quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

STOMP


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Não há muito a dizer, apenas que é o meulhor espectáculo a que já assisti, simplesmente brutal! O casino de Lisboa está neste momento a acolher 7 dos melhores artistas do mundo, que enchem a plateia de sonhos! Não há muitas palavras para dizer sobre o espectáculo dos Stomp, apenas tenho a dizer que vale cada cêntimo do bilhete e muito mais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A vida num sopro.




Hoje terminei a leitura do livro "A vida num sopro", de José Rodrigues dos Santos. Eis um autor que me deixa preso à história, um autor que vale sempre a pena ler.
O jornalista José Rodrigues dos Santos tem o poder indiscritível de saber colar um leitor ao seu livro, deixando-nos sempre mais cultos quando finalizamos a sua leitura. Este seu último romance, o sexto, fala-nos da história dum amor que é posto à prova por uma série de acontecimentos durante a formação do Estado Novo. Um bom livro, longe de ser o seu melhor, mas um bom livro, que recomendo. Não sei bem como nem porquê, mas José Rodrigues dos Santos deixa sempre um sentimento bastante real em mim ao ler uma ficção sua.
Como disse, este não é o seu melhor livro, um pouco devido às suas inconsistências. Após ler 5 das suas 6 obras, faltando-me apenas "A filha do capitão" (que tenciono ler), a minha preferência cai, indiscutivelmente, para o seu quarto e quinto romance...tendo uma ligeira preferência pelo quinto, devido à sua temática. "A fórmula de Deus" foi um livro que me inspirou bastante, que me ensinou muito e que me fez olhar para o que nos acontece na vida de uma forma diferente. Um livro que tenciono voltar a ler e que aconselho fortemente a qualquer apreciador de leitura e a quem gosta de livros relaccionados com a existência de Deus, ciência, e a questão do livre-arbítrio vs. determinismo.

José Rodrigues dos Santos é, sem dúvida, um grande escritor.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O vazio.

Nunca vou conseguir mostrar suficientemente o quanto eu te agradeço por tudo o que fizeste por mim.
Nem nunca vou conseguir mostrar suficientemente o quão arrependido estou.
Por tudo.
Porque nunca tive tanta a certeza de que te amava até te ver a ir embora.
Porque me sinto sujo, imundo, nojento por te ter feito o que fiz e não poder voltar atrás. Sei que não conseguiria continuar sem te contar. Não me sentiria bem contigo enquanto não soubesses o mal que te fiz, e continuasses a dizer a toda a gente que eu sou o melhor namorado do mundo, quando sou o pior. Não me atrevo a dizer que, por te ter contado, estou de consciência tranquila. Não estou. Nunca vou estar.
Já te quis contar, sim. Nunca tive coragem. Quando decidia que tinha de ser imediatamente antes que se tornasse demasiado tarde, calava-me e apenas me saía um "não te mereço" que tu, na altura, não percebias. Espero que agora percebas.
Sou o primeiro a dizer que não te mereço, sou o primeiro a dizer que não merecias o que te fiz. És a melhor pessoa que eu conheço e tudo o que de bom me ensinaste vai ficar comigo para sempre.
Custa-me pensar que te perdi. Custa-me pensar no nome "Tânia" e saber que já não é a minha namorada. Custa-me tanto saber que neste momento estás a chorar, que te fiz sofrer, que um porco como eu foi capaz de magoar uma pessoa tão boa como tu.
Hoje, quando fui ter contigo, fui com consciência de que algo tinha de mudar. Talvez acabar. Mas gostava tanto que as coisas fossem tão mais fáceis, que aceitasses e eu aceitasse, que chorássemos os dois mas porque sabíamos que tinhamos feito de tudo mas que, realmente, não deu. Que pudesse dizer que perdi uma namorada mas ganhei uma boa amiga. Mas não. É das coisas que mais me magoa ver-te chorar, ver-te sofrer. Ainda mais por minha causa. Não mereço as tuas lágrimas.
Espero que um dia os nossos destinos se cruzem novamente, que as correntes da vida nos enviem na mesma direcção, que me possas perdoar e perceber que eu nunca te faria o mesmo se houvesse próxima vez.
Hoje quis terminar o namoro, mas sei que nunca vou confiar em ninguém como confio em ti...espero que a vida dê muitas voltas e que, quando dermos por nós, daqui a uns anos, estejamos novamente juntos. Nunca vou esquecer nada do que passámos juntos, e espero que tu também não.
Quero que saibas que nunca te disse "amo-te" sei realmente o sentir. Quero que saibas que hoje, mesmo não sabendo se te amo, gosto imenso de ti e que, para mim, serás sempre a melhor de todas.
Em três anos aprendi a amar. E foste tu quem me ensinou.
Porque, mesmo tendo acabado, o meu coração terá sempre a marca do nosso namoro. Espero que não desapareça, pois é a TUA marca. A marca da pessoa que sempre tive mas nunca dei valor suficiente.
A marca do amor da minha vida.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Domingo.


Domingo tanto pode ser o pior dia da semana como o melhor. Tudo depende de nós. Ontem tive um dos melhores domingos da minha vida. Peguei no Djembé (ou djambé, como lhe queiram chamar), peguei na máquina de filmar, peguei no "A vida num sopro" do José Rodrigues dos Santos, peguei no meu carro (à terceira, porque ele é muito fraquinho e vai-se muitas vezes abaixo) e pus-me a caminho do Guincho. Toquei djembé (ou djambé, para os teimosos) até me doerem as mãos, gravei o pôr-do-sol mais memorável de sempre (ficando, obviamente, de inferior qualidade comparando com a visualização ao vivo) e li 5 capítulos do bom livro que estou a ler. E é assim que se passa uma grande tarde de Domingo.
Já agora, como é que se sabe que o dinheiro não traz felicidade? Quando estou eu no meu Renault Clio a cair de podre a passar a Boca do inferno com um grande sorriso enquanto canto "All Star" dos Smash mouth, e, mesmo à minha frente, num Porshe Carrera, um senhor tio de Cascais anda às buzinadelas ao carro que está à sua frente enquanto gesticula freneticamente a falar ao telemóvel, mostrando sinais de profunda irritação. Asshole!


Sugestão musical de hoje:
Grease - Summer nights


domingo, 11 de janeiro de 2009

Amigos. Porque um pouco de lamechice não mata ninguém...

Como é que sabemos quem é nosso amigo?

Bastante fácil, especialmente se formos ignorantes.
Em primeiro lugar, de salientar aqueles que nos telefonam todas as semanas (se não todos os dias) a dizer:
- ‘Bora “cafézar”!
- ‘Bora aos brasileiros!
- ‘Bora ao bowling!
-‘Bora aos pastéis de Belém!
- ‘Bora ao Starbucks!
- Ai Ai!
- ‘Bora jogar Monopoly até às tantas enquanto nos enfrascamos em Malibu e Vodka até termos o discernimento de vendermos um hotel no Rossio a 100 euros.
Esse mesmo amigo consegue estar com a namorada, deixar de ter momentos a sós com ela para me dizer:
- ‘Bora ao cinema!
- ‘Bora comer pão de alho da Pizza Hut até não podermos mais com os nossos próprios arrotos.
- ‘Bora, ‘bora, ‘bora!

Há amigos que se vêm simplesmente pela persistência da amizade, contra todos os factos. Somos capazes de lhes falarmos mal, pessimamente, nojentamente, chegarmos a virar costas e jurar que a nossa amizade acabou, mas que, à última, nos entram pela porta de casa e perguntam se podemos falar. Porque uma conversa cara-a-cara acaba sempre por resolver tudo, e porque os nossos planos para o futuro passam por ainda sermos amigos. Aqueles amigos que nos dão tudo e não nos tiram nada, mas que ameaçam “Não quero mais saber do programa para o teu blog!”, mas que no dia seguinte trazem ideias de génio apenas porque sabem que isso nos fará felizes. Aqueles a quem somos capazes de perdoar o imperdoável.

É impossível não falar daqueles amigos que, apesar de nos conhecermos há uns anos, parece que saímos da barriga da mesma mãe. Aqueles amigos a quem somos capazes de estar de costas voltadas um ano inteiro, por orgulho, mas que, no final, um de nós dá o braço a torcer em nome dessa grande amizade. Aqueles amigos a quem não falamos há anos, mas que, na noite em que nos encontramos após meses e meses de ausência, nos convidam a dormir lá em casa e a quem partilhamos segredos que não contamos a mais ninguém. E eles fazem-nos rir com a coisa mais absurda e desinteressante.

Amigos são também aqueles que nós temos a certeza absoluta que, caso precisássemos, nos dariam o seu tecto para dormir e a sua refeição para comer. Amigos que não damos o devido valor porque sabemos que vão estar sempre lá. Amigos que chamamos de chatos porque nos aleijam nas brincadeiras, temos de os controlar na bebida quando saímos à noite e, simplesmente, porque não batem bem. São amigos porque são as pessoas mais fiéis à amizade que conhecemos. Porque, para eles, a amizade é um dom e não se pode quebrar.


Em 2008 perdi grandes amizades. Umas que não me fazem tanta diferença, outras que fazem toda a diferença. Umas perdi por defender outras, outra perdi por querê-la demais. Talvez um dia voltemos a almoçar juntos, talvez um dia voltemos a partilhar a mesma piada. Quem sabe?

Este texto foi escrito em honra aos meus amigos mais chegados, curiosamente figuras masculinas, ou talvez não tão curioso assim. São eles aqueles amigos que considero irmãos de sangue e por quem dou muito. São aqueles por quem engulo o orgulho, são aqueles a quem dou os mais sinceros abraços, são aqueles que defendo contra tudo e todos e são aqueles amigos que exijo que durem a vida toda.

Esta postagem é dedicada aos amigos de sempre.
Cláudio.
Ramalho.
Sérgio.
Nuno.

A todos os nomes que mencionei, um “Muito obrigado”, um “Feliz ano!” e um “Continuem assim!”

Amigos.


Sugestão musical de hoje:
Queen - Under pressure (ao vivo)

Uma voz imortal. A música da minha vida.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Para começar, um filme.


Há poucos filmes que me fazem desejar sair do meu cómodo sofá e ir-me enfiar num Shopping, mais precisamente numa sala de cinema onde estão pessoas, ou melhor, bestas, que não se sabem comportar no referido local. E tudo isto pagando uns modestos quase 5 euros. Foi o caso do Bolt, o filme que fui ver quinta-feira. Não era um filme que me chamasse a atenção, muito pelo contrário...os filmes de animação banalizaram-se a um ponto onde já não há retorno.
Após ter assistido a um magnífico, um estonteante, um orgasmicamente-muito-bom Madagáscar 2, pensava que dificilmente acharia piada a um filme como o Bolt... Mas enganei-me. Os meus mais sinceros parabéns à Disney, que prova que os seus filmes continuam a ser os melhores, com a história mais bem pensada, com as personagens mais carismáticas e com os melhores pormenores. Aquilo que eu, à entrada do cinema, jurava ser uma perda de tempo, fez-me ver um filme que ultrapassa o mediático Madagáscar 2...por pouco, mas ultrapassa. É um filme excelente, aconselhado a qualquer faixa etária, com um nível cómico muito acima da média, com pormenores deliciosos. Obviamente, os últimos 10 minutos de filme são, como em todos os outros, os minutos lamexas, onde tudo tem de correr bem e aprendemos a lição da história. Mas não me canso. Muito bom.
Outra nota que gostaria de salientar é o seguinte:
Dizemos muito mal do nosso país, que não sabemos fazer nada e que do pouco que fazemos nada se aproveita. As dobragens dos filmes de animação que têm saido provam exactamente o contrário. Permitam-me dizer que...Porra! Nós somos bons! Aplaudo de pé todos os que, nos últimos anos têm contribuido para as melhores dobragens a nível mundial. Muitos parabéns a actores, musicos, etc etc que me têm enchido de orgulho sempre que vou ver filmes de animação. Dantes ía sempre ver a versão original dos filmes, agora nem penso duas vezes em ir ver a portuguesa. Somos bons!



Sugestão musical de hoje:
Guns and Roses - November rain (ao vivo)

Porque há muito poucas bandas que tenham este nível ao vivo.