E estou então aqui, na qualidade de telespectador, para felicitar a RTP2 por um programa que me tem instruído e que me enche as medidas. E entre tantos outros “talk-shows”, que penso que é o caso, este é aquele que para mim melhor preenche os requisitos: Bairro Alto, na estação anteriormente referida.
«O Bairro Alto, em Lisboa, é um espaço de tertúlia e de boémia, de lojas vanguardistas e de espaços tradicionais, de cultura contemporânea e de tradições bairristas. No Bairro Alto funcionaram muitos jornais e é ainda ali que se encontram as elites culturais e uma nova geração cheia de ideias, de projectos e de histórias para contar.
Na RTP2, o Bairro Alto é isso mesmo. Um espaço de conversa com figuras que têm algo para dizer sobre si e sobre o que fazem. José Fialho Gouveia entrevista artistas, ensaístas, cientistas, gente da moda e do espectáculo, gente do pensamento e da acção, portugueses e estrangeiros. O tom é próximo, informal. E as perguntas pedem mais que as habituais respostas politicamente correctas. Bairro Alto é um face a face com ritmo e sem mesa.»
O estilo de entrevista de José Fialho Gouveia está, na minha opinião, a léguas daquilo que se faz noutras estações, e até noutros programas do mesmo género da mesma estação. É um programa com convidados interessantes, com um estilo de entrevista excelente, diferente do de “Câmara clara”, no mesmo canal, onde, apesar de convidados e temas também eles interessantes, a apresentadora Paula Moura Pinheiro pura e simplesmente não deixa os convidados falarem, querendo ser sempre ela a estrela do programa. Ainda no outro dia estava a ver no referido programa uma entrevista ao José Rodrigues dos Santos, e falava mais ela do que ele. Ora, tal não acontece no programa bairro alto, onde a “noitada de conversa”, como diz o apresentador no final de cada programa, faz-se num tom mais informal, mas mais pessoal, mais...bem feito! Muito bom mesmo!
(imaginem que está aqui uma foto do programa...)
Depois do Bairro Alto (o programa, não o local de boémia onde me podem encontrar recorrentemente embriagado) , às terças-feiras, segue-se, no mesmo canal, o 5 para a meia-noite. Não vou falar do programa, que apesar de estar engraçado, tem rubricas dispensáveis. Vou falar sim do apresentador de terças-feiras do mesmo programa, Fernando Alvim. O 5 para a meia noite sem o Alvim, é o mesmo que uma coca-cola sem gás. O Fernando Alvim é o típico idiota que diz o que tem a dizer. É um pouco como eu, uma figura que não é levada a sério, mas que no meio de tanta brincadeira acaba por dizer as verdades. Admiro este senhor da televisão por isso, por se fazer passar por parvo, quando na verdade é um verdadeiro homem de negócios, sendo apresentador de televisão, trabalhar na rádio Antena 3, dar workshops de rádio, ser director de uma revista e organizador de festivais que promovem a cultura. Quem diz que ele é mais um idiota que quer aparecer, desengane-se.

Bom, atrevi-me recentemente a ver uma gala dos ídolos e só tenho uma coisa a dizer: Anda por lá uma miúda que tem uma voz de outro mundo, e que se não ganhar esse programa idiota só demonstrará o nível reles da população portuguesa por gostos musicais. Além de uma grande voz, a moça de nome Diana (belo nome, by the way) tem uma cultura e gosto musical muito bons, e isto tudo sei apenas pelo facto de ter cantado Janis Joplin, esse nome gigante. Se não ganhar o programa, só pode ser resgatada por qualquer editora. Só pode.

Para terminar, deixo aqui dois vídeos. O primeiro foi o objecto de maior risada desde que me lembro. É verdade que o estado em que me encontrava quando o vi não era dos mais famosos, mas ainda assim, devo dizer que rebolei a rir, literalmente. Talvez pela minha fobia de gatos, este é o meu pior pesadelo, um gato fazer-me isto quando eu me encontrasse no meu quarto, a meia luz.
O segundo, é algo genial.
Ambos revelados à minha pessoa através de Sérgio Cruz, esse Hacker. O reencontro com esse grupo foi excelente.

