Patty disse...
Não ao encerramento do blogue! Quem estiver contra o fim deste hilariante blogue que ponha o seu nome dos comentários. Se recolhermos 75 assinaturas, o Pinto vai ter de continuar! De acordo Pinto?
Hugo, o Pinto disse...
Vocês seus desnaturados que nunca comentaram o meu blog é que insistem para que eu continue com ele. Se conseguirem 75 assinaturas não só continuo com o blogue como faço um strip privado a quem o assinar. Ahah!
O PINTO PROMETEU E NÃO VAI FALTAR À SUA PALAVRA! QUEM DESEJAR A CONTINUAÇÃO DESTE BLOGUE QUE TANTA ALEGRIA TROUXE ÀS NOSSAS CASAS, QUE ASSINE COM O SEU NOME NOS COMENTÁRIOS. ATÉ AO MOMENTO TEMOS 8 ASSINATURAS, O QUE NÃO É SUFICIENTE POR ISSO TOCA A PÔR O NOME PESSOAL!!
ps: 'tou a escrever no blogue do Pinto...meu deus...
Andreia
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Everything ends
Para aqueles que se dão ao trabalho de escrever sobre mim em nicks do Msn, para aqueles que se dão ao trabalho de criar indirectas sobre mim nos seus textos dos blogues, para aqueles “amigos” que me viraram as costas este ano e para aqueles que me julgam sem me pedirem justificações, acreditando apenas numa versão da história.
Para todos esses e para vossa felicidade, este blogue vai deixar de existir. Os motivos são simples, o desejo de manter uma certa confidencialidade a pessoas que não me interessam e cujo único propósito delas é vir ler o blogue para depois tirarem conclusões erradas do texto e transformarem histórias.
Há coisas que este ano me têm intrigado, mas deixando de sendo o Hugo ingénuo que por natureza sou, vejo respostas chocantes e completamente surreais.
Há pessoas que me odeiam irracionalmente, apenas porque sim. Pessoas que se chatearam comigo porque me opus numa ideia e a partir daí não souberam lidar com isso.
Há pessoas que se afastaram de mim porque pura e simplesmente não consigo lidar com mentiras ou ocultação de factos, e decidiram assim seguir outro caminho.
Há pessoas que me tentaram fazer acreditar que se afastaram por meu pedido. Quando sempre que eu o fiz elas se recusaram a afastarem-se, agora parece-me um momento demasiado oportuno para se terem decidido fazê-lo.
Há pessoas que se afastaram e eu não percebo porquê, penso que por terem feito mal a pessoas que me eram próximas e sentem-se envergonhadas por isso quando eu não lhes fiz mal.
Felizmente tenho ainda amigos que me fazem acreditar na amizade, senão a minha confiança estaria completamente abalada.
Felizmente tenho uma namorada que está a 100% comigo, visto que é a única que sabe a minha versão das coisas que, depois de juntar com as versões adulteradas de outras pessoas, acabam por fazer todo o sentido.
O meu maior obrigado de sempre vai para ela, Ana Zaida.
Ontem veio-me à cabeça tudo isto e deu-me vontade de chorar. Principalmente por duas pessoas, mas ainda mais pelo facto de todas estas pessoas quase me fazerem acreditar que eu é que estou mal e eu é que sou péssimo. Não sou. Tenho a certeza que não sou, e se um dia nos juntássemos todos perante toda a gente para discutir o que nos afasta, acabaria por sair por cima, disso não tenho dúvidas.
O que me custa acima de tudo é que pessoas a quem chamava e ainda chamo de amigos acreditem apenas na versão doutra pessoa, sem me pedirem a minha versão. Ouvem que eu sou isto e aquilo e acreditam nisso, sem tentarem perceber por mim as minhas razões.
Não queria acabar este blogue assim, mas lá terá de ser. Para não ser hipócrita, e dizer mal de que escreve indirectas e depois fazer o mesmo, estes são os nomes de quem eu falei neste texto:
Morce, Tânia, Victor, Luis, Cláudio.
Só para acabar, gostava de deixar a todos vocês, uns por motivos diferentes de outros, esta música.
Ao Victor e Luis, sei que provavelmente estão com uma imagem de mim que não corresponde à verdade, só gostava de deixar isto bem claro: Não estou minimamente chateado com vocês, apenas com aquele sentimento de abandono e tristeza.
A TODOS AQUELES QUE VIERAM SEMPRE AO MEU BLOGUE, MUITO OBRIGADO!!
Continuarei a escrever noutro endereço anónimo, não se preocupem.
Para todos esses e para vossa felicidade, este blogue vai deixar de existir. Os motivos são simples, o desejo de manter uma certa confidencialidade a pessoas que não me interessam e cujo único propósito delas é vir ler o blogue para depois tirarem conclusões erradas do texto e transformarem histórias.
Há coisas que este ano me têm intrigado, mas deixando de sendo o Hugo ingénuo que por natureza sou, vejo respostas chocantes e completamente surreais.
Há pessoas que me odeiam irracionalmente, apenas porque sim. Pessoas que se chatearam comigo porque me opus numa ideia e a partir daí não souberam lidar com isso.
Há pessoas que se afastaram de mim porque pura e simplesmente não consigo lidar com mentiras ou ocultação de factos, e decidiram assim seguir outro caminho.
Há pessoas que me tentaram fazer acreditar que se afastaram por meu pedido. Quando sempre que eu o fiz elas se recusaram a afastarem-se, agora parece-me um momento demasiado oportuno para se terem decidido fazê-lo.
Há pessoas que se afastaram e eu não percebo porquê, penso que por terem feito mal a pessoas que me eram próximas e sentem-se envergonhadas por isso quando eu não lhes fiz mal.
Felizmente tenho ainda amigos que me fazem acreditar na amizade, senão a minha confiança estaria completamente abalada.
Felizmente tenho uma namorada que está a 100% comigo, visto que é a única que sabe a minha versão das coisas que, depois de juntar com as versões adulteradas de outras pessoas, acabam por fazer todo o sentido.
O meu maior obrigado de sempre vai para ela, Ana Zaida.
Ontem veio-me à cabeça tudo isto e deu-me vontade de chorar. Principalmente por duas pessoas, mas ainda mais pelo facto de todas estas pessoas quase me fazerem acreditar que eu é que estou mal e eu é que sou péssimo. Não sou. Tenho a certeza que não sou, e se um dia nos juntássemos todos perante toda a gente para discutir o que nos afasta, acabaria por sair por cima, disso não tenho dúvidas.
O que me custa acima de tudo é que pessoas a quem chamava e ainda chamo de amigos acreditem apenas na versão doutra pessoa, sem me pedirem a minha versão. Ouvem que eu sou isto e aquilo e acreditam nisso, sem tentarem perceber por mim as minhas razões.
Não queria acabar este blogue assim, mas lá terá de ser. Para não ser hipócrita, e dizer mal de que escreve indirectas e depois fazer o mesmo, estes são os nomes de quem eu falei neste texto:
Morce, Tânia, Victor, Luis, Cláudio.
Só para acabar, gostava de deixar a todos vocês, uns por motivos diferentes de outros, esta música.
Ao Victor e Luis, sei que provavelmente estão com uma imagem de mim que não corresponde à verdade, só gostava de deixar isto bem claro: Não estou minimamente chateado com vocês, apenas com aquele sentimento de abandono e tristeza.
A TODOS AQUELES QUE VIERAM SEMPRE AO MEU BLOGUE, MUITO OBRIGADO!!
Continuarei a escrever noutro endereço anónimo, não se preocupem.
Hábitos de leitura

Em Janeiro:
Começou-se com Ilusão (ou o que quiserem), de Luísa Costa Gomes, livro oferecido pela altura do Natal pelo meu amigo Pedro Gonçalves.
Seguiu-se Truancy, "Rebelião" em português, de Isami Fukui. Nada o meu género mas adorei.
Ainda passei por um livro da editora Europa-América, de nome Contos de Natal, de Charles Dickens, contendo o "O Natal Do Avarento" e "Os Sinos de Ano Novo", livro oferecido pela Ana.
Foram lançados dois livros, creio que nesse mês, que não pude deixar de ler: O Símbolo perdido, de Dan Brown. Péssimo.
O outro foi Fúria divina, de José Rodrigues dos Santos. Muito bom, aconselho a quem goste de saber sobre religiões, porque ficamos com uma ideia bem mais clara do islamismo.
Depois recomecei do princípio a ler A filha do capitão, também de José Rodrigues dos Santos. Digo "recomecei" porque já tinha começado a ler uma vez, mas fiquei-me pelo segundo capítulo. É talvez o capítulo mais chato que já li na minha vida, mas passando isso, o livro está muito bom mesmo. Finalmente posso dizer que já li todos os romances do José Rodrigues dos Santos, e acabei pelo primeiro.
Vamos à avaliação? Vamos. de 0 a 10.
Ilusão (ou o que quiserem) - 5
Truancy - 8
Contos de Natal - sem avaliação
O símbolo perdido - 3
Fúria divina - (lido em 2 dias) 9
A filha do capitão - 9
Em Fevereiro recomecei a ler o meu romance amoroso favorito de sempre, Quem ama acredita, de Nicholas Sparks, estou a ler também O pintor de sombras, de Esteban Martin e, por compromissos escolares, terei de começar a ler a Ilíada, de Homero.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Biografia do Hugo no workshop (segunda parte)
Infelizmente o tempo urge e só deu para fazer o vídeo da peça Lusitânia. No entanto, o meu percurso pelos workshops continuou e posso dizer que fui o único participante, de 2005 a 2009, que participou em todos os workshops. Estou orgulhoso por isso e pelos amigos que lá fiz.
Obrigado a todos vocês!
Obrigado a todos vocês!
Final countdown
O blog está a dar os últimos cartuchos e há apenas três coisas que gostaria de dizer hoje.
Em primeiro lugar, gostava que ficasse claro que sou uma pessoa de extremos. Não sou por natureza uma pessoa que goste da cor cinzenta, e por esse motivo quando há duas versões diferentes de uma história só consigo acreditar numa, apesar de antes de tomar essa posição ouvir sempre ambos os lados. Sou assim, há quem ache mal, há quem ache bem.
Ultimamente tenho tido das noitadas mais fixes de que tenho memória, e gostava de agradecer a quem fez parte delas. Especialmente a um grupo que nunca referi neste blog, e com esse estatuto "fantasma" os manterei. Desde que abri o blog até agora ao fim foram as únicas pessoas constantes e um obrigado gigante a eles!
Em relação ao grupo da Toys, queria só pedir desculpa pela sexta-feira passada, apesar deles não lerem o blogue, só fica bem.
Para terminar, gostava de partilhar com vocês que sou um sortudo do caraças! Vejo amigos meus sofrerem por amor, traídos, enganados, com pessoas que não os merecem, entre outros casos.
Eu comecei o meu primeiro amor a sério precocemente aos 16 anos com uma pessoa que amei e com quem tive 3 anos. Fui imensamente feliz e essa pessoa nunca terá noção do quanto me fez bem. Depois destes três anos a minha vida boémia aumentou consideravelmente, acabando por espalhar sexo e orgasmos por meio Portugal e que me deu a experiência sexual que agora considero ter. Porque é que conto esta parte? Para não julgarem que não tive a minha época áurea de acasalamento, que tive e que foi bastante satisfatória. Depois destes alguns meses de copulação, o amor cruzou-se novamente na minha vida. Passaram até à data 6 meses e qualquer coisa, apesar de nos conhecermos intimamente bem há mais tempo, e tudo o que sou agora é o namorado mais feliz do mundo.
Resumindo este último ponto, há coisas que me deixam tristes, coisas na vida que não correm bem, pessoas que mudam, caminhos que se afastam, mas no que toca ao amor não tenho uma única razão de queixa. Óbvio que já tive as minhas desilusões e preocupações e outras coisas acabadas em "ões", mas posso dizer seguramente que se toda a gente tivesse a minha vida amorosa, seria um mundo bem melhor.
Para terminar, ao pessoal dos workshops de teatro lanço o meu pedido de desculpa por não ter conseguido completar os vídeos de todos os anos, mas consegui ao menos acabar o de 2008, que daqui a pouco tempo poderão ver aqui no blog da vossa preferência.
Thank you, come again.
Em primeiro lugar, gostava que ficasse claro que sou uma pessoa de extremos. Não sou por natureza uma pessoa que goste da cor cinzenta, e por esse motivo quando há duas versões diferentes de uma história só consigo acreditar numa, apesar de antes de tomar essa posição ouvir sempre ambos os lados. Sou assim, há quem ache mal, há quem ache bem.
Ultimamente tenho tido das noitadas mais fixes de que tenho memória, e gostava de agradecer a quem fez parte delas. Especialmente a um grupo que nunca referi neste blog, e com esse estatuto "fantasma" os manterei. Desde que abri o blog até agora ao fim foram as únicas pessoas constantes e um obrigado gigante a eles!
Em relação ao grupo da Toys, queria só pedir desculpa pela sexta-feira passada, apesar deles não lerem o blogue, só fica bem.
Para terminar, gostava de partilhar com vocês que sou um sortudo do caraças! Vejo amigos meus sofrerem por amor, traídos, enganados, com pessoas que não os merecem, entre outros casos.
Eu comecei o meu primeiro amor a sério precocemente aos 16 anos com uma pessoa que amei e com quem tive 3 anos. Fui imensamente feliz e essa pessoa nunca terá noção do quanto me fez bem. Depois destes três anos a minha vida boémia aumentou consideravelmente, acabando por espalhar sexo e orgasmos por meio Portugal e que me deu a experiência sexual que agora considero ter. Porque é que conto esta parte? Para não julgarem que não tive a minha época áurea de acasalamento, que tive e que foi bastante satisfatória. Depois destes alguns meses de copulação, o amor cruzou-se novamente na minha vida. Passaram até à data 6 meses e qualquer coisa, apesar de nos conhecermos intimamente bem há mais tempo, e tudo o que sou agora é o namorado mais feliz do mundo.
Resumindo este último ponto, há coisas que me deixam tristes, coisas na vida que não correm bem, pessoas que mudam, caminhos que se afastam, mas no que toca ao amor não tenho uma única razão de queixa. Óbvio que já tive as minhas desilusões e preocupações e outras coisas acabadas em "ões", mas posso dizer seguramente que se toda a gente tivesse a minha vida amorosa, seria um mundo bem melhor.
Para terminar, ao pessoal dos workshops de teatro lanço o meu pedido de desculpa por não ter conseguido completar os vídeos de todos os anos, mas consegui ao menos acabar o de 2008, que daqui a pouco tempo poderão ver aqui no blog da vossa preferência.
Thank you, come again.
Quase dois séculos
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A arma do silêncio
Não sou ninguém para o fazer, nem tenho competências para, mas quem é que nunca quis ou tentou escrever um livro?
Eu já e este é o início do prólogo que comecei recentemente a escrever e que tenciono levar ao fim.
Será sobre liberdade, tendo como temas a homossexualidade, os regimes totalitários, o direito de opinião e a amizade.
Quando o virem na Fnac, na dedicatória poderão ler "Dedico este livro a todos aqueles que já foram mortos, torturados ou perseguidos por exercerem o seu direito humano de opinião."
Parece que estou armado em escritor mas não, é um...texto...ainda...sobre coisas que mexem comigo e que me tocaram num filme com Javier Bardem (actor por quem estou completamente apaixonado) e Johnny Depp, chamado "Antes que anoiteça".
O início do Prólogo, ainda sem correcções, está assim.
As palavras saiam-lhe pelos dedos à medida que ele fustigava as teclas da máquina de escrever a toda a velocidade, atropelando os dedos numa onda de inspiração desenfreada, comendo sílabas, saltando palavras, ignorando a acentuação. O som que vinha da pequena televisão a preto e branco era quase imperceptível, por baixo do som da pesada chuva que martelava o telhado com força e o vento que rugia, ameaçando levantar as telhas do telhado frágil, tudo isto ritmado pelo constante Tac-Tac que saía da máquina de escrever como tiros de metralhadora. “O Inverno que triste bate à porta dos desafortunados é o mesmo que irradia a casa dos optimistas…”, as palavras não lhe pareciam as certas, as metáforas eram desapropriadas e sem sentido, mas ele não se importava, não as iria apagar mal arrancasse a folha da máquina de escrever, apenas continuava a digitar letra após letra, sem interromper o Tac-Tac delirante da sua obsessão pela palavra certa, pela frase completa, pelo texto perfeito.
Um barulho na porta interrompeu o frenético martelar da máquina de escrever, como um trovão que decidira castigar aquele pedaço de madeira gasta e esburacada a que ele gentilmente chamava de porta. Os baques na porta persistiam, como tiros de canhões, ameaçando arrancá-la das dobradiças que rangiam a cada batimento. Levantou-se calmamente da sua cadeira, que estalava como paus secos numa lareira, arrancou a folha da máquina de escrever e aproximou-se com vagar da porta, ignorando o barulho ensurdecedor que dela provinha. Quando chegou a meros metros da porta, esta foi arrancada das dobradiças com uma força tremenda, pontapeada por alguém e lançada contra o seu fraco corpo, atirando-o ao chão, levantando o pó da alcatifa manchada.
- Onde é que está? – rugiu uma voz imponente.
Afastou a porta de cima do seu corpo, levantando-se a custo, não fosse a doença que lhe carcomia o corpo por dentro, tornando o mais pequeno esforço numa prova olímpica. Olhou para a figura que lhe acabara de invadir o quarto alugado, um charuto preso entre os dentes amarelados, soltando no ar um fumo cinzento que serpenteava desde a ponta acesa. Um pontapé no ombro arremessou-o novamente para o chão, a cabeça a bater com força na alcatifa que pouco fez para amparar a queda. O vulto aproximou a cara da sua e, pela primeira vez, ele viu-lhe os olhos. Viu os olhos, mas não viu mais nada para além deles. Vazios. Uns olhos verdes, frios, sem expressão nem emoção, apenas um esgar de malvadez, dois pontos ameaçadores naquela cara riscada de rugas. Sentiu-lhe o hálito a charutos baratos, um hálito que o enojou e o fez virar a cara, não fosse a imponente mão daquele homem agarrar-lhe nos poucos cabelos que ainda tinha presos à cabeça e virá-lo forçosamente para ele, encostando o nariz ao seu. Sentiu algo frio colar-se-lhe na bochecha. Sem se virar, ouviu um estalido metálico, identificando instantaneamente a arma que apontava directamente para a sua cara.
- Onde é que está?! – ladrou novamente a voz, seguida de uma tosse seca.
Sentiu os olhos encherem-se de lágrimas, como uma inundação incontrolável, a visão a distorcer-se e o medo a tornar-se real, a adrenalina a pique. Não conseguia falar, não lhe saía um som pela boca por mais que tentasse, não conseguia responder, não conseguia suplicar pela sua vida, mal conseguia respirar, tudo o que lhe saía da boca era um gemido ingovernável, um balbuciar desmedido quando tentava responder àquela pergunta ameaçadora.
(...)
Não tenho direitos de autor, mas também duvido que alguem pegue nisto ahah!
Abraços!
Eu já e este é o início do prólogo que comecei recentemente a escrever e que tenciono levar ao fim.
Será sobre liberdade, tendo como temas a homossexualidade, os regimes totalitários, o direito de opinião e a amizade.
Quando o virem na Fnac, na dedicatória poderão ler "Dedico este livro a todos aqueles que já foram mortos, torturados ou perseguidos por exercerem o seu direito humano de opinião."
Parece que estou armado em escritor mas não, é um...texto...ainda...sobre coisas que mexem comigo e que me tocaram num filme com Javier Bardem (actor por quem estou completamente apaixonado) e Johnny Depp, chamado "Antes que anoiteça".
O início do Prólogo, ainda sem correcções, está assim.
As palavras saiam-lhe pelos dedos à medida que ele fustigava as teclas da máquina de escrever a toda a velocidade, atropelando os dedos numa onda de inspiração desenfreada, comendo sílabas, saltando palavras, ignorando a acentuação. O som que vinha da pequena televisão a preto e branco era quase imperceptível, por baixo do som da pesada chuva que martelava o telhado com força e o vento que rugia, ameaçando levantar as telhas do telhado frágil, tudo isto ritmado pelo constante Tac-Tac que saía da máquina de escrever como tiros de metralhadora. “O Inverno que triste bate à porta dos desafortunados é o mesmo que irradia a casa dos optimistas…”, as palavras não lhe pareciam as certas, as metáforas eram desapropriadas e sem sentido, mas ele não se importava, não as iria apagar mal arrancasse a folha da máquina de escrever, apenas continuava a digitar letra após letra, sem interromper o Tac-Tac delirante da sua obsessão pela palavra certa, pela frase completa, pelo texto perfeito.
Um barulho na porta interrompeu o frenético martelar da máquina de escrever, como um trovão que decidira castigar aquele pedaço de madeira gasta e esburacada a que ele gentilmente chamava de porta. Os baques na porta persistiam, como tiros de canhões, ameaçando arrancá-la das dobradiças que rangiam a cada batimento. Levantou-se calmamente da sua cadeira, que estalava como paus secos numa lareira, arrancou a folha da máquina de escrever e aproximou-se com vagar da porta, ignorando o barulho ensurdecedor que dela provinha. Quando chegou a meros metros da porta, esta foi arrancada das dobradiças com uma força tremenda, pontapeada por alguém e lançada contra o seu fraco corpo, atirando-o ao chão, levantando o pó da alcatifa manchada.
- Onde é que está? – rugiu uma voz imponente.
Afastou a porta de cima do seu corpo, levantando-se a custo, não fosse a doença que lhe carcomia o corpo por dentro, tornando o mais pequeno esforço numa prova olímpica. Olhou para a figura que lhe acabara de invadir o quarto alugado, um charuto preso entre os dentes amarelados, soltando no ar um fumo cinzento que serpenteava desde a ponta acesa. Um pontapé no ombro arremessou-o novamente para o chão, a cabeça a bater com força na alcatifa que pouco fez para amparar a queda. O vulto aproximou a cara da sua e, pela primeira vez, ele viu-lhe os olhos. Viu os olhos, mas não viu mais nada para além deles. Vazios. Uns olhos verdes, frios, sem expressão nem emoção, apenas um esgar de malvadez, dois pontos ameaçadores naquela cara riscada de rugas. Sentiu-lhe o hálito a charutos baratos, um hálito que o enojou e o fez virar a cara, não fosse a imponente mão daquele homem agarrar-lhe nos poucos cabelos que ainda tinha presos à cabeça e virá-lo forçosamente para ele, encostando o nariz ao seu. Sentiu algo frio colar-se-lhe na bochecha. Sem se virar, ouviu um estalido metálico, identificando instantaneamente a arma que apontava directamente para a sua cara.
- Onde é que está?! – ladrou novamente a voz, seguida de uma tosse seca.
Sentiu os olhos encherem-se de lágrimas, como uma inundação incontrolável, a visão a distorcer-se e o medo a tornar-se real, a adrenalina a pique. Não conseguia falar, não lhe saía um som pela boca por mais que tentasse, não conseguia responder, não conseguia suplicar pela sua vida, mal conseguia respirar, tudo o que lhe saía da boca era um gemido ingovernável, um balbuciar desmedido quando tentava responder àquela pergunta ameaçadora.
(...)
Não tenho direitos de autor, mas também duvido que alguem pegue nisto ahah!
Abraços!
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