sexta-feira, 18 de maio de 2012
Sombras De Sintra
O meu primeiro argumento de curta-metragem, juntamente com o Shaun.
O talento para fazer qualquer coisa a que se proponha de um miudo que conheci há relativamente pouco tempo, Shaun Maia, a quem só posso agradecer por ter puxado por mim e me dado a oportunidade de escrever este argumento que tem todo o significado de ser o meu primeiro.
E todos os que aparecem e não aparecem no filme, parabéns, superaram todos as minhas expectativas.
Gosto. Parabéns!
terça-feira, 15 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Segue-se o nacional
Vice-campeãs distritais.
Campeonato nacional, cá vamos nós!
Um orgulho desmedido nestas miudas...força Lombos!
Num jogo tão importante como o de hoje onde só a vitória nos interessava, ganhar 1-5 na casa de um adversário directo pelo segundo lugar só demonstra que merecem o que alcançaram.
Obrigado!
1 - Daniel Pina
2 - Dolores Rainha
3 - Raquel Nunes
4 - Marta Matias
5 - Sofia Jesus
6 - Sofia Carvalhinhos
8 - Marta Brandão
9 - Raquel Esteves
10 - Mariana Antunes
11 - Margarida Brandão
12 - Inês Pires
14 - Carolina Lopes
16 - Marta Coelho
Tenho sorte em pertencer a uma equipa com raparigas tão inteligentes, tão bonitas e tão boa-onda.
Elas não fazem ideia que eu tenho um blog, mas Hugo do futuro, lembra-te desta equipa e destas miúdas...foram elas que animaram muitos dias em que estavas em baixo.
Campeonato nacional, cá vamos nós!
Um orgulho desmedido nestas miudas...força Lombos!
Num jogo tão importante como o de hoje onde só a vitória nos interessava, ganhar 1-5 na casa de um adversário directo pelo segundo lugar só demonstra que merecem o que alcançaram.
Obrigado!
1 - Daniel Pina
2 - Dolores Rainha
3 - Raquel Nunes
4 - Marta Matias
5 - Sofia Jesus
6 - Sofia Carvalhinhos
8 - Marta Brandão
9 - Raquel Esteves
10 - Mariana Antunes
11 - Margarida Brandão
12 - Inês Pires
14 - Carolina Lopes
16 - Marta Coelho
Tenho sorte em pertencer a uma equipa com raparigas tão inteligentes, tão bonitas e tão boa-onda.
Elas não fazem ideia que eu tenho um blog, mas Hugo do futuro, lembra-te desta equipa e destas miúdas...foram elas que animaram muitos dias em que estavas em baixo.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
valor
"Talvez no dia em que as pessoas souberem tudo o que não sabem se dê menos valor àqueles que se gabam e mais àqueles de quem nunca esperámos nada."
HP
Já te mostrei o meu armário?
No dia de reler textos antigos, fica aqui que nunca foi partilhado, escrito algures entre os 18 e os 20 anos. Sobre os meus monstros no armário.
Já te mostrei o meu armário?
O meu quarto é agradável, tem vida, uma parede pintada com uma salamandra gigante contornada, tem uma risca numa outra parede com uma frase para me animar sempre que acordo. Sobre a mesa-de-cabeceira tem livros, que ando a ler e que já li, e que os mantenho lá porque gostei deles. A secretária está desarrumada, tem o candeeiro que tem de ter, tem dicionários, CD’s, rascunhos de desenhos, incensos, o portátil onde deixo a minha imaginação fluir pela ponta dos dedos. Tenho uma varanda, digna de aluguer, onde passo os melhores almoços e as melhores noites de Verão. Nas prateleiras tenho livros e recordações. Tenho a minha paranóia por bugigangas, uma prateleira só para ela. Tenho a prateleira das caixas, dos Cd’s, e a dos momentos Zen. Tenho troféus na parede, instrumentos musicais, máscaras e potes gregos e prendas de amigos.
É cheio de vida, tem alma própria, tem uma razão de ser, tem a personalidade que deve de ter um quarto e está sempre aqui, para receber toda a gente.
Pelas frinchas de duas portas esconde-se um outro mundo. E essas duas portas estão sempre ali, a espiar o quarto, à beira da cama, à espera do momento apropriado para se abrirem e soltarem os monstros que encerram durante a maior parte do tempo.
Quando as abrires vão-te ser indiferentes. Vais encontrar roupa, vais procurar as camisas mais ridículas e a gaveta da minha roupa interior para poderes atirar-me à cara aquela que me humilharia caso usasse. Vais ver as calças penduradas, os casacos ao canto, as t-shirts que dobro à maneira chinesa porque insisto que é a forma mais rápida de as dobrar. Vais ver tudo isso. Um armário igual a tantos outros.
O pior é quando sais do meu quarto. O pior é quando o deixas para trás e prossegues a tua vida, esquecendo-te deste quarto que te acolheu quando precisaste, e agora o abandonaste, e ele fica só. O pior é quando ele fica só.
Porque as portas desse armário vão abrir-se e o que sairá delas irá enegrecer a cor do resto do quarto. Vai pintar as paredes de cinzento, vai atirar fumo negro para o ar e as criaturas do armário apoderar-se-ão dele. E o quarto fica abandonado, à mercê dessas criaturas.
Já tas apresentei?
Nenhuma delas tem nome, porque são fruto da minha imaginação. A imaginação tem este poder de tornar real tudo o que quisermos, de nos fazer mal ou bem, de nos tocar até, mas continuamos a acreditar que é apenas imaginação e que por isso não vale a pena preocupar-nos demais com isso. Não vale a pena dar-lhes nomes. São minhas, as criaturas, eu conheço-as bem e não as trato pelo nome porque não o têm.
Todas elas são fruto da minha imaginação, mas são bem mais verdadeiras do que tudo aquilo que outras pessoas já me disseram. O que é que é real então? Elas ou eles? A palavra delas carregada de mentiras ou o riso deles que troce de mim?
Tomam conta do quarto, apoderam-se dele como se sempre tivessem estado lá, como se soubessem o local exacto de cada coisa, como se estivessem estado sempre aqui escondidos, em forma do candeeiro que me guarda a secretária, em forma dos chinelos que piso sem nunca me preocupar com o que eles possam sentir, em forma do espelho que me vigia a toda a hora. Podiam ser tudo isto, mas não são, porque os oiço no armário às vezes enquanto finjo dormir. Oiço o riso do palhaço abafado pelas próprias luvas, que tapam os dentes amarelados que fazem escárnio de mim e da minha inocência. O palhaço é o pior deles todos.
Vive uma senhora idosa no armário, que não sei donde poderá ter vindo. Tem os cabelos amarelos, não loiros, não da cor do sol, mas sim da cor dos dentes das pessoas que fumam muito. Esse tipo de amarelo. Tem um pequeno chapeuzinho preto e parece que faz luto. Tem uma rede negra a proteger as rugas da cara e fuma por uma boquilha. É assustadora porque nunca fala, porque se manifesta por fungões e trejeitos na boca ou estalidos na língua, e porque tem um ar altivo e austero.
Tenho esqueletos no armário, esses são os que já conheço bem, porque saem mais frequentemente.
Saem do armário e viram tudo, viram a cama do avesso e fazem dela uma mesa onde jogam cartas sob uma nuvem de fumo dos charutos do palhaço, que mete três na boca ao mesmo tempo, e dos cigarros da mulher de luto. Enchem o quarto de fumo, de um cheiro pestilento a álcool que bebem que nem marinheiros. São garrafas de rum pelo chão e outros líquidos amarelados que vêm de garrafas que não sei o que são. Jogam e fazem batota, fazem barulho, gritam e saltam, os esqueletos dançam uma dança assustadora e o palhaço gordo ri-se do fundo dos seus pulmões sujos, atirando a cabeça para trás e segurando a barriga com as luvas rotas. Bebem das garrafas e atiram-nas contra as paredes acertando nas aranhas gigantes que formam manchas de sangue pela parede branca. Viram o quarto de pernas para o ar, fazem jogos de cartas, bebem, e batem-se sob o supervisionamento do palhaço barrigudo que se ri a bom rir com os três charutos na boca.
Então, toca a campainha, e és tu. Eles escondem-se no armário, fecham as portas e tudo o que fica é um quarto arruinado, abandonado, sujo e impregnado.
E então vens tu e pões tudo em ordem até uma próxima vez.
Já te mostrei o meu armário?
O meu quarto é agradável, tem vida, uma parede pintada com uma salamandra gigante contornada, tem uma risca numa outra parede com uma frase para me animar sempre que acordo. Sobre a mesa-de-cabeceira tem livros, que ando a ler e que já li, e que os mantenho lá porque gostei deles. A secretária está desarrumada, tem o candeeiro que tem de ter, tem dicionários, CD’s, rascunhos de desenhos, incensos, o portátil onde deixo a minha imaginação fluir pela ponta dos dedos. Tenho uma varanda, digna de aluguer, onde passo os melhores almoços e as melhores noites de Verão. Nas prateleiras tenho livros e recordações. Tenho a minha paranóia por bugigangas, uma prateleira só para ela. Tenho a prateleira das caixas, dos Cd’s, e a dos momentos Zen. Tenho troféus na parede, instrumentos musicais, máscaras e potes gregos e prendas de amigos.
É cheio de vida, tem alma própria, tem uma razão de ser, tem a personalidade que deve de ter um quarto e está sempre aqui, para receber toda a gente.
Pelas frinchas de duas portas esconde-se um outro mundo. E essas duas portas estão sempre ali, a espiar o quarto, à beira da cama, à espera do momento apropriado para se abrirem e soltarem os monstros que encerram durante a maior parte do tempo.
Quando as abrires vão-te ser indiferentes. Vais encontrar roupa, vais procurar as camisas mais ridículas e a gaveta da minha roupa interior para poderes atirar-me à cara aquela que me humilharia caso usasse. Vais ver as calças penduradas, os casacos ao canto, as t-shirts que dobro à maneira chinesa porque insisto que é a forma mais rápida de as dobrar. Vais ver tudo isso. Um armário igual a tantos outros.
O pior é quando sais do meu quarto. O pior é quando o deixas para trás e prossegues a tua vida, esquecendo-te deste quarto que te acolheu quando precisaste, e agora o abandonaste, e ele fica só. O pior é quando ele fica só.
Porque as portas desse armário vão abrir-se e o que sairá delas irá enegrecer a cor do resto do quarto. Vai pintar as paredes de cinzento, vai atirar fumo negro para o ar e as criaturas do armário apoderar-se-ão dele. E o quarto fica abandonado, à mercê dessas criaturas.
Já tas apresentei?
Nenhuma delas tem nome, porque são fruto da minha imaginação. A imaginação tem este poder de tornar real tudo o que quisermos, de nos fazer mal ou bem, de nos tocar até, mas continuamos a acreditar que é apenas imaginação e que por isso não vale a pena preocupar-nos demais com isso. Não vale a pena dar-lhes nomes. São minhas, as criaturas, eu conheço-as bem e não as trato pelo nome porque não o têm.
Todas elas são fruto da minha imaginação, mas são bem mais verdadeiras do que tudo aquilo que outras pessoas já me disseram. O que é que é real então? Elas ou eles? A palavra delas carregada de mentiras ou o riso deles que troce de mim?
Tomam conta do quarto, apoderam-se dele como se sempre tivessem estado lá, como se soubessem o local exacto de cada coisa, como se estivessem estado sempre aqui escondidos, em forma do candeeiro que me guarda a secretária, em forma dos chinelos que piso sem nunca me preocupar com o que eles possam sentir, em forma do espelho que me vigia a toda a hora. Podiam ser tudo isto, mas não são, porque os oiço no armário às vezes enquanto finjo dormir. Oiço o riso do palhaço abafado pelas próprias luvas, que tapam os dentes amarelados que fazem escárnio de mim e da minha inocência. O palhaço é o pior deles todos.
Vive uma senhora idosa no armário, que não sei donde poderá ter vindo. Tem os cabelos amarelos, não loiros, não da cor do sol, mas sim da cor dos dentes das pessoas que fumam muito. Esse tipo de amarelo. Tem um pequeno chapeuzinho preto e parece que faz luto. Tem uma rede negra a proteger as rugas da cara e fuma por uma boquilha. É assustadora porque nunca fala, porque se manifesta por fungões e trejeitos na boca ou estalidos na língua, e porque tem um ar altivo e austero.
Tenho esqueletos no armário, esses são os que já conheço bem, porque saem mais frequentemente.
Saem do armário e viram tudo, viram a cama do avesso e fazem dela uma mesa onde jogam cartas sob uma nuvem de fumo dos charutos do palhaço, que mete três na boca ao mesmo tempo, e dos cigarros da mulher de luto. Enchem o quarto de fumo, de um cheiro pestilento a álcool que bebem que nem marinheiros. São garrafas de rum pelo chão e outros líquidos amarelados que vêm de garrafas que não sei o que são. Jogam e fazem batota, fazem barulho, gritam e saltam, os esqueletos dançam uma dança assustadora e o palhaço gordo ri-se do fundo dos seus pulmões sujos, atirando a cabeça para trás e segurando a barriga com as luvas rotas. Bebem das garrafas e atiram-nas contra as paredes acertando nas aranhas gigantes que formam manchas de sangue pela parede branca. Viram o quarto de pernas para o ar, fazem jogos de cartas, bebem, e batem-se sob o supervisionamento do palhaço barrigudo que se ri a bom rir com os três charutos na boca.
Então, toca a campainha, e és tu. Eles escondem-se no armário, fecham as portas e tudo o que fica é um quarto arruinado, abandonado, sujo e impregnado.
E então vens tu e pões tudo em ordem até uma próxima vez.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
missiva do águas dos Lombos
Destaque no jornal Linha desportiva há duas semanas:
"Após as goleadas fora de casa sobre o Varge Mondar (3-14) e Escola da Ramada (1-7), Leões de Porto Salvo e CRC Quinta dos Lombos continuam a ocupar os dois lugares do topo da tabela classificativa do distrital de juniores femininos, as leoas já com o título na mão há várias jornadas, as lombitas na vice-liderança com um ponto de vantagem sobre o duo SL Benfica/Atlético Povoense (56-55), com esta última a visitar Carcavelos na jornada do próximo sábado (15h30), penúltima do campeonato, partida em que vai estar em jogo a posição até agora ocupada de forma brilhante pelas jovens auri-negras."
...uma semana depois...
"Na jornada do passado sábado leoas e lombitas somaram vitórias, as portosalvenses com a Escola da Ramada por 3-1, as carcavelenses com o Atlético Povoense por 4-0, com este resultado a permitir ao CRC Quinta dos Lombos manter-se na vice-liderança com mais um ponto que o SL Benfica (59-58)."
Este sábado é o último jogo, e só a vitória nos dará o segundo lugar e o acesso a disputar o campeonato nacional de juniores de futsal feminino. Uma vitória contra uma equipa que também vai estar a disputar o segundo lugar connosco, o Carnide. Jornada de emoções fortes, e dou tudo para ver estas miudas no nacional.
Força Lombos!
"Após as goleadas fora de casa sobre o Varge Mondar (3-14) e Escola da Ramada (1-7), Leões de Porto Salvo e CRC Quinta dos Lombos continuam a ocupar os dois lugares do topo da tabela classificativa do distrital de juniores femininos, as leoas já com o título na mão há várias jornadas, as lombitas na vice-liderança com um ponto de vantagem sobre o duo SL Benfica/Atlético Povoense (56-55), com esta última a visitar Carcavelos na jornada do próximo sábado (15h30), penúltima do campeonato, partida em que vai estar em jogo a posição até agora ocupada de forma brilhante pelas jovens auri-negras."
...uma semana depois...
"Na jornada do passado sábado leoas e lombitas somaram vitórias, as portosalvenses com a Escola da Ramada por 3-1, as carcavelenses com o Atlético Povoense por 4-0, com este resultado a permitir ao CRC Quinta dos Lombos manter-se na vice-liderança com mais um ponto que o SL Benfica (59-58)."
Este sábado é o último jogo, e só a vitória nos dará o segundo lugar e o acesso a disputar o campeonato nacional de juniores de futsal feminino. Uma vitória contra uma equipa que também vai estar a disputar o segundo lugar connosco, o Carnide. Jornada de emoções fortes, e dou tudo para ver estas miudas no nacional.
Força Lombos!
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