Há dias em que sentimos que nos sobram horas, em que apenas desejamos que essas horas de tédio passem rápido e a noite caia depressa anunciando o novo dia que se aproxima. Existem ainda outros dias, que foi o caso do dia de ontem, em que sentimos que nos faltam horas. Daí surge a teoria das 6 horas, que afirma justamente que há dias que deviam ter 18 horas, enquanto outros deviam ter 30. Ontem tive de me deitar porque já passavam das 8 horas da manhã e, ainda não tendo a mínima ponta de sono, tive de pensar que deitar às 8 da manhã não é vida para ninguém e assim recolher-me.
Para mim, as altas horas da noite (04:00, 05:00, 06:00, 07:00), ou da manhã, como preferirem, fazem surgir em mim uma inspiração sobrenatural, seja para artes ou letras, seja para fazer os melhores desenhos que já fiz, ler uma quantidade de capítulos infindável, criar padrões, textos, escrever, filosofar ou o que quer que seja. Ontem deitei-me às oito da manhã com a cabeça a mil, sentindo que me faltavam essas seis horas. Como a minha cabeça não tem uma capacidade de memória muito ampla e visto que estava a ter uma das epifanias criativas mais significativas da minha vida, tive de pegar num papel e numa caneta que estão sempre na gaveta da minha mesa-de-cabeceira, não me vá dar algo na cabeça como me deu ontem, e começar a colocar item por item o que tinha de escrever, o que tinha de fazer, o que tinha de pensar e investigar no dia seguinte.
Ontem tive a noite mais criativa da minha vida. O que é que isso vos interessa? Sei lá, vocês é que vieram ao meu blog…
sabes, é verdade, dou tudo por quem gosto, dou tudo por um amigo. mas de facto, por vezes, fico triste quando aquela pessoa que merecia reconhecimento era eu e esse reconhecimento vai para outra pessoa, acontece-me tantas vezes. Mas encaro isso com um sorriso irónico e com um "eu sei q ele/ela me dá o devido valor". hoje acordei-te com a maior das felicidades do mundo e a primeira coisas q fizeste foi vir escrever sobre mim, algo que me despoletou um sorriso gigante e aquele arrepiozinho que temos quando algum amigo nos reconhece assim. Ter lido isto para mim foi como quando os grandes actores vao receber um oscar, nao teem palavras. nao estava a espera disto, agradeço-te, nao so pela dedicatoria, como tambem pela reflexao que fizeste da minha vida, que me dá orgulho próprio e a certeza de que não vivo numa boa ilusão.
ResponderEliminarmuito obrigado hugo, gosto muito de ti.
um grande abraço.
pedro