões, que se lixe a Leopoldina!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Rapsódia.

O autor do texto que se segue recusa-se a responder a toda e qualquer pergunta sobre o mesmo.


Portas atrás de portas atrás de portas. Abres uma, tens outra logo à frente à espera para ser aberta, um pouco perra devido ao tempo em que não é aberta. Segue-se outra e outra. O corredor entre portas vai aumentando de comprimento, até se tornar numa distância tão grande que a porta seguinte não passa de um ponto microscópico lá ao fundo. Quando pensam que é a última, há ainda outra, e outra, e outra. Ficam cansados, a cabeça diz-vos para pararem, que não vale a pena, que já é bastante bom ficarem por ali. Já abriram bastantes portas, de certeza que já não haverá muitas mais portas, não têm assim tanto a ganhar ou aprender com a abertura de apenas mais umas quantas.
Na verdade, o que não sabem é que faltam milhares de portas, milhares de corredores, milhares de quilómetros a percorrerem. Os corredores que acham intermináveis, são na verdade os mais curtos. Faltam muitas portas, vocês dizem que conhecem a casa, mas não fazem a menor ideia. Não fazem ideia que mal entraram na casa. Muitos desistem, outros acabam por chegar a uma porta que pura e simplesmente não abre. Perguntem-se porquê. Têm sido totalmente honestos desde que abriram a primeira porta?
Conheço uma pessoa que esteve tão perto das últimas portas, que chegou a conhecer aquela casa quase até ao fim. Não teve forças para continuar. Quanto mais portas abrem, mais querem abrir, mas chega a um ponto em que o corredor se torna num labirinto intransponível.
Muitos pensam que conhecem essa casa. Dizem que sabem o motivo de haver tantas portas. Dizem que sabem os segredos atrás da porta seguinte. Mas não fazem ideia.
Não fazem ideia, que cada minuto que estiveram dentro daquela casa, abrindo portas atrás de portas, tentado conhecê-la melhor, a própria casa foi-vos vigiando de perto. Percebendo cada pensamento, cada motivação. A casa conhece as vossas fraquezas porque vos viu falhar, e acreditem que ela sabe mais de vocês do que vocês dela.

Estou a resolver problemas do passado. De relações. A pedir desculpa a quem as devo e a perceber motivações que levaram este ou aquele a fazer isto ou aquilo. Tenho aprendido a pedir desculpas e a desculpar. Sei que tenho muito a aprender, mas cada caso resolvido faz-me sentir que amadureço e que aprendo com cada um que tinha deixado ficar para trás.
Há, porém, dois casos que me recuso a desculpar ou pedir desculpa. Um por pura recusa, outro por perspicácia. Sei que se entrar num conflito entre qualquer um dos dois, tenho argumentos válidos que, um a um, neutralizam qualquer outro que me lancem. Sei que tenho cartas na manga. Sei que posso humilhar as outras pessoas em qualquer um deles, se descer de nível.
Alguém se lembra deste texto?
Pois bem, voltamos ao mesmo.
Sei que ainda tenho duas questões para resolver até ao Natal.
Sei que há uma que não está nas minhas mãos resolvê-la, mas dava tudo para que estivesse resolvida.

Comprei uma cítara, ontem. Ia comprar uma prenda para o Luís, mas como não vi nada fofo acabei por gastar o dinheiro para mim…é mau? Vá, não me chamem nomes, é óbvio que o Luís vai ter a minha prendinha, mas estas coisas levam tempo a serem planeadas.
A cítara olhou para mim do alto das suas cordas e disse-me “Hugo…por favor…olha para mim, aqui tão sozinha a precisar que me toquem…” E eu comprei-a. É fofa!

Tenho um segredo. Quer dizer…tenho um segredo para partilhar convosco. Estou com…não é medo de medo…é…medo de não estar à altura. Vejo os dias passarem e o dia a aproximar-se e o caraças do Scrooge não me aparece. Sinto-me pressionado…por mim, mais ninguém. Estou com medo de falhar e a responsabilidade é grande.

Reparei que, este mês, estou com uma média de uma postagem por dia.
Está na altura de arranjar uma vida não está?

Finito.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Parabéns Luigi Verona!

Há vídeos que nos fazem pensar, que nos fazem encostar na cadeira e ficarmos a olhar pasmados para o ecrã quando o acabamos de ver. Que nos fazem pensar no sentido da vida e no que estamos, no fundo, a fazer aqui.
Este é um desses vídeos, a sério, percam dois minutos para vê-lo porque acreditem que vão ganhar bem mais do que isso.
Antes de o verem sugiro que cliquem em "Full screen", que está escrito em letras pequeninas em baixo, no vídeo, porque senão as legendas e o vídeo aparecem cortados a meio...coisas que estão para lá do meu alcance.
Juro que não é nada de mal, nem para assustar ou algo do género.
É comovente, de tão simples que é.





Já agora queria aproveitar para expressar aqui publicamente os meus parabéns ao meu grande amigo Luís Lino. Uma pessoa que, principalmente durante este ano, com as animações e, essencialmente, a viagem à Grécia, me deu a conhecer muito dele e, sinceramente, muito de mim. Lembro-me claramente duma conversa durante um jantar no bairro alto dos gregos onde me contaste coisas íntimas e te abriste comigo como nunca pensei que o fosses fazer. Sabes que tu e o Victor são duas das primeiras pessoas com quem vou ter quando tenho dúvidas e tens sido um grande apoio para mim, e tens-me ajudado a crescer muito, quer saibas quer não. Não digo isto por dizer, sinto mesmo o que digo, ou melhor, escrevo, por isso quero que saibas que hoje vou estar naquele jantar a comemorar o aniversário de um dos meus melhores amigos!
Até já, amigo!
Jovem de coração.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Estreia UM CONTO DE NATAL


Olá muito boa noite e sejam bem-vindos à gala de antestreia da peça Um conto de Natal, do ancião britânico Charles Dickens. Esta peça conta com o incomensurável talento do encenador Victor de Freitas, que tem passado os últimos dois meses a preparar cada detalhe deste seu novo projecto ao qual poderão assistir nos próximos dias 19 e 20. Sem dúvida, um óptimo presente de Natal antecipado.
A fornecer-lhe assistência técnica temos ainda dois nomes portentosos do teatro em Portugal. Luís Lino, o reconhecido técnico de iluminação e audiovisuais que acompanha Victor de Freitas desde o início da sua carreira. Luís Lino é também conhecido por ser o único técnico de luzes daltónico, facto esse que não o impede de ter um cadastro limpo no que toca às sua imaculadas permormances, e também por ser portador de uma fobia por pessoas com vozes demasiado agudas. Juntamente com Luís na assistência, temos a talentosa Catarina Oliveira a estrear-se este ano na assistência técnica. Catarina, que os leitores poderão reconhecer pelo nome “Kataró” ou, ainda, “Mokotó”, pertenceu por dois anos consecutivos ao elenco base das peças de Victor de Freitas, mas foi recentemente banida por ter ostentado uma gravata durante um ensaio para a peça que o grupo apresentou no Verão.

No papel principal temos, invariavelmente, todos.
Com nomes bastante familiares ao público, desde Ana Zaida Coelho a Vanessa Lourenço, salientamos a estreia de Beatriz Barroso, Joana Silva, Patrícia Saraiva e a anteriormente referida, Vanessa Lourenço, todas elas já nomeadas para o Prémio de Artista Revelação entregue pela revista TEATRO +.

No papel de Narrador, podemos encontrar a jovem actriz Mafalda Boavida que, numa entrevista anterior, qualificou este papel como “o trabalho de uma vida!”. Mafalda estreou-se neste grupo há quatro anos na peça “O principezinho”, interpretando o papel de Vaidosa. De aí para cá tem experimentado outras formas de artes como bodypaiting, danças de varão e, mais recentemente, a tosquia.
A interpretar Ebenezer Scrooge, um velho sovina, temos o carismático e versátil Hugo Pinto. Hugo possui um vasto currículo na área teatral, nomeadamente em teatros sub-amadores, onde já fez parte de peças como “Vagina para ti, pénis para mim”, “Rapazes nus a cantar enquanto se roçam nos seus corpos oleados”, “Uma beringela debaixo do meu colchão” e, mais recentemente “A tara de Bernarda Alba”.
Ebenezer Scrooge na sua fase mais jovem é interpretado pelo vencedor do prémio revelação da revista Teatro+ em 2007 ao interpretar Romeu, na peça Romeu e Julieta. Pedro Gonçalves está de volta aos palcos após a sua mudança de sexo. Madalena, como é chamado após a sua transformação, confessou-nos estar satisfeita com o resultado final da sua operação e prometeu-nos até mostrar-nos os seus seios novos no desenrolar do espectáculo.
No papel de Marley, antigo sócio de Scrooge, encontramos Bruno Nahana. Proclamador de célebres frases como “Ai que horror, olha a Mokotó!”, “Mulinha brava”, e, mais recentemente, “Eu? Bá Bocê!”, Bruno é um artista reconhecido internacionalmente pela sua genuína capacidade de ser altamente inconveniente mas, ainda assim, caricato. No seu último papel, o de Amélia, Bruno confessou-nos ter ficado desiludido pois pensava que iria interpretar a falecida diva do fado Amália, numa peça sobre a própria. Posta à parte a questão de semelhança entre os nomes, Bruno agradeceu a oportunidade que lhe foi dada por “Bíctor”.
A executar a difícil tarefa de interpretar dois personagens temos Sara Moura de Oliveira. A divertida lisboeta confessou-nos que esta estreia é o momento mais entusiasmante da sua vida desde que Zé Manuel lhe pediu para passear a sua cadela. Os papéis do Fantasmas do Natal Passado e do Natal Futuro foram entregues à antiga pupila de Victor de Freitas, que, segundo fontes próximas à actriz, tem em sua posse a primeira escova de cabelo usada pelo vocalista dos Fingertips.
Em grande teremos indubitavelmente Sofia Baptista, esse lustroso nome de teatros de Cabaret. Depois de um papel de cadáver alucinado ambulante, Sofia volta a um papel jovem que nos permitirá certamente apreciar as suas longas pernas de flamingo. Numa entrevista recente, Sofia confessou-nos estar a atravessar a melhor fase da sua vida pois, como se sabe, conheceu Hugo há pouco mais de um ano.
No papel de Bob Cratchit, o deplorável secretário de Scrooge, encontramos o romântico Tiago Pereira. O sex symbol com um maior êxito entre o público feminino do que Zack Effron ou Edward Cullen, promete um peito depilado e, pelo menos, um “L” durante o espectáculo. Este coleccionador de raparigas já nos deu a conhecer o seu novo alvo que, por palavras do actor, será “a porca da Paris…a Hilton!”.
Por falar em porcas, no papel de Mrs. Cratchit temos Ana Zaida Coelho. Esta descendente de tribos aborígenes vem-nos sensibilizar com o seu maravilhoso poder de se esquecer do texto e o seu tom monhê. Maridada com o atraente Hugo Pinto, Ana sente-se confiante agora que já teve duas relações sexuais com Hugo desde o seu último papel, no VERÃO!!!! Capacitada de um andar altamente sedutor, Ana prometeu encher o teatro Gil Vicente de fantasia. (A minha é com ela na cozinha com um chapéu de padeira enquanto…bem, não interessa).
Como é certo e sabido, o casal Cratchit é detentor de uma ninhada de filhos, e quem melhor para a desempenhar que não as jovens Mafalda Costa, Vanessa Lourenço, Joana Silva e Beatriz Barroso? Mafalda Costa, que tentou o suicídio em pleno palco por quatro vezes no último Verão promete estar à altura do papel. Literalmente, porque ela não mede mais do que uma folha de papel. Vanessa diz estar algo nervosa pela sua estreia, visto que foi, no último ensaio, vítima de um beijo alegadamente casual por parte do seu colega sex symbol Tiago. Joana Silva revelou-se confiante na sua entrevista à revista Teatro+, dizendo, cito “É uma honra pisar o mesmo palco que já foi pisado por Hugo Pinto”. Beatriz encontra-se algo apreensiva pelo aproximar do dia da estreia pois, garante, o stock de desculpas para faltar já se esgotou, pelo que não encontra saída para este beco onde se foi meter.
O pequeno Tim será brilhantemente protagonizado por Filipe, que dispensa apresentações.
No papel de Fred reencontramos o atlético Pedro Gonçalves que vem duma fase menos boa da sua vida após, ao que parece, uma cirurgia aparentemente simples de implantação de silicone nos lábios lhe ter corrido mal. À parte disso, Pedro revelou-nos que teve de perder 80 quilos para este seu papel, tendo agora apenas 110.
Como esposa de Fred temos uma das estreantes, a sorridente Patrícia Saraiva. Patrícia disse-nos que estava a adorar a experiência principalmente após Pedro Gonçalves lhe ter concedido um beijo nos lábios durante o ensaio. Ao que pudemos apurar, Patrícia encontrava-se no intervalo do ensaio, quando Pedro a agarrou no braço, levou-a para trás do local de ensaios e envolveu-a num suculento beijo enquanto a sua mão inspeccionava o corpo de Patrícia.
A nível inter-continental teremos o regresso de Pedro Gomes, desta feita para desempenhar um papel não-quase-mudo. Interpretando um senhor do peditório, Pedro assegura que veio para vencer e que não se sente minimamente nervoso para esta estreia. Segundo ele, “a vida é feita de estreias”, e continuou a entrevista na Teatro+ a divagar sobre pensadores e filósofos. Ao perguntarem-lhe se Pedro já se sentia em casa em Portugal e incluído na sociedade portuguesa, Pedro Gomes respondeu “Oi?”.
A interpretar Belle Fizziwig encontramos a veterana Ana Catarina Brandão. Belle Fizziwig é a primeira e, aparentemente, única namorada de Scrooge na sua época áurea de acasalamento, com o qual ela termina a turbulenta relação após descobrir que Scrooge fazia amor com o seu dinheiro, já que quando ela o tentava seduzir, ele apenas respondia “Querida, estou cansado”. (Esta frase é o mais próximo que já me senti de ser Saramago, uma vez que escrevi três linhas sem utilizar um ponto final).
Num papel gentilmente denominado “Mulheres da cidade”, reencontramos Ana Catarina Brandão, Mafalda Costa, Joana Silva, Beatriz Barroso, Vanessa Lourenço e Cláudia Ribeiro. Cláudia confessa que este projecto serviu-lhe como reabilitação, uma vez que utilizou drogas injectáveis após o seu companheiro ter fugido para a Índia, alegadamente por ela exigir sexualmente demasiado dele.
Como Rapaz inteligente e bondoso, podemos voltar a encontrar o talento inegável de Bruno Nahana que confessou-nos encontrar alguma dificuldade a fazer um papel de rapaz inteligente, dizendo que a parte do “bondoso” não foi assim tão complicada.

Fica então a sugestão de conseguirem convites para se dirigirem ao Teatro Gil Vicente no âmbito de poderem assistir a este prometedor espectáculo. Contendo uma mensagem e espírito natalícios altamente comoventes, a peça encenada por Victor de Freitas será, muito provavelmente, nomeada para Peça do Ano pela revista Teatro+.
Até lá, bons espectáculos!

Filme paraNormal


Eu estava colado à cadeira agarrado às pipocas.
...A Ana enfiava as unhas nos meus ombros musculados enquanto escondia os olhos debaixo dos meus sovacos perfumados.
...A Cláudia dizia "que seca!" e "eu já sei como acaba", mas o primeiro grito a sério no cinema foi dela, e os seguintes também.
...O Pedro fazia um barulho ensurdecedor com as pipocas e dizia também "que seca!!". Passou o filme a rir-se, mas quem o conhece sabe que era a sua forma de demonstrar o quão assustado estava. Sem dúvidas, até porque deu um salto de quase três metros numa cena.

O filme, em si, é um pouco secante, mas deixa-nos completamente na expectativa, sempre com medo que algo apareça de repente e que a Cláudia mande mais um grito que nos assusta mais do que o filme em si. Sim, Cláudia, no final só te ouvia quase a lacrimejar.

Foi um serão muito fofo, claro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Clown

Músicas que se expressam melhor que nós.

Anger, inside
Builds within, my body
Why, you hate me?
What have I done?
You tried to hit me

Scream at me again, if you like
Throw your hate at me, with all your might
Hit me 'cause I'm strange, hit me
Tell me I'm a pussy and you're harder than me
What's with you girl? Think hard
A maked-up body to hide who you are
Scared to be honest, be yourself
A cowardly girl

I, don't run around
Trying to be, what's not within me
Look, into my eyes
I am free
You're just a wanna-be

Scream at me again, if you like
Throw your hate at me, with all your might
Hit me 'cause I'm strange, hit me
Tell me I'm a pussy and you're harder than me
What's with you girl? Think hard
A maked-up body to hide who you are
Scared to be honest, be yourself
A cowardly girl.


Qualquer erro foi propositado.

Hoje voltei aos velhos tempos e passei uma tarde a ouvir KoRn. Já não sou tão fã como era, mas há algo de imperceptível neles que adoro. Uma coisa que gosto é o poder de fazerem versões estranhas de músicas infantis:



KoRn é estranho. Mas é giro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Futuramente, quem sabe?

Cheguei a casa já a noite vos tinha adormecido, o silêncio dava-me as boas-vindas. Pé ante pé, quase a flutuar sobre o soalho, aproximei-me da porta do teu quarto e abria-a o suficiente para te ver aninhado debaixo dos cobertores, o ursinho apertado contra o peito. Entrei silenciosamente, a conter a respiração com medo de te acordar, de te raptar do mundo de sonhos cor-de-rosa onde quero que vivas. Contornei a cama e vi-te a cara, os olhos de anjo fechados, a boca entreaberta a libertar uma respiração quase inaudível. Afastei-te o cabelo da testa e beijei-ta, aconchegando os cobertores para te tapar os ombros. “Amo-te Daniel”. Deixei o quarto com um sorriso e fechei a porta sem um único ruído.

Entrei no nosso quarto e despi-me o mais silenciosamente que pude, mas não o suficiente para não te acordar. Vi-te remexer na cama quando acabava de vestir o pijama e deitei-me a teu lado. Semi-abriste os olhos para te certificares de que estava tudo bem, e beijei-te nos lábios. “Boa noite” disse. Passei a mão pelo teu peito, descendo-a até ao ventre arredondado, sentindo a vida que crescia dentro de ti. “Boa noite Sarah”.

100ª postagem!

Pois é, chegámos ao número 100, sabem o que é que isso quer dizer?!?!?!?!?!

...rigorosamente nada!
Vamos ao que vim aqui hoje contar:

Depois de nomes como...
Morcheeba;
Jamiroquai;
Linkin Park;
White Snake;
Lamb of God;
Machine Head;
Metallica;
e, claro, Slipknot...

...hoje chega o dia de fazer o inimaginável:
Concerto de Marilyn Manson.

Aos mais cépticos...sim, é verdade. A convite do meu grande amigo Pedro Ramalho (conhecido gótico e profanador do bom nome de cristo), eu, Hugo Pinto (conhecido por sacrificar galinhas e beber o seu sangue), vou dirigir-me esta noite ao campo pequeno para vislumbrar aquele que tem tudo para ser o concerto mais bizarro a que já assisti.
Obviamente que nem um cêntimo saiu do meu bolso, não se preocupem com a minha sanidade mental. Porque é que aceitei? Porque não?! Já não fui ver Xutos e Pontapés? Não é uma questão de gosto, é uma questão de curiosidade para depois sim, poder dizer dizer mal do senhor Manson com fundamentos ou, caso este concerto venha a negar as minhas expectativas, poder...imagine-se...defendê-lo.
Ao que sei, visto que possuo uma cultura musical bastante extensa...ainda mais no campo de Rock/Metal...o seu último concerto, no Porto, foi uma autêntica desilusão para os apreciadores do senhor Manson. Esperemos que este corresponda às expectativas dos seus fãs, caso contrário temerei pelo meu bem-estar físico.
Agora se me dão licença vou-me maquilhar e roubar uma galinha ali à capoeira do vizinho.