quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nova rapsódia.

Quando as coisas são bem feitas, há que admiti-lo! Não é só barafustar quando vemos maus programas de televisão, lemos maus livros, somos mal atendidos num estabelecimento ou vamos para a cama com alguém que de sexo percebe pouco.
E estou então aqui, na qualidade de telespectador, para felicitar a RTP2 por um programa que me tem instruído e que me enche as medidas. E entre tantos outros “talk-shows”, que penso que é o caso, este é aquele que para mim melhor preenche os requisitos: Bairro Alto, na estação anteriormente referida.

«O Bairro Alto, em Lisboa, é um espaço de tertúlia e de boémia, de lojas vanguardistas e de espaços tradicionais, de cultura contemporânea e de tradições bairristas. No Bairro Alto funcionaram muitos jornais e é ainda ali que se encontram as elites culturais e uma nova geração cheia de ideias, de projectos e de histórias para contar.
Na RTP2, o Bairro Alto é isso mesmo. Um espaço de conversa com figuras que têm algo para dizer sobre si e sobre o que fazem. José Fialho Gouveia entrevista artistas, ensaístas, cientistas, gente da moda e do espectáculo, gente do pensamento e da acção, portugueses e estrangeiros. O tom é próximo, informal. E as perguntas pedem mais que as habituais respostas politicamente correctas. Bairro Alto é um face a face com ritmo e sem mesa.»


O estilo de entrevista de José Fialho Gouveia está, na minha opinião, a léguas daquilo que se faz noutras estações, e até noutros programas do mesmo género da mesma estação. É um programa com convidados interessantes, com um estilo de entrevista excelente, diferente do de “Câmara clara”, no mesmo canal, onde, apesar de convidados e temas também eles interessantes, a apresentadora Paula Moura Pinheiro pura e simplesmente não deixa os convidados falarem, querendo ser sempre ela a estrela do programa. Ainda no outro dia estava a ver no referido programa uma entrevista ao José Rodrigues dos Santos, e falava mais ela do que ele. Ora, tal não acontece no programa bairro alto, onde a “noitada de conversa”, como diz o apresentador no final de cada programa, faz-se num tom mais informal, mas mais pessoal, mais...bem feito! Muito bom mesmo!
(imaginem que está aqui uma foto do programa...)

Depois do Bairro Alto (o programa, não o local de boémia onde me podem encontrar recorrentemente embriagado) , às terças-feiras, segue-se, no mesmo canal, o 5 para a meia-noite. Não vou falar do programa, que apesar de estar engraçado, tem rubricas dispensáveis. Vou falar sim do apresentador de terças-feiras do mesmo programa, Fernando Alvim. O 5 para a meia noite sem o Alvim, é o mesmo que uma coca-cola sem gás. O Fernando Alvim é o típico idiota que diz o que tem a dizer. É um pouco como eu, uma figura que não é levada a sério, mas que no meio de tanta brincadeira acaba por dizer as verdades. Admiro este senhor da televisão por isso, por se fazer passar por parvo, quando na verdade é um verdadeiro homem de negócios, sendo apresentador de televisão, trabalhar na rádio Antena 3, dar workshops de rádio, ser director de uma revista e organizador de festivais que promovem a cultura. Quem diz que ele é mais um idiota que quer aparecer, desengane-se.


Bom, atrevi-me recentemente a ver uma gala dos ídolos e só tenho uma coisa a dizer: Anda por lá uma miúda que tem uma voz de outro mundo, e que se não ganhar esse programa idiota só demonstrará o nível reles da população portuguesa por gostos musicais. Além de uma grande voz, a moça de nome Diana (belo nome, by the way) tem uma cultura e gosto musical muito bons, e isto tudo sei apenas pelo facto de ter cantado Janis Joplin, esse nome gigante. Se não ganhar o programa, só pode ser resgatada por qualquer editora. Só pode.


Para terminar, deixo aqui dois vídeos. O primeiro foi o objecto de maior risada desde que me lembro. É verdade que o estado em que me encontrava quando o vi não era dos mais famosos, mas ainda assim, devo dizer que rebolei a rir, literalmente. Talvez pela minha fobia de gatos, este é o meu pior pesadelo, um gato fazer-me isto quando eu me encontrasse no meu quarto, a meia luz.
O segundo, é algo genial.
Ambos revelados à minha pessoa através de Sérgio Cruz, esse Hacker. O reencontro com esse grupo foi excelente.



As saudades

Drunked


Drunked


Not drunked



Há cinco meses atrás, neste mesmo dia, estava eu na Grécia com os meus amigos Victor e Luís. Estávamos então a celebrar o aniversário desse génio da encenação e representação e amizade, na viagem mais louca da minha vida. E tudo o que eu tenho a dizer é: saudades.
Saudades de estarmos todos os dias bêbados a partir das 4 da tarde.
Saudades da descoberta da cidade, da Plaka, de Monastiraki, do Flea Market, do Parténon lá em cima a vigiar-nos estivéssemos onde estivéssemos.
Saudades da busca incessante de souvenirs.
Saudades daquela viagem de barco, da ida à ilha Aegina e da água quentinha.
Saudades de ver o Victor e o Luís a dançarem como nunca os vemos em Portugal.
Saudades de tudo e mais alguma coisa, dos copos de água, dos copos de Ouzo, das esplanadas, dos bares, do sol, até dos albaneses (not).

Enfim, deu-me a nostalgia da Grécia e dos meus amigos.
Abraços!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O que é que se passa com este mundo?

...que é só gente ESTÚPIDA, meu deus...
Para quê criar intrigas quando pode estar tudo bem?
Para quê mentir quando a verdade nem dói?
O que é que aconteceu aos valores das pessoas?!

domingo, 24 de janeiro de 2010

A biografia de Hugo no workshop

Este é um dos dois vídeos que relatam a minha história nos 6 workshops de teatro em que já participei. Decidi fazê-lo por ser o único totalista dos 6, posição essa que obriga a minha consciência a demonstrar-vos e a fazer-vos inveja por ter participado em todos desde a minha primeira experiência, back in 05.
Em homenagem a todos os que já passaram pelo workshop de teatro, esta é a parte 1. A segunda virá brevemente, num blog perto de si!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amigos, amigos...

Estava eu com a minha esposa na BP de S.Pedro, por volta da uma da manhã, devido a um repentino desejo por Pringles, quando, ao sair da bomba com o carro, me deparo com um antigo amigo meu do liceu de S. João.
- Olha o Tomás! - exclamei eu do carro enquanto ele se deslocava em direcção ao sítio onde se paga, que com certeza tem um nome que eu desconheço. Na altura em que ele se deslocava para o referido local, o meu carro interceptou o caminho dele e eu abri o vidro para falar com ele um pouco. Este meu atributo comunicativo foi, porém, posto prontamente à parte quando a minha esposa me comunica, enquanto eu abria o vidro ainda em andamento:
- Hugo, ele tem uma arma na mão!!!
Quando me encontro a apenas um metro dele, olho para a mão e, juntamente com um ar altamente troglodita, o referido meu amigo trazia na sua mão direita, nada mais nada menos, do que uma pistola. (não me perguntem o modelo porque disso não percebo nada). Vista a proximidade a que eu já me encontrava do sujeito, e já com o vidro aberto, apenas tive tempo de exclamar...
- Grande Tomás!!
...enquanto punha o pé no acelerador e pirava-me dali o mais rápido possível.

O que se sucedeu a seguir não sei, só sei que se abrir uma caça ao homem, tenho a sorte de saber onde ele mora e pode ser que ganhe uma recompensa por entregá-lo. Afinal, amigos amigos, negócios à parte!

Noticias do mundo do cinema

Olá! Eu sou o Hugo Pinto e este é o…Notícias do cinema!
(Esta apresentação deve ser lida como proferida pela Manuela Moura Guedes)


Parece que a saga de Sherlock Holmes vai mesmo ficar pelo primeiro filme, ao que tudo indica, pelo menos foi o que li numa dessas revistas com um alto teor de credibilidade, por declarações do protagonista Robert Downey Jr., o realizador optou por não dar continuidade a este filme tão engraçado.

Continuando nas más notícias, caso os filmes do fantástico Homem-aranha prossigam para além do terceiro, o lugar de Peter Parker, até agora protagonizado por Tobey Maguire, será ocupado por um outro nome. Os rumores lançamo nome de Robert Pattinson, o atraente e carismático protagonista de Crepúsculo e Lua nova. No entanto, o realizador da saga vampiresca anunciou já que caso Robert Pattinson opte por entrar na pele do super-herói mais fixe da história, o seu lugar como protagonista no terceiro e seguintes filmes do épico sobre vampiros será ocupado por outro actor.

Agora notícias mais fofas, já em Maio deste ano sairá para os cinemas Prince of Persia, uma adaptação desse jogo para consolas tão fixe, ainda mais será protagonizado pelo excelente Jake Gyllenhaal, que já entrou em filmes tão viris como o lendário “O segredo de Brokeback Mountain”. (piada parva, porque o filme está muito bom).

Outra notícia ainda mais fofa é a da continuação da trilogia mais fascinante filmada até hoje, o Pirata das Caraíbas 4 sairá, em princípio, em Março de 2011, voltando o fantástico Johnny Depp a vestir a pele da melhor personagem do mundo cinematográfico, o capitão Jack Sparrow.

Tinha ainda uma outra notícia do mundo do cinema, mas agora não me lembro. Note-se que as duas primeiras notícias são rumores, enquanto que as duas últimas são já dados adquiridos.

PS: Aproxima-se a estreia da Alice no país das maravilhas, do Tim Burton com Johnny Depp. O que é que tem para correr mal?!!

Sem outro assunto de momento, o vosso mui estimado,
Hugo, o Pinto

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

+ Agostinho da Silva


Para mim, o maior pensador português de todos os tempos.


"Para que os homens possam sentir-se felizes com a minha companhia, é necessário antes de tudo que eu tenha a grande força de ver como prováveis as opiniões a que aderiram, desde que as não venham contradizer os factos que posso observar; não devo supor-me infalível; não devo considerar-me a inteligência superior e única entre o bando de pobres seres incapazes de pensar; cumpre-me abafar todo o ímpeto que possa haver dentro de mim para lhes restringir o direito de pensarem e de exprimirem, como souberem e quiserem, os resultados a que puderam chegar; de outro modo, nada mais faria de que contribuir para matar o universo: porque ele só vive da vida que lhe insufla o pensamento poderoso e livre."

"Quem fala de Amor não ama verdadeiramente: talvez deseje, talvez possua, talvez esteja realizando uma óptima obra literária, mas realmente não ama; só a conquista do vulgar é pelo vulgar apregoado aos quatro ventos; quando se ama, em silêncio se ama: às vezes o sabe a mulher amada, mas creio até que num amor que fosse pleno, em que nada entrasse das preocupações da terra, nem ela o saberia."

“Os mais fracos correm diante das suas emoções uma porta ondulada de ironia. Os mais fortes, porém, e eu desejo que você seja dos mais fortes, encerram-se num palácio de silêncio”.

“Se você não pode amar, não ame; seja simples, seja humilde, faça calmo o seu trabalho, e deixe o resto. O amor é uma criação de beleza, como a pintura e a música; reserva-se a raros ser Ticiano ou Greco ou Mozart ou Bach; reserva-se a raros o privilégio de amar."

“ (…) Apesar de todas as amizades, sempre na vida estamos sozinhos; o que é mais grave, mais doloroso, exactamente como o que é mais belo, passa-se apenas connosco. Entre um homem e outro homem há barreiras que nunca se transpõem. Só sabemos, seguramente, de uma amizade ou de um amor: o que temos pelos outros. De que os outros nos amem nunca poderemos estar certos."

Boa publicidade

de ver:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Um questionário?!?!?!

Um grupo de amigos meus reuniu-se e decidiu criar este questionário exclusivamente para a minha pessoa, com título e tudo. Um privilégio. Não sou de responder a questionários pessoais, mas como este é um exclusivo e vou ser a primeira pessoa a respondê-lo, vamos a isso.



QUESTIONÁRIO PARA O PINTO

Esta é uma mistura de vários questionários encontrados na internet/televisão.
A cada pergunta deve ser atribuída unicamente UMA resposta, e não podes responder coisas do género “eu”, “a mim”, “quem eu sou”, ou outra resposta que se refiram a ti próprio, bem como respostas abstractas como “depende”, “não sei”, “vários”.

- Elemento?
Terra.
- Estação do ano?
Outono.
- Dia ou noite?
Depende, mas como não posso dar respostas vagas...Noite.
- Barulho/som favorito?
Risos.
- Barulho/som que menos gostas?
Berbequim.
- Palavra favorita?
Orgasmo.
- Palavrão favorito?
“Bardamerda”.
- Melhor conselho?
“Nascemos nus. A sociedade dá-nos roupa, o nosso objectivo é chegarmos ao fim com menos roupa possível".
- Que te ensinou mais?
Pais/Sara/Victor/Ricardo S./livros.
- Quem mais te prejudicou?
Manuela Portal, professora de português.
- Teu maior defeito?
Excesso de orgulho.
- Tua maior qualidade?
Orgulho.
- Maior valor numa pessoa?
Honra.
- O que é indesculpável?
Traição.
- O que mais te irrita?
Cinismo.
- O que mais te agrada?
Respeito.
- O que te faz feliz?
Montanhas-russas.
- O que te deixa triste?
Perdas.
- O que te faz chorar?
Descascar cebolas.
- O que te faz falta?
Uma gaita-de-foles.
- Não viverias sem?
Ar.
- Viverias melhor com?
Com a ausência de pessoas falsas.
- Quem ou o que eliminarias da face da Terra?
Passagem do tempo.
- Um sonho?
Nadar com tubarões-baleia.
- Melhor amigo?
Ana.
- Maior desilusão?
Space Mountain, na Disneyland.
- Do que é que te mais te arrependes?
De não ter dito “amo-te” a uma pessoa.
- Teu maior feito/conquista:
Ir para a cama com uma ninfomaníaca.
- O que te faz ficar especado a olhar?
Padrões.
- Que super-poder gostarias de ter?
Voltar atrás no tempo.
- Quem juntarias numa mesa?
Eu, o Victor, o Luís, o Cláudio e a Gamito, por diversão.
- Quem nunca juntarias numa mesa?
Como jurei que não falaria mais de um determinado assunto…diria um Fundamentalista islâmico com Barack Obama.
- Pessoa com personalidade?
Carla.
- Pessoa com falta de personalidade? “Como jurei que não falaria mais de um determinado assunto…” …Sofia (S.João).
- Filme de sempre?
O rei leão.
- Uma paixão secreta?
Bijutaria.
- Quem gostavas de conhecer?
Johnny Depp.
- O que gostarias que Deus te dissesse quando chegasses ao céu?
Ups, pessoa errada.





Repito que este questionário foi feito para mim, pelo que não autorizo que outros bloguers o respondam. Mas como não tenho direitos de autor, já me lixaram.
De qualquer forma, se o puserem no vosso blog são todos uns fúteis e macaquinhos de imitação!

sábado, 16 de janeiro de 2010

da vida...

Num bar improvável, em Oeiras, visitado por mim pela primeira vez, dei de caras com uma pessoa com quem tive, bem como um certo grupo de amigos meus, um conflito grave no ano transacto. Já o queria encarar há mais tempo, dizer-lhe o que tinha para lhe dizer na cara e ouvir respostas sobre os motivos que o levaram a fazer o que fez.
Viu-o no bar, acompanhado por um qualquer grupo de amigos seus, e naquele momento olhei à minha volta. Vi as pessoas com quem fui àquele bar, pessoas crescidas e maduras, experientes a vários níveis, cultas, no fundo aquilo que eu quero ser. Somos um grupo animado, sempre o fomos, por mais tempo que estejamos sem nos ver. Um infeliz acidente no fim do ano passado fez-nos unir-nos mais e agora somos aquilo que eu tenho perdido noutros grupos de amigos: unidos, coesos, sem intrigas nem faltas de respeito. Um grupo do caraças! Olhei novamente para aquela pessoa, que ou fingiu não me ver ou não me viu mesmo, não sei, com uma aura negativa que lhe pesava nos ombros, a rir-se forçosamente. Naquele instante perdi toda a vontade de lhe falar, mesmo que fosse para o insultar, e decidi ficar com a minha aura alegre e divertida com o meu grupo, e acabou por ser uma grande tarde.
À noite, na net, cruzei-me com essa pessoa no Messenger e, mesmo via on-line, ganhei os tomates, ou a estupidez, que me faltavam desde o ano passado para lhe ir pedir respostas. Falámos, demos a entender a posição um do outro e os motivos que ambos tivemos para tomar os nossos lados. Acabei por não perceber o lado dessa pessoa, mas respeitei-o, como sempre faço a não ser que me faltem directamente ao respeito, e acabámos por “apertar as mãos”.
Era um bom amigo meu, tinha sido em tempos, e, a dada altura das nossas vidas, seguimos caminhos diferentes. Dou por mim feliz, amadurecido, mais crescido do que a pessoa em causa que é mais velha. Dou por ela de cabisbaixo, sozinha, de mal com o mundo.
Por mim está tudo bem agora, o que havia de mau entre nós foi atirado para trás e continuo a olhar em frente. Só fica aquela sensação de estranheza por vermos amigos que auto-destruiram-se. Tenho outros que não sabem, mas que vão pelo mesmo caminho.

E já agora, o ponto alto do café com o meu grupo de amigos:
(tema: relações)
(…)
Alguém – Então e tu, Pinto?
Hugo – Pá, o máximo que já tive foi uma relação de três anos…
Rita (recente aquisição do grupo) - Tu?!?! Três anos?!?!
Andreia – Sim! Três anos!! Porquê?!
Rita – Pá, não consigo levar o Hugo a sério…não o vejo a namorar três anos, ainda por cima só tem 20 anos!
Andreia – Dizes isso porque não conheces o Pinto, se o conhecesses não dirias isso! O Hugo é mais do que o que parece, e só fazes mal em julgares as pessoas pelo que parecem ser à primeira vista!!!...

Ok, Andreia, vamos lá ver uma coisa. Já te disse que não vou para a cama contigo, se bem que o teu comentário me fez pensar duas vezes.
A Andreia é daquele tipo de pessoas que te bate por nada ou que te defende por tudo.

Nunca escrevi sobre vocês porque…não, porque nós somos nós e são o único grupo que nunca misturei com outro, o meu grupo virgem que é a minha preciosidade, imaculado. Fiquemos assim.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

...e companhia

Amigos são aqueles que estão sempre lá quando precisamos, que nos ensinam algo de novo, que nos fazem pensar, que puxam por nós e nos obrigam a criar uma personalidade própria.
Dos muitos amigos que tenho, os que mais recentemente têm preenchido estes requisitos são os livros que tenho devorado. Estão sempre lá, na minha mesa-de-cabeceira, quando preciso deles, o teor deles é sempre informativo para além de recreativo, fazem-me pensar em questões que estão presentes no nosso dia-a-dia mas que nem sempre damos conta da sua presença, fazem-me fundamentar a minha opinião nos mais diversos assuntos.
Sinto que desde o fim do ano passado tenho crescido bastante e aprendendo coisas que estão para além da compreensão de pessoas da minha idade. Sempre fui uma pessoa infantil, ou pelo menos sempre o tentem demonstrar ser, mas no meu interior sei que estou à frente de muitas pessoas que fui deixando pelo caminho. Não se trata de arrogância, trata-se da humildade de nunca o ter demonstrado. Existem pessoas que tentam puxar o meu pior lado, fazendo com que a vontade de descer ao nível delas se adense, pessoas que me chamam infantil ou imaturo. No final, a minha verdadeira sabedoria revela-se nos momentos mais oportunos, com as pessoas que acreditam e puxam por mim. Sinto orgulho quanto oiço o meu sogro, uma das pessoas que mais tenho em consideração, bem como o meu “primo Carlos”, dizerem coisas do género “o miúdo é inteligente”, quando o Victor e o Luís, dois mestres das artes diziam que ignorante eram as pessoas que me chamavam isso, quando oiço o meu amigo Ricardo dizer “com a cultura do Pinto não se brinca”, quando a minha grande amiga Carla escrevia “a personalidade do Hugo encaixa na teoria da cebola, que é camada após camada e sentimos que nunca chegamos ao fim”, quando oiço a minha namorada, uma das pessoas com mais personalidade que conheço, dizer que me ama.
Estas são as pessoas que eu tenho em maior estima, e é a opinião destas pessoas que realmente conta. Pessoas que estão à frente da maioria das restantes e que sabem, ou souberam, dar valor ao que sou.
Voltando aos livros, a leitura de livros informativos é aconselhada a todos. Escolham um livro pelo seu teor e veracidade, não por ter uma mama na capa ou por ter um nome apelativo.
Saudações!

Peter O'Gonçalves

Este texto revela a minha opinião pessoal sobre o assunto, não manifestando o parecer da pessoa em questão ou de outros indivíduos.

O Pedro é uma boa pessoa. Ultimamente tenho duvidado de muita coisa, de muitas pessoas, de muitos amigos e de muitas crenças, mas o Pedro é, digam o que disserem, uma boa pessoa. É certo que revela alguns lapsos nalgumas coisas, que de vez em quando me tiram do sério, mas no geral e nas alturas certas, o Pedro é uma boa pessoa.
O Pedro é daquelas pessoas que faz tudo o que esteja ao seu alcance para ajudar um amigo seu, tal como eu exijo de um amigo. O Pedro é daquelas pessoas que sabe dar valor a um amigo, daquelas pessoas que sabe onde estar no momento certo, e, acima de tudo, uma pessoa que sabe agradecer e pedir desculpa.
O Pedro merece tudo de bom que lhe tem acontecido recentemente, principalmente no fim no ano passado e no início deste, retirou um peso de toneladas que carregava sobre as costas e abriu o coração e o espírito para coisas novas que só lhe tem dado a ganhar. O Pedro na passagem de ano embebedou-se, e é um bêbado daqueles que leva as coisas para o nível pessoal, tal como seria de esperar, do género:
Hugo – Vá Pedro, vamos para outro sítio…
Pedro – Porquê?! Eu agora quero estar aqui, eu estive quando vocês quiseram e agora não podem ficar aqui porquê?
O Pedro convidou um casal da Nazaré a ir ao seu cinema à borla, quando estes nos ofereceram maçãs à janela. Ah, e o Pedro ia sendo agredido por uma nazarena depois de eu ter apalpado o cu à rapariga e ficar a olhar para ele como se fosse ele o culpado. O Pedro é o tipo de rapaz que levava a chapada e era capaz de se rir. Debaixo de uma chuva torrencial, o Pedro subiu um banco de madeira enquanto levava com a chuva directamente na cara e no resto do corpo ensopado enquanto cantava uma música qualquer que eu agora não me lembro.
O Pedro é um alarve, mas isso não é escândalo para ninguém. Este extraordinário ser já me ouviu a masturbar uma rapariga e já me ouviu a fazer sexo. Num dos casos teve o bom senso de começar a cantar uma canção romântica, ou por estar bêbado, ou por ser assim mesmo. No outro caso simulou fielmente que dormia, fazendo os barulhos incomodativos que faz sempre que dorme.
O Pedro é das únicas pessoas do grupo que alinha nas minhas ideias completamente disparatadas, tais como decidirmos à meia-noite dormir na casa um do outro. O Pedro fez-me regressar a vontade de comer estrelitas à noite.
O Pedro está a passar por uma boa fase da sua vida e merece-o. Merecia atirar o passado para trás e recomeçar. Parabéns pela oportunidade que se abriu, e o meu desejo é que a aproveites,
Amigo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Teoria das 6 horas

Há dias em que sentimos que nos sobram horas, em que apenas desejamos que essas horas de tédio passem rápido e a noite caia depressa anunciando o novo dia que se aproxima. Existem ainda outros dias, que foi o caso do dia de ontem, em que sentimos que nos faltam horas. Daí surge a teoria das 6 horas, que afirma justamente que há dias que deviam ter 18 horas, enquanto outros deviam ter 30. Ontem tive de me deitar porque já passavam das 8 horas da manhã e, ainda não tendo a mínima ponta de sono, tive de pensar que deitar às 8 da manhã não é vida para ninguém e assim recolher-me.
Para mim, as altas horas da noite (04:00, 05:00, 06:00, 07:00), ou da manhã, como preferirem, fazem surgir em mim uma inspiração sobrenatural, seja para artes ou letras, seja para fazer os melhores desenhos que já fiz, ler uma quantidade de capítulos infindável, criar padrões, textos, escrever, filosofar ou o que quer que seja. Ontem deitei-me às oito da manhã com a cabeça a mil, sentindo que me faltavam essas seis horas. Como a minha cabeça não tem uma capacidade de memória muito ampla e visto que estava a ter uma das epifanias criativas mais significativas da minha vida, tive de pegar num papel e numa caneta que estão sempre na gaveta da minha mesa-de-cabeceira, não me vá dar algo na cabeça como me deu ontem, e começar a colocar item por item o que tinha de escrever, o que tinha de fazer, o que tinha de pensar e investigar no dia seguinte.
Ontem tive a noite mais criativa da minha vida. O que é que isso vos interessa? Sei lá, vocês é que vieram ao meu blog…

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Carta da Autoridade de Blogues ao blogue Espremendo Borbulhas

O espremedor ignorou os fãs que se barricaram nos seus lares, recusando-se a sair enquanto o espremedor não invadisse as suas casas com novas postagens.
O espremedor ignorou os admiradores que se acorrentaram às portas do parlamento, recusando-se a soltarem-se enquanto o espremedor não os soltasse das suas grilhetas de monotonia.
O espremedor ignorou as greves de fome dos seus seguidores, que se recusavam a saciar a sua fome enquanto o espremedor não lhes alimentasse o espírito com o seu humor.

Por estas razões, a Autoridade De Blogues comunica que o blogue Espremendo Borbulhas será alvo de encerramento e de uma coima de 15.000.000 de dólares americanos, a pagar até ao fim do mês de Janeiro de 2010, por submeter os seus leitores a estes actos atrozes, ignorando veemente os direitos humanos.
Avisa-se também que se inicia hoje uma caça ao homem sem precedentes na história. O Espremedor deve ser imediatamente feito cativo, e informa-se que o homem ou mulher que trouxer este bárbaro espremedor às instalações da Autoridade Dos Blogues, receberá um prémio de 30.000.000 de dólares americanos. No entanto, passa-se a enunciar, que não é imposto que a captura desde impiedoso espremedor seja executada com ele vivo. Quem provar o seu abatimento à Autoridade dos Blogues será recompensado com a mesma quantia de dinheiro.
Sem outro assunto de momento,
Hugo Pinto

Autoridade dos Blogues.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Johnny Depp

É, sem dúvida, o meu actor favorito e também, pelo que sei dele, um pouco o que eu gostaria de ser como pessoa. É uma excelente entrevista, não está completa mas já dá para ter uma boa noção do espírito deste homem. Incrível.










quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Creep

Para os meus amigos.
Que vos dê a força que a mim me dá.
Do vosso Huguinho.



When you were here before,
Couldn't look you in the eye.
You're just like an angel,
Your skin makes me cry.
You float like a feather,
in a beautiful world
I wish I was special,
You're so very special

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

I don't care if it hurts,
I want to have control.
I want a perfect body,
I want a perfect soul.
I want you to notice,
when I'm not around.
You're so very special
I wish I was special

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

She's running out the door,
she's running,
she run, run, run, run, run.

Whatever makes you happy,
whatever you want.
You're so very special,
I wish I was special,

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.
I don't belong here.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vídeo workshop O Conto de Natal (ensaios)

Queridos actores, este é apenas o esboço de um vídeo que irei fazer para vos dedicar, estou apenas a aguardar algumas fotos e vídeos para poder fazer uma cena em grande. Lamento a qualidade das letras iniciais, mas, mais uma vez, a culpa é do Filipe. Este era um vídeo que estava a tentar fazer para passar no átrio, no início da peça, quando acabarem de o ver entenderão porque acabei por não o dar a conhecer. Para vocês, actores e actrizes. Com amor.
Hugo Pinto

domingo, 3 de janeiro de 2010

Share

Na sic dão os ídolos, aquele grande programa de culto. Aquele programa que nos enche de sabedoria e cujas audiências revelam bastante claramente o nível de cultura dos portugueses. Num esforço para inverter esta esmagadora audiência da sic durante os ídolos, a TVI decide passar as mamas da Soraia Chaves.
O país está louco, e nada faz prever que 2010 seja um ano diferente.
PAra quem se pergunta, não, não escolhi as mamas da Soraia Chaves, apesar de ainda preferir aos ídolos, mas a televisão não é tudo, há livros para se lerem.
Desculpem, era só uma comichão...

A despedida.

Avisam-se os leitores que este texto possui passagens que podem ferir susceptibilidades. Avisam-se também os leitores que os textos de forro pessoal passarão a ser editados num outro endereço de blog que manterei em sigilo por tempo indeterminado. A razão é simplesmente a vontade de manter a minha vida pessoal fora do radar de algumas pessoas. Feitas as advertências, aqui têm a passagem de ano 2009/2010.

Faltavam 45 minutos para as 24:00, o calendário anunciava o derradeiro dia do ano de 2009. Do seu gabinete, Hugo ouvia os jovens da longínqua vila da Nazaré num frenesim, antecipando a passagem de ano, juntando-se aos mais velhos numa festa que tinha sido preparada meticulosamente durante as últimas semanas.
Hugo premiu a ponta do seu charuto contra o cinzeiro de vidro, lançando o último bafo de fumo para o ar. Do outro lado da mesa, Pedro levantava-se da sua poltrona, dirigindo-se ao rádio e aumentando o volume da transmissão que ambos ouviam, exasperados.
“Parece que a verdadeira passagem de ano em Portugal é passada aqui na Nazaré”, anunciava o locutor, “onde milhares de pessoas se juntam, agora que faltam pouco mais de 40 minutos para a meia-noite, gritando e dançando junto à meia dúzia de palcos que enchem a vila de luz e animação…”. CLIC. Pedro desligou o rádio, não tendo paciência para ouvir mais. “Putos!”, ladrou Hugo, abrindo uma nova garrafa de whisky.
“Onde é que elas andarão?” perguntou Pedro com um leve tom de impaciência na voz, que não passou despercebido ao astuto estratega, Hugo. “Tem calma Pedro, devem estar a che…” a voz de Hugo foi interrompida pelo som de passos a aproximarem-se da porta onde ambos os homens aproveitavam aqueles momentos de ócio. O olhar dos dois sócios dirigiu-se para a porta, onde a maçaneta rodava vagarosamente, deixando Pedro desconfortável. No entanto, ao ver de quem se tratava, o pupilo de Hugo afundou-se novamente na sua poltrona, não deixando de se enfadar com o atraso das duas mulheres que entravam no gabinete.
“Calma Pedro…” ronronou Cláudia, passando as suas unhas de gel no peito desnudo de Pedro, provocando-lhe um arrepio que lhe arrebitou os mamilos. Cláudia tinha entrado em primeiro lugar, seguida de perto da sua acompanhante, Ana. Ambas traziam apenas uma gabardina vestida, por cima dos seus corpos nus, e, no caso de Ana, trazia também uma pasta de executivo com um cadeado.
Hugo, ao contrário de Pedro que entretanto tinha saído do gabinete dizendo que tinha de ir à casa de banho, demonstrava-se indiferente ao facto de ver aquelas duas mulheres tão desprotegidas. “Trouxeram o que vos pedi?” resmungou Hugo. Ana aproximou-se sedutoramente do seu interlocutor, procurando uma frecha na sua postura, uma fraqueza nas suas defesas, por onde pudesse entrar e desfrutar de momentos de luxúria com o enigmático estratega. Hugo, por sua vez, não vacilou nem quanto Ana lançou a sua longa perna esquerda na direcção de Hugo, enterrando o seu longo salto no almofadado encosto de cabeça da poltrona onde este repousava. “Eu fiz uma pergunta”, persistiu Hugo, “trouxeram o que vos foi pedido?”. Sem responder, Cláudia, que se encontrava agora a olhar através da janela para a praça apinhada de gente, colocou a mão por dentro da gabardina, retirando após alguns momentos um objecto metálico, que Hugo deduziu ser uma chave. Ao ver o brilho da chave a reluzir sob a luz do candeeiro da sala, o estratega sentiu o primeiro arrepio da noite, antecipando o tesouro que aquela chave abriria. Olhou para a pasta que Ana pousara em cima da mesa, sentindo que a hora estava prestes a chegar. “Abram-na!” gritou Hugo, mal contendo a euforia. Nesse preciso momento, Pedro entrou pela porta, arfando como se tivesse corrido meia maratona, cheio de manchas suspeitas em redor da braguilha das calças. “Hugo!” gritou Pedro, tentando recuperar o fôlego. Eles vêm aí, temos de nos despachar!”.
Ao ouvir isto, Hugo empurrou Ana para fora do seu caminho, deixando-a estatelada no chão, atirando-se para a pasta de executivo, ao mesmo tempo que Pedro placava Cláudia, roubando-lhe a chave que abria o cadeado. Num misto de euforia e ansiedade, Hugo pontapeou Pedro no estômago, dobrando o seu sócio em dois, e sacou-lhe a chave da mão. Ainda tremendo, Hugo encaixou a chave na fechadura, abrindo a mala e observando, ao fim de tantos anos, o seu conteúdo.
O brilho que este emanava obrigava Hugo a semicerrar os olhos, e o cheiro a guardado enchia as narinas de Hugo de um odor de promiscuidade e de luxúria que ele pensou não sobreviver àquele primeiro vislumbre. O conteúdo da pasta era, nada mais nada menos, do que um dildo desdobrável com quatro “entradas”, em forma de cruz, um tesouro que se julgava perdido desde os tempos dos Astecas. Hugo não perdeu tempo a retirá-lo da pasta, começando a desdobrar o dildo até este se transformar num objecto de um tamanho inimaginável, sendo que uma das entradas era maior que as restantes. Quando Ana recuperou da sua queda, atacou Hugo por trás, tentando derrubá-lo, ao mesmo tempo que Cláudia e Pedro recuperavam os sentidos e juntavam-se à luta. Tudo isto para disputar a maior “entrada” do dildo. Depois de algum tempo que Hugo sabia não dispor, retirou um revólver do seu casaco e disparou um tiro solitário contra o tecto. Do andar de cima chegou um gemido e um esgar de dor que Hugo soube tratar-se de um alvo do seu projéctil. “Paciência”, pensou. Ao ouvir o tiro, os três competidores cessaram a luta e olharam atentamente para Hugo, esperando instruções. Hugo começou-se a despir, tirando primeiro o seu casaco Quebra-mar, depois a sua camisa Sacoor, depois os seus sapatos de vela Lacoste, depois as suas calças Salsa, as suas meias Tommy Hilfiger e, por último, os seus boxers Calvin Klein, gentilmente cedidos após a sua última campanha para a marca. “Como sabem, três inimigos aproximam-se para nos roubarem este tesouro. Temos duas hipóteses: ou me deixam ficar com o lado maior e podem usufruir dos outros lados que, por si, são maiores do que de qualquer outro dildo alguma vez construído, ou então podemos continuar esta luta e deixar que os nossos rivais roubem este artefacto, acabando nós por não o usufruirmos. Nisto, Hugo lançou-se para cima do dildo, seguindo-se Cláudia e Ana e, por último, Pedro. Após longos minutos de prazer naquele pequeno gabinete, ouviu-se um baque violentíssimo na porta e nela surgiram três vultos. Hugo olhou para o homem da frente, reconhecendo-o. “Ramalho!”, “Hugo”, disse o homem, reconhecendo o estratega. Do seu lado surgiu um rosto feminino, que Ana identificou “Sara!”, “Ana!”, sussurrou a mulher. O outro homem entrou no gabinete. “Eu sou o Mariano, deduzo que sejas o Pedro e tu a Cláudia!”, disse, identificando-os. Ramalho aproximou-se de Hugo, falando num tom ameaçador “Como sabem, vimos à procura de algo que sabemos estar em vossa posse…”. “Não sabemos do que falas!” gemeu Pedro, transpirando por todos os poros do corpo desnudo. Felizmente para os quatro, os três rivais entraram no gabinete numa altura em que todos tinham todo o dildo escondido dentro dos seus corpos, sendo que as virilhas de todos se tocavam, formando uma imagem harmoniosa. “Como vês,” explicou Hugo dirigindo-se a Ramalho “o que procuras não está aqui, por isso se não te importas vais ali à minha gaveta do meio e retiras os dildos que lá estão, se quiserem usar. Senão agradeço que se retirem e nos deixem em paz!”. Ramalho fez o que lhe foi mandado e assim passaram os dez minutos seguintes, 7 pessoas naquele gabinete usufruindo dos seus dildos. Quando o ponteiro do relógio se aproximou da meia-noite, Ramalho, Sara e Mariano saíram para as ruas da Nazaré, enquanto os quatro sócios se retiravam vagarosamente dos seus postos, cada um mais dorido do que o outro.
Depois de se vestirem, saíram também os quatro para a passagem de ano que, por sua vez, não pode ser descrita neste blog por possuir conteúdos que os seus pais, leitor, não gostariam de saber que você ande a ler.