domingo, 12 de abril de 2009

O quarto.

Era uma vez um quarto.
Esse quarto pertencia a uma casa abandonada, onde ninguém se atrevia a entrar, por medo das histórias que se contavam na terra onde essa casa estava situada.
O quarto nunca tinha sido utilizado pelos seus antigos donos a não ser para porem a tralha, as coisas que ninguém utiliza mas que não têm coragem de deitar fora. Se o casal da casa tivesse um filho…aí sim, aquele quarto poderia ter tido algum valor. Assim não. Nunca tinha sido um quarto de ninguém, nunca tinha tido esse privilégio. Já tinha sido um quarto bonito, era um quarto com medidas bastantes razoáveis, simplesmente não tinha a melhor vista. A janela que outrora permitia os raios de sol encherem o quarto de luz, tinha sido tapada com madeiras velhas a caírem de podre, o que fazia com que apenas pequenos feixes de luz espreitassem timidamente o quarto. O pó dançava quando passava por um desses feixes, desaparecendo de seguida quando regressava à penumbra do quarto.
"Numa palavra, vazio."
Não guardava boas recordações no seu interior. Nem más. Simplesmente não se tinha passado nada naquele quarto digno de ser recordado.

Era uma vez uma criança.
Aqueles olhos claros a contrastar com o tom de pele mais moreno que o habitual faziam dela alguém que dava nas vistas. Era brincalhona, apesar de tímida. Não tinha muitos amigos. Aliás, a sua única amiga era aquela boneca de trapos que tinha desde que se lembrava da sua própria existência, oferecida, disse-lhe uma vez a mãe, pela sua avó…que já não estava por cá.
Aquela criança era nova nas redondezas, ninguém sabia donde aquela família tinha vindo, mas ninguém se interessava por saber.
Um dia a criança reparou naquela casa. Uma casa abandonada, esquecida por todos a não ser pelo tempo, que a desgastava a olhos vistos. Ao contrário das outras pessoas, achou piada àquela casa, quis saber que segredos aquele cadeado enferrujado trancava para lá daquelas portas de madeira gasta. Hesitou em entrar por uma daquelas grandes janelas com os vidros partidos, afiados, assemelhando-se a dentes que a ameaçavam caso se atrevesse a entrar por aquela janela. Acabou por arranjar coragem e conseguiu pular para o interior da casa.
O pó enchia-lhe as narinas rapidamente, dificultando a respiração. Não se via nada lá de dentro a não ser uma luz ténue que provinha da janela donde entrara. Procurou aos apalpões pela parede outras janelas que pudesse abrir, e encontrou-as. Abriu-as forçosamente, com a madeira das portadas a rangerem furiosamente, acordadas após longos anos de repouso.
De repente, toda a casa era luz.
Era impressionante a forma como um sítio tão belo tinha sido transformado em ruínas. Toda a decoração, os móveis antigos, os retratos nas paredes imundos pelo pó davam à criança a sensação de que aquela casa tinha sido noutra altura um lar bem mais sumptuoso do que o que a maioria das pessoas tinha acesso. Encantada pela beleza escondida daquele local, subiu as longas escadarias. Passou a casa a pente fino, apreciando cada detalhe daquela obra, abrindo as janelas ao longo do seu caminho, enchendo a casa de luz.
De repente, ao fundo dum dos corredores, uma porta.
Uma porta diferente de todas as outras da casa. Não tinha fechadura nem puxador. Impossível de abrir do lado de fora, pelo que a criança perdeu desde logo o interesse pelo quarto da porta sem fechadura. Quando deu por satisfeita a sua curiosidade em relação à casa abandonada, regressou para sua própria casa. À noite, enquanto estava deitada na cama a relembrar a sua aventura desse dia, os seus pensamentos enchiam-se de fantasias. No entanto, havia algo que a impedia de dormir.
Aquele quarto.
Um quarto onde ninguém podia entrar. Porquê? O que é que se passaria dentro daquele quarto, haveria algo de tão secreto que ninguém pudesse ver?
No dia seguinte voltou à casa. Subiu apressada a escadaria e correu para o fundo do corredor. Mais uma vez, a porta. Maciça, intransponível, austera. A criança passou as mãos pela porta, à procura de algo que a fizesse abrir, mas sem resultado. Voltou para casa e tentou dormir, mas mais uma vez aquela porta não lhe saía da cabeça.
No terceiro dia foi para a casa abandonada mais uma vez com a sua companheira inseparável, a sua boneca de trapos, e passaram horas a deambular pelas divisões das casas enquanto brincavam. Enquanto corria pelos corredores, deu por si uma vez mais frente a frente com aquela porta. Desinteressada, deu meia volta e voltou-se em direcção à escadaria, preparando-se para mais uma correria. Mas não correu. Ficou imóvel, estática de costas para aquela porta. Teria sido o seu cérebro a pregar-lhe uma partida? Virou-se lentamente de frente para a porta e olhou-a à altura do seu peito.
Não podia ser. Aquela fechadura não estava ali, não podia estar. A criança tinha passado os dois últimos dias em busca dum orifício naquela porta e, de repente, uma fechadura. A criança espreitou, curiosa, a fechadura, mas sem nenhum resultado porque nada se via através dela a não ser um manto negro. Sentou-se de costas para a porta, ainda a pensar no que é que teria acontecido para aparecer ali uma fechadura dum dia para o outro. Passou o resto do dia sentada à frente daquela porta, a brincar com a sua boneca. No final do dia, regressou para sua casa.
No dia seguinte regressou àquela casa abandonada, já nem reparava na grandiosidade das restantes divisões, apenas se concentrava em chegar rapidamente àquela porta. Quando se aproximou dela nesse dia, ficou sem reacção. Sentiu um arrepio na espinha e avançou cautelosamente, pé ante pé, até chegar à porta. Ali, mesmo em cima da fechadura que tinha misteriosamente aparecido no dia anterior, estava um puxador. Um puxador! Da cor do ouro, a reluzir, sem um único vestígio de pó. A criança pegou no puxador como se estivesse a pegar no objecto mais valioso do mundo e tentou empurrar a porta. Nada aconteceu. Tentou puxá-lo, mas mais uma vez nada aconteceu. Ainda pasmada com tal sucessão de acontecimentos, sentou-se novamente contra a porta e adormeceu.
Acordou do seu sono como que desperta dum sono de mil anos e demorou a aperceber-se onde estava. Olhou pela janela do corredor e viu um sol brilhante. Impossível! Antes de adormecer já o sol se estava a pôr…Teria passado a noite a dormir naquela casa abandonada? Levantou-se tentando perceber o que é que tinha acontecido, quando olhou para a porta. Como se tivesse levado uma forte chapada no rosto, caiu para trás. Tentou levantar-se novamente, com as pernas a tremerem por todos os lados, olhando para a chave que agora atravessava a fechadura da porta. Aquela epifania deixou-a zonza, sentia-se a cambalear enquanto se aproximava mais uma vez da porta. Quando a alcançou, agarrou com cuidado a chave e rodou-a. Abriu-a lentamente, como que a medo de acordar alguém e deixou-a fechar-se atrás de si.
O que aquela criança viu naquele quarto é algo que não pode ser descrito. O mais próximo que consigo levar-vos a imaginar o que aquela criança viu é…imaginem-se num mundo onde tudo o que querem está lá, onde todos os vossos sonhos se materializam, onde tudo o que vocês viram de maravilhoso até hoje não é nada comparado àquele quarto.
A criança não podia acreditar nos seus olhos, era impossível existir aquele quarto, mas o facto é que ela estava mesmo lá e via mesmo aquilo que os seus olhos lhe mostravam. Passou dias naquele quarto, agarrada a todas as sensações que aquele quarto lhe despertava. Até que decidiu mostrar à sua mãe o seu achado. Correu para casa, pegou na mão da sua mãe e guiou-a à casa abandonada. Ajudou-a a pular a janela, subiu as escadas aos tropeções antecipando a reacção de estupefacção da mãe mal visse aquele quarto. Quando chegou à porta, a mãe suspirou e preparou-se para lhe ralhar. Afinal, aquela porta não tinha fechadura, não tinha puxador, não tinha nada! A sua filha apenas a fez perder tempo e não lhe agradava o facto de ela ter passado tanto tempo fora de casa, ainda por cima naquele sítio. No entanto, a criança passou-lhe à frente e aproximou a mão da porta. Colocou o seu indicador e polegar unidos na ponta, como quem segura uma chave. E rodou a mão.
Subitamente, a porta abriu-se.
A criança e a mãe entraram no quarto, a criança sorria, gargalhava, pulava, enquanto via a reacção incrédula da sua mãe.
- Mãe, podemos viver aqui para sempre?
A mãe olhou à sua volta e depois para a sua filha. Tentava perceber porque é que a sua filha sorria, porque berrava, porque pulava. Não fazia nenhum sentido, aquele quarto estava
"Numa palavra, vazio."


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Eu.
Nós.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Facto

Como é que se sabe que não estamos em condições de conduzir de volta para casa?
Quando, depois de uma noite de copos com os amigos, vamos a pegar no carro para o tirar do estacionamento, queremos travar mas os pés tropeçam um no outro e acabamos por travar com o pé esquerdo.
Isto para mim foi o suficiente. "Alguém me dá boleia?"

quinta-feira, 26 de março de 2009

Os cães é que sabem!

Frustrado, enraivecido, furioso, carrancudo, rancoroso, malogrado, irado. Assim vinha eu no meu regresso a casa, conduzindo o meu carro depois de um péssimo dia.
Quando, ao passar uma rotunda, os meus olhos param num cão deitado de costas para a relva a rebolar-se e a emitir gemidos de prazer. De repente parava, olhava para umas ervas altas e atirava-se para elas, continuando o seu processo de rebolamento nelas. Depois corria rapidamente para o seu ponto de partida inicial e continuava a coçar-se e a rebolar... Que nem uma criança despreocupada.
Vida de cão? Hoje se alguém tivesse o displante de usar essa expressão à minha frente era capaz de lhe mandar um soco na garganta.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Canção da multidão

Bem sei que faltei à minha palavra, e desde já o meu pedido de desculpas. De facto não possuo condições para prometer que postarei uma vez por dia uma canção mediática (a meu ver) da Disney, por isso vou pondo quando conseguir.
Hoje continuamos ainda na Bela e o Monstro, ou A Bela e a fera, como eu a via.
Em relação à música de hoje...não sou grande fã mas há uma parte que me faz rir que nem um desalmando por um episódio que para vocês não fará sentido mas que para mim faz todo. Parte essa: VAI MORRER! VAI MORRER! VAI MORRER!
Apenas três pessoas no máximo se poderiam lembrar da piada disto e nenhuma delas lê este blog, por isso deixem lá estar.
Aqui está a música:



[Homem I:]
Ele vivo é uma ameaça!

[Homem II:]
Poderá nos atacar!

[Mulher:]
Vai comer nossas crianças e isso é só pra começar!

[Homem III:]
O massacre desta aldeia nós iremos assistir

[Gaston:]
Quem for homem vai ter que lutar
Terá que me seguir!

Vamos lá, pelo mato
Pelas trevas e a neblina
Na jornada que será um pesadelo
E depois de passar
Pela ponte levadiça
Com certeza cada um de nós vai vê-lo!
É um monstro
De caninos afiados!
Tem bocarra
E tem garra de pantera
Vai urrar, espumar
Mas não vamos voltar
Sem lutar!
Sem matar essa fera!

[Bela:]
Não! Não devem fazer isso!

[Gaston:]
Se não está conosco, está contra nós!
Tragam o velhote!

[Maurice:]
Tire as mãos de cima de mim!

[Gaston:]
Não deixemos que avisem essa fera!

[Bela:]
Soltem-nos!

[Gaston:]
Vamos livrar a aldeia deste horror! Quem vem comigo?

[Multidão:]
Eu vou! Eu vou! Eu vou!

Tocha acesa
Com presteza

[Gaston:]
Quero em todos o maior furor

[Multidão:]
Contamos com Gaston pra comandar
A cavalo ou a pé
Vamos todos ao castelo
Onde a Fera poderá nos espreitar
Esta fera é um monstro gigante!
Esse monstro terá que morrer!
Com a arma na mão
Na maior decisão
Segue o nosso batalhão

[Gaston:]
Vamos entrar no castelo e eu vou buscar a cabeça da Fera!

[Bela:]
Tenho que avisar a Fera! Eu sou a culpada.
Oh, papai, o que é que vamos fazer?

[Maurice:]
Calma, calma, vamos achar uma saída!

[Multidão:]
Não gostamos daquilo
Que nunca entendemos
Esse monstro pode até nos devorar!
Tragam facas e lanças
Pra salvar suas crianças!
Liquidemos essa fera!
Vamos matar!

[Orloge:]
Eu sabia! Eu sabia que não deviam ter esperança.

[Lumiere:]
Talvez não saberiam se ela nunca tivesse aparecido aqui. Será possível?

[Madame Samovar:]
Será ela?

[Lumiere:]
Sacre Bleu! Invasores!

[Orloge:]
Intrusos!

[Madame Samovar:]
E eles têm o espelho!

[Orloge:]
Avise o amo! Se é luta que eles querem, estamos preparados!
Quem está comigo? Ahah!

[Gaston:]
Podem saquear o castelo à vontade! Mas lembrem-se, a Fera é minha!

[Objetos:]
Com coragem e fé
Lutaremos destemidos
Sem saber o que iremos enfrentar

[Multidão:]
Nós queremos ação
E cantando essa canção
Vamos cumprir nossa missão
Vamos matar!

[Madame Samovar:]
Com licença, meu amo.

[Fera:]
Deixe-me em paz!

[Madame Samovar:]
Mas senhor! O castelo está sendo atacado!

[Multidão:]
Vai morrer!
Vai morrer!

[Lumiere:]
Não funciona!

[Espanador de pó:]
Ah Lumiere, faça alguma coisa!

[Lumiere:]
Espere, já sei!

[Multidão:]
Vai morrer!
Vai morrer!

[Madame Samovar:]
O que devemos fazer, amo?

[Fera:]
Já não me importa mais. Deixe que eles venham.

[Multidão:]
Vai morrer!
Vai morrer!
Vai morrer!

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Posso não ser o maior fã desta música, mas uma coisa é verdade: tem uma força do caraças! E admito que em criança tinha um enorme respeito pelo Gaston nesta altura e até tremia a ouvir a música.

terça-feira, 24 de março de 2009

Sniper


Adoro ter razão.
Há qualquer coisa neste facto que me faz sentir verdadeiramente senhor da palavra e do mundo, mais maquiavélico do que o rato Brain, tutor do Pinky.
Adoro ficar calado sobre um determinado assunto durante dias, meses…como um sniper paciente que fica horas, dias a fio à espera do seu alvo para depois, com uma única bala, ferir mortalmente a sua presa. A presa fica estendida, morta, incapacitada, e o sniper atira a sua arma para trás das costas e vai-se embora.
Assim sou eu.
Depois de uma discussão, que geralmente anda à volta do mesmo assunto, amizades, sou tal e qual aquele sniper. Mas porquê sempre amizades? Porque para mim, para cima de qualquer namoro, está um amigo verdadeiro. E levo esta filosofia à letra, não digo apenas que sou assim. Eu sou assim. Perco tudo por um verdadeiro amigo porque no final sinto-me um verdadeiro vencedor. O que se passa é que cada dia que passa apercebo-me que esta mentalidade está anos luz à frente da sociedade que temos, das pessoas que conhecemos e dos amigos que julgamos ter. Mas isto sou eu a divagar.
Voltando ao meu amigo sniper, depois de uma discussão com um amigo…ou talvez não tão amigo assim…onde, inconscientemente ou não, a outra pessoa tenha espetado uma faca nos meus valores morais, deixo-me estar. Calo-me, deixo a outra pessoa pensar que tem razão pelo tempo suficiente, enquanto ela, com o seu ego elevadíssimo, começa a querer pisar o oponente que derrubou…ou pensa ter derrubado. Chega a altura em que começa a falar mal de mim aos meus amigos, a dizer que me conhece e que eu não valho nada, a (não me conhecendo assim tão bem) inventar uma lista dos meus podres.
E eu deixo-me estar. Paciente. Com a minha sniper, à espera que essa pessoa e o ponto certo da minha mira se cruzem. Até ao momento em que essa pessoa passa o risco que tracei para ela.
Hoje estamos juntos, de hoje não passa. Os minutos até levares com a minha palavra no teu peito estão a contar.
Ela (a pessoa) começa. Eu oiço, calado, com o meu sorriso cínico nos lábios a fingir que lhe dou razão. Mas ela não a tem. Diz que sabe mais de mim do que as outras pessoas porque viu-me fazer coisas que as outras pessoas não sabem que fiz. Engana-se porque as coisas que ela refere eu conto a quem acho que deve saber, não as escondo. E quando ela se cala, mais uma vez orgulhosa por pensar que levou a melhor, chegou a minha vez.
Primo o gatilho, uma bala, uma palavra, e o seu último suspiro.
Meto a minha arma para trás das costas e vou-me embora.
Para trás fica o teu cadáver.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Workshop de teatro 2007

Hoje deu-me a nostalgia.
E quando isto acontece, não me dá para escrever bem, apenas para desabafar.

Em 2007, mais precisamente em Agosto de 2007, participei pela 3ª vez no Workshop de teatro pela Câmara Municipal de Cascais.
Durante cerca de 15 dias preparámos e apresentámos a melhor peça, na minha opinião, que alguém com a nossa experiência poderia apresentar. Nesses 15 dias formámos um grupo, conhecemos pessoas que não conhecíamos de lado nenhum e demos por nós, ao fim logo do segundo dia, a brincarmos todos uns com os outros, como se nos conhecessemos à anos.
Isto é só a introdução.

Para mim, aquele Workshop foi uma das jornadas, se não mesmo a mais memorável da minha vida. Conheci pessoas que me marcaram e que influenciaram um pouco o meu estilo de vida desde então. Tudo isto porque todos demos tudo o que tinhamos para apresentar a peça que, mais uma vez na minha opinião, foi a mais bem conseguida de todas as realizadas naqueles workshops (ou, pelo menos, nos que participei).
E, a meu ver, o grande responsável por tudo isto, é o grande actor/encenador/animador/professor (entre outras coisas) Victor de Freitas, que conheci precisamente no Verão de 2005, durante o primeiro workshop em que participei. Desde então essa pessoa, que na altura via como um "superior", foi-se tornando num amigo, num confidente, num grande amigo. Fez-me tomar decisões que não me imaginava a tomar, influenciou-me e influencia a minha forma de pensar num estalar de dedos e tenho-o como modelo em muitas coisas, nomeadamente no parâmetro que pretendo seguir como pessoa. Acreditem que me alongaria muito mais a falar deste grande senhor das artes, que se recusa a ser "conhecido" mas que aprecia ser "reconhecido". Modesto. Simples. Admirável. Companheiro de copos e de extensas conversas, sempre acompanhado por Luís Lino, o meu primo em 25º grau que conheci também durante os workshops e que se tornou também ele num grande amigo. Luís Lino é uma pessoa completamente saída dum desenho animado. Ambos o são, na verdade. E admiro-os por isso, por serem tão descontraídos, tão "boa onda"...tão honestos.
Continuando...
Nesse workshop de 2007 apresentámos uma versão (obviamente com alguns cortes e adaptações) de Romeu e Julieta. Sinceramente? Pura magia.
Nessa peça protagonizei a personagem que mais gostei de encarnar até hoje, apesar da minha curta experiência na área, bem como a curta competência...mas encarnar Mercúcio à frente de perto de uma centena de pessoas foi, mais uma vez, um dos momentos...se nao o momento mais memorável (sei que me estou a repetir) da minha vida. Para mim foi magia indiscritível. Gozei a apresentação da personagem, a dança, os conselhos e a sua morte como se fosse eu a própria personagem. O resultado pode não ter sido perfeito, até pode nem ter sido bom, mas na minha consciência adorei o que fiz. Representar. O palco. O nervoso miudinho (não é assim tão miudinho, mas sim talvez um nervosismo gigantesco) que magicamente desaparece mal pisamos o palco.
Adorei a minha cena com o Daniel, se não me engano no nome. Para mim aquele rapaz será para sempre conhecido como o Tebaldo, pela forma tão esmagadoramente fantástica como encarnou a personagem. Como me apagava completamente em palco com uma simples fala, como a representação lhe fugia naturalmente pelos gestos. Ele matou-me em palco. Foi um privilégio.
As cenas, os diálogos, os cenários, as luzes, a MÚSICA...tudo foi impecavelmente tratado. Mais uma vez, Victor de Freitas e Luis Lino.
E hoje, a ouvir no meu computador uma das músicas seleccionadas para a peça, recordei nostalgicamente aquele workshop...
...Este texto é zero comparado com o que se passou. Sinto que não dei a entender nem 1% da magia que aquele workshop foi. Não tenho as fotos nem os vídeos, mas nada melhor do que as memórias que guardei daquelas duas semanas.

Todos os outros 3 workshops em que participei foram geniais, divertidos, inesquecíveis. Mas houve qualquer coisas naquele...um sentimento de felicidade que irá comigo para o caixão.

Aqui exponho a música da cena em que lutei e morri contra o Tebaldo. Um vídeo da representação francesa, também ela genial. Uma música que me faz desejar estar no palco neste preciso momento, na altura em que levo a derradeira facada.
O segundo vídeo é da música dos Mecano, música essa que é o Hino daquele workshop de 2007. Hirro de la Luna. Com uma letra brutal.





Tonto el que no entienda
Cuenta una leyenda
Que una hembra gitana
Conjuro a la Luna hasta el amanecer
Llorando pedía
Al llegar el día
Desposar un calé

Tendras a tu hombre piel morena
Desde el cielo habló la Luna llena
Pero a cambio quiero
El hijo primero
Que le engendres a él
Que quién su hijo inmola
Para no estar sola
Poco le iba a querer

{estribillo:}
Luna quieres ser madre
Y no encuentras querer
Que te haga mujer
Dime Luna de plata
Que pretendes hacer
Con un niño de piel
Hijo de la Luna

De padre canela nació un niño
Blanco como el lomo de un armiño
Con los ojos grises
En vez de aceituna
Niño albino de Luna
Maldita su estampa
Este hijo es de un payo
Y yo no me lo callo

{estribillo}

Gitano al creerse deshonrado
Se fue a su mujer cuchillo en mano:
¿De quién es el hijo?
Me has engañado fijo
Y de muerte la hirió
Luego se hizo al monte
Con el niño en brazos
Y allí le abandono

(estribillo)

Y en las noches que haya Luna llena
Será porque el niño esté de buenas
Y si el niño llora
Menguará la Luna
Para hacerle una cuna
Y si el niño llora
Menguará la luna
Para hacerle una cuna




TRADUÇÃO (reparem bem no poder da história)

Tolo é aquele que não entende
Uma lenda conta de uma cigana
Que pediu à lua até o amanhecer.
Chorando, ela implorou
Que ao chegar o dia
Casasse com um cigano.

"Você terá o seu homem,
de pele morena"
Disse a lua cheia no céu
"Mas em troca eu quero
o primeiro filho
Que você tiver com ele.
Porque aquela que sacrifica o seu filho
Para que não fique sozinha
Não parece amá-lo muito"

Lua, você quer ser mãe,
Mas não encontra um amor
Que lhe faça mulher.
Diga-me, lua de prata,
O que pretende fazer
Com uma criança de pele.
A-ha-ha, a-ha-ha,
Filho da lua.

De um pai com a pele da cor de canela
Um filho nasceu
Branco como o arminho
Com olhos cinzas em vez de verdes
Filho albino da lua.
"Maldita a sua aparência
Esse não é um filho de um cigano
E isso eu não vou tolerar"

Lua, você quer ser mãe,
Mas não encontra um amor
Que lhe faça mulher.
Diga-me, lua de prata,
O que pretende fazer
Com uma criança de pele.
A-ha-ha, a-ha-ha,
Filho da lua.

Pensando ter sido desonrado
O cigano foi até sua mulher
Uma faca na mão
"De que é este filho?
Você me enganou!"
E ele a feriu mortalmente
E então ele foi até o bosque
Com a criança nos braços
E a abandonou.

Lua, você quer ser mãe,
Mas não encontra um amor
Que lhe faça mulher.
Diga-me, lua de prata,
O que pretende fazer
Com uma criança de pele.
A-ha-ha, a-ha-ha,
Filho da lua.

E nas noites em que
a lua está cheia
É porque a criança
está de bom humor
E quando a criança chora
A lua se faz minguante
Para fazer-lhe um berço
E quando a criança chora
A lua se faz minguante
Para fazer-lhe um berço



Não pretendo com este texto desvalorizar os participantes dos restantes workshops, esta é uma opinião pessoal. Esta é uma homenagem ao grupo de 2007.

terça-feira, 17 de março de 2009

Bela

Passando da Pocahontas para A Bela e o monstro. Aqui um Clássico com uma das minhas personagens favoritas da Disney, ou pelo menos uma das mais cómicas: Gaston.
Devo dizer que as nossas versões favoritas são sempre aquelas que nos habituamos a ouvir, neste caso, a versão brasileira. Delicioso.



Bela: Tudo é igual
Nessa minha aldeia
Sempre está nessa mesma paz
De manhã todos se levantam
Prontos pra dizer...

Vila: Bonjour, bonjour, bonjour, bonjour, bonjour!

Bela: Vem o padeiro com seu tabuleiro
Com pães e bolos pra ofertar
Tudo aqui é sempre assim
desde o dia em que eu vim
Nessa aldeia do interior

Padeiro: Bom Dia Bela!
Bela: Bom Dia Monsieur
Padeiro: Aonde você vai?
Bela: A livraria, acabei de ler uma belissima história.
é sobre um pé de feijão, um ogro e...
Padeiro: Que beleza! Maria, as baguetes, depressa!

Vila: Temos aqui uma garota estranha
Tão distraída lá vai ela
Não se dá com o pessoal
Pensa que é especial
Chega a ser muito engraçada a nossa Bela

Homem 1: Bonjour!
Mulher 1: Bom dia.
Homem 1:Como vão todos?
Mulher 2: Bonjour!
Homem 2: Bom dia.
Sua esposa "..."
Mulher 3: Eu quero seis ovos
Homem 3:São muito caros

Bela: Eu quero mais que a vida do interior

Livreiro: Ah! Bela!
Bela: Bom dia! Vim devolver o livro que levei.
Livreiro: Já terminou?
Bela: Ah, não parei de ler. Tem alguma novidade?
Livreiro: He. Não, desde ontem.
Bela: Ah está bem. Eu vou levar...Este aqui.
Livreiro: Este aqui? Mas já leu duas vezes.
Bela: É o meu predileto. Lugares distantes, duelos de espadas,
feitiços, principes disfarçados.
Livreiro: Já que gosta dele demais: é seu.
Bela: Mas senhor!
Livreiro: Eu insisto
Bela: Ah Obrigada! Eu agradeço muito.

Vila: Essa garota é muito esquisita
O que será que há com ela?
Sonhadora criatura
Tem mania de leitura
É um enigma para nós a nossa Bela

Bela: Ah, mas que lindo quadro
Quando eles se encontram no jardim
É o príncipe encantado
E ela só descobre quem ele é quase no fim

Mulher 1: O nome dela quer dizer beleza
não há melhor nome pra ela

Homem 1: Mas por trás dessa fachada
Ela é muito fechada
Ela é metida a inteligente

Vila: Não se parece com a gente
Se há uma moça diferente é Bela

Lefou: Puxa! Você não perde um tiro Gastão.
Você é o maior caçador do mundo!
Gastão: eu sei.
Lefou: Nem uma fera tem a menor chance com você.
E nem uma garota também.
Gastão: tem razão,Lefou. E eu só consigo olhar para aquela ali.
Lefou: A-a filha do invertor?
Gastão: É ela sim. E é com ela que eu quero me amarrar.
Lefou: É, mas ela..
Gastão: É a mais bonita da cidade.
Lefou:É eu sei, mas...
Gastão: Ela é a melhor! E eu não mereço a melhor?
Lefou: Ora é claro, você merece..

Gastão: Desde de o momento em que eu a vi eu disse
Não há ninguém igual a ela
Eu vi logo que ela tinha
A beleza igual a minha
E é por isso que eu quero casar com ela

Garotas: Lá vai, Gaston! Vive sonhando
monsieur Gaston, é bonitão
Quando ela passa eu fico arfando
É forte, é tudo
É um solteirão

Homem 1:bonjour
Gastão: pardon!
Homem 2: Bom dia!
Homem 3: mais oui!
mulher: Mas isso é bacon?
mulher 1 : que belas uvas!
Homem 4: mais queijo...
Mulher 2: Dez metros!
Homem 4: um kilo!
Gaston: pardon!
vendedor de queijo: eu pego a faca.
Gaston: quero passar!!
mulher 1: o pão...
Homem 5: o peixe...
Mulher 1: está feio.
Homem 5: já fede!
Padeiro: estão enganados!

Bela: A vida aqui nunca vai mudar
Gatão: Eu quero levar Bela para o altar

Vila: Nós nunca vimos moça tão estranha
É especial essa donzela
Nem parece que é daqui
Pois não se adapta aqui
Todo mundo acha que é filha de matusquela
mas todo mundo diz que é Bela
Bonjour, bonjour, bonjour, bonjour, bonjour, bonjour!

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Já agora...sei que não vos interessa muito, mas gostava só de acrescentar que a Bela é a princesa da Disney mais sexy que existe. Sinto uma enorme paixão por ela está bem? Respeitam-me? Obrigado.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Cavem

Bem sei que faltei à minha palavra, no entanto, devo defender-me dizendo que não pude publicar nenhuma postagem devido a um erro na Vodafone que me impossibilitou de aceder à internet.
Mas aqui está outro clássico ainda da Pocahontas para vos deliciar.
Deixem-me só fazer um aviso: A voz do Ratcliffe está alterada neste único vídeo da música que encontrei no youtube...perdoem-me.



O ouro de cortês, as jóias de pizarro
serão bugigangas e feitas de barro
vai as ofuscar
em linha rectlinia já
cavem virgínia já

Cavem mil montanhas e cavem até ao fim
Pegam na pá, já já
Cavem, escavem e tirem as jóias mais dignas de um bom museu
É ouro... e é meu, meu, meu

(ei ouro, ouro)
Óh que beleza
(ei ouro, ouro)
vou ficar rico!
(ei ouro, ouro)
Não me acredito
E vou chegar até ao céu!

Meus grandes Rivais não quero ser chato,
mas vão desmaiar com o meu operato
E as damas da corte
vai dar-lhes um enfarte
E o rei vai armar-me em Dom...
Não! El Rei é meu, meu,
meu para eu levar, cavem
Cavem com a pá, as pepitas por mim

Glória terei com o louvor do Rei
Atingirei o apogeu
Quando eu tiver ouro a mais

(John Smith)
Em toda a vida sonhei com uma terra como esta
Terra tão virgem e que está à espera de mim
Tantos perigos à espreita na imensa floresta
Terra p'ra eu domar, que possa explorar
e conquistar até ao fim

Governador Ratcliffe
(...)
Neste lugar que bem queria cavar
mas tenho um desvio na espinha

(John)
País sem igual

Ratliffe
Riqueza total

(John)
Beleza ideal

(Ratcliffe)
Não vou ter rival

quinta-feira, 12 de março de 2009

Bárbaros!

Continuação da sequência de músicas memoráveis da Disney. Continuando com Pocahontas, aqui está mais uma...ou melhor, duas... de que não me esqueço:

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quantas cores o vento tem

Como prometido, aqui está a maravilhosa saga das músicas mais marcantes da Disney. Continuando com a Pocahontas, aqui está este clássico:

Pocahontas: Susana félix.

Tu achas que sou uma selvagem
E conheces o mundo
Mas eu não posso crer
Não posso acreditar
Que selvagem possa ser
Se tu é que não vês em teu redor
Teu redor

Tu pensas que esta terra te pertence
Que o mundo é um ser morto,
Mas vais ver
Que cada pedra, planta ou criatura
Está viva e tem alma é um ser

Tu dás valor apenas às pessoas
Que acham como tu sem se opor
Mas segue as pegadas de um estranho
E terás mil surpresas de esplendor

Já ouviste um lobo uivando no luar azul
Ou porque ri um Lince com desdém
Sabes vir cantar com as cores da montanha
E pintar com quantas cores o vento tem
E pintar com quantas cores o vento tem

Vem descobrir os trilhos da floresta
Provar a doce amora e o seu sabor
Rolar no meio de tanta riqueza
E não querer indagar o seu valor

Sou a irmã do rio e do vento
A garça a lontra são iguais a mim
Vivemos tão ligados uns aos outros
Neste arco, neste círculo sem fim

Que altura a árvore tem
Se a derrubares não sabe ninguém

Nunca ouvirás o lobo Sob a lua azul
O que é que importa
A cor da pele de alguém
Temos que cantar com as vozes da montanha
E pintar com quantas cores o vento tem

Mas tu só vais conseguir
Esta terra possuir
Se a pintares com
Quantas cores o vento tem




A mesagem da música tem algo de extremamente actual. E que se lixem aqueles que acusam a Disney de mensagens subliminares sexuais. A essência está lá! Se seguissemos as mensagens destes filmes ao menos éramos uns tarados sexuais num mundo bem melhor.

terça-feira, 10 de março de 2009

Virginia Companhia

Um vez por dia, enquanto for possível, porei aqui neste blog uma música da Disney que, na minha modesta opinião, seja marcante ou simplesmente brutal. Começo com um filme que não é de longe dos meus favoritos...mas esta música tem algo de muito bom.




Infelizmente não encontro legendas em português de Portugal em nenhum lado...mas fica aqui esta música brutal...Com a voz de Carlos Freixo (Simba) em Thomas e Miguel Ângelo (Woody) na voz do Capitão John Smith. Mas o que realmente importa é o côro magnífico.

Horário nobre

Como sportinguista peço:
Nunca mais passem um jogo do Sporting na liga dos campeões em horário nobre. É uma vergonha...
Estes segundo jogo com o Bayern está-me a fazer lembrar os meus jogos nos infantis do Tires contra o próprio Sporting em que perdiamos aos 6 e 7 a zero. Agora está a ser o Sporting a ser humilhado, com uma diferença quanto à minha equipa do Tires: Jogávamos com vontade...e orgulho.

Acreditem que para falar de futebol num blog meu é preciso estar-se a passar algo de muito errado.
E enquanto escrevo este texto levamos o terceiro. Magnífico.
Só de pensar nas crianças que estão a assistir a este jogo neste momento...mais valia estarem a passar filmes pornográficos...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Kiwi

Digam o que disserem, para mim é inspirador.

sábado, 7 de março de 2009

No topo: Humble


Aconteceu no mais mero dos acasos.
- Hugo, queres vir sair hoje?
- Claro, para onde?
- Vamos à Restart, o André vai pôr luz lá num concerto duns gajos quaiquer.
- Tudo bem, vamos.

Auditório da Restart cheio (também não é assim tão grande)...eu, o Nuno gordo e o Ricardo metemo-nos lá para o meio daquele mar de gente à espera que aqueles três marmelos começassem a cantar sabiamos lá nos bem o quê...mas estávamos à espera.
A primeira música foi suficiente para dar comigo a bater o pé, a sentir as ancas a abanarem de um lado para o outro e os meus braços no ar.
Genial.
Uma sonoridade tão positiva que até era capaz de arrancar um sorriso daquela cara trombuda do Paulo Portas. Uma sonoridade que, confesso, por ser um leigo neste tipo de música, não sei bem definir, mas no site dos senhores vem um nome bastante interessante...qualquer coisa como "Ska". Baril pá! Vamos nessa!
A procura pelo Cd, Get up, tem sido incansável, mas infelizmente os locais de habitual compra de conteúdo musical optam por música comercial, comercial e comercial, em vez de olhar para este tipo de estrelas em ascenção.
Não é o meu tipo de música, não o é.
Mas é tão brutal...tão fixe, tão "boa onda" que me faz querer tudo e ficar feliz por não ter nada.
Humble.
Excelente.
Recomendo. Fortemente. E como não consigo ter nenhuma música nem o cd, fica aqui o myspace desta grande banda. Vejam e, sobretudo, oiçam.
Dois desafios: Quem conseguir ir ao myspace da banda e não ter uma fortíssima vontade de dançar ou de, pelo menos, abanar a cabeça, dou-lhe metade do meu ordenado.
A outra metade vai para quem me conseguir arranjar o Cd ou dizer-me em que loja consigo comprá-lo.

http://www.myspace.com/humblept
Para aceder a este espantoso myspace, por favor clique na palavra "aqui" que estiver em branco, que há-de ser esta aqui.

Muito bom

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ocupado.


As pessoas não andam bem...


As pessoas andam egoítas. Andam a olhar apenas para o seu umbigo, sem se importarem com o que se passa à sua volta, sem se preocuparem com os problemas dos outros, não querendo saber de nada que se meta entre elas e o seu sensual umbigo. As pessoas, se pudessem, fechavam-se no seu mundo com apenas o que quisessem, e tudo o resto era paisagem. As pessoas estão arrogantemente concentradas apenas em si próprias e fingem ter problemas só para não passarem por pessoas "normais" e mostrarem que têm mais com que se preocupar. As pessoas fingem serem ocupadas só para não revelarem o seu mundo insignificante.
Isto é fácil de ver. Básico.
Estou neste momento no MSN Messenger, e, em 28 pessoas on-line, 20 estão com o estado "ocupado" ou "volto logo" ou "ausente". Todas elas, e ainda mais algumas, nunca foram vistas por mim em qualquer outro estado. Essas pessoas têm por hábito, mal chegam ao MSN, meterem em estado "ocupado" ou outro qualquer que não o simples "on-line".
Estão ocupadas.
Ocupadas no seu mundo de treta, fingindo-se úteis. Ocupadas com nada. "Ocupado" é a maneira de elas dizerem "não quero que me chateiem com os vossos problemas, não quero saber, neste momento nada é mais importante do que eu". E aposto o que quiserem que dessas 20 pessoas "ocupadas" menos de 5 estão verdadeiramente ocupadas, as outras 15 são mentiras disfarçadas por um "ocupado".
Às pessoas verdadeiramente ocupadas, um grande bem-haja.
Às pessoas que se fingem ocupadas...cresçam.


Recomendação musical:
As doce - Bem bom

Se estas meninas tivessem nascido nos Estados Unidos podem crer que teriam atingido o êxito dos Abba e com certeza existiria hoje um musical chamado Bem Bom.
(Atenção: Não sou, nem de perto, fã das doce. Apenas um reconhecimento de sucesso.)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O "melhor" filme de animação

O Wall-E venceu o óscar de melhor filme de animação.

Eu não gostei do Wall-E.
Eu detestei o Wall-E.
Na minha opinião é o pior filme de animção que eu me lembre que já vi.
O Wall-E não faz rir, o que o retira imediatamente de uma categoria que inclua a palavra "animação".
O Wall-E é escasso em diálogos, o que poderia compensar em acções divertidas...o que não acontece.
O Wall-E pode ter custado milhões e milhões, pode ter uns efeitos sonoros muito divertidos que relembram o star wars, mas é, literalmente, um filme secante, aborrecido.
O Wall-E é uma treta e seria o último filme que eu jamais nomearia sequer para um óscar, mas tudo bem. É a vida.
O Wall-E é um robot que nem pinta tem.

E digo mais: Se não fosse o pão de alho da pizza hut comido em pleno cinema a assitir ao Wall-E (o que fez que o filme não fosse tão nojento, mas apenas péssimo), juro que hoje mesmo enviaria uma carta para a direcção dos óscares a mandá-los todos irem dar uma volta ao bilhar grande!

Pensei em pôr uma imagem do Wall-E para ilustrar esta postagem mas nem isso vou fazer para não publicitar mais esse filme...péssimo...que manchou completamente o nome da Disney.

E agora, as verdadeiras nomeações para o melhor filme de animação:
(avisa-se que apenas assisti às versões dobradas dos seguintes filmes, com excepção do primeiro, mas ainda assim mantenho as minhas nomeações e vencedor.)

Kunf-FU Panda
Madagáscar 2
Bolt

Surpreendente, contra as minhas crenças há três meses atrás, o Bolt venceria sem margens para dúvidas.


Um grande "Vão para o catano!" para os senhores dos óscares que elegeram aquele reles vencedor.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

The nightmare before christmas


Finalmente! Após 16 anos, finalmente abri a caixa de Pandora. Pode não ser o melhor filme de sempre, mas há ali um qualquer toque de magia protagonizado pelo sir Tim Burton que o faz, talvez, ser o filme mais memorável de sempre.
Uma história que pode parecer simples, mas de uma essência complexa, madura. Personagens impensáveis, em que o próprio Jack é, sem dúvida, uma das personagens mais "fixes" (desculpem o adjectivo, mas é o mais adequado) que já alguém criou. Músicas simplesmente geniais que ficam na cabeça. Perfect. Adorei.



THIS IS HALLOWEEN

NARRATOR: 'Twas a long time ago, longer now than it seems, in a place that perhaps you've seen in your dreams. For the story that you are about to be told, took place in the holiday worlds of old. Now, you've probably wondered where holidays come from. If you haven't, I'd say it's time you begun.

SHADOW: Boys and girls of every age
Wouldn't you like to see something strange?
SIAMESE SHADOW: Come with us and you will see
This, our town of Halloween
PUMPKIN PATCH CHORUS: This is Halloween, this is Halloween
Pumpkins scream in the dead of night
GHOSTS: This is Halloween, everybody make a scene
Trick or treat till the neighbors gonna die of fright
It's our town, everybody scream
In this town of Halloween
CREATURE UNDER BED: I am the one hiding under your bed
Teeth ground sharp and eyes glowing red
MAN UNDER THE STAIRS: I am the one hiding under your stairs
Fingers like snakes and spiders in my hair
CORPSE CHORUS: This is Halloween, this is Halloween
Halloween! Halloween! Halloween! Halloween!
VAMPIRES: In this town we call home
Everyone hail to the pumpkin song
MAYOR: In this town, don't we love it now?
Everybody's waiting for the next surprise
CORPSE CHORUS: Round that corner, man hiding in the trash can
Something's waiting now to pounce, and how you'll scream
HARLEQUIN DEMON, WEREWOLF, AND MELTING MAN: Scream! This is Halloween
Red 'n' black, slimy green
WEREWOLF: Aren't you scared?
WITCHES: Well, that's just fine
Say it once, say it twice
Take the chance and roll the dice
Ride with the moon in the dead of night
HANGING TREE: Everybody scream, everybody scream
HANGED MEN: In our town of Halloween
CLOWN: I am the clown with the tear-away face
Here in a flash and gone without a trace
SECOND GHOUL: I am the "who" when you call, "Who's there?"
I am the wind blowing through your hair
OOGIE BOOGIE SHADOW: I am the shadow on the moon at night
Filling your dreams to the brim with fright
CORPSE CHORUS: This is Halloween, this is Halloween
Halloween! Halloween! Halloween! Halloween!
CHILD CORPSE TRIO: Tender lumplings everywhere
Life's no fun without a good scare
PARENT CORPSES: That's our job, but we're not mean
In our town of Halloween
CORPSE CHORUS: In this town
MAYOR: Don't we love it now?
MAYOR WITH CORPSE CHORUS: Everyone's waiting for the next surprise
CORPSE CHORUS: Skeleton Jack might catch you in the back
And scream like a banshee
Make you jump out of your skin
This is Halloween, everybody scream
Won't ya please make way for a very special guy
Our man Jack is king of the pumpkin patch
Everyone hail to the Pumpkin King now
EVERYONE: This is Halloween, this is Halloween
Halloween! Halloween! Halloween! Halloween!
CORPSE CHILD TRIO: In this town we call home
Everyone hail to the pumpkin song
EVERYONE: La la-la la, Halloween! Halloween!




JACK'S LAMENT

There are few who'd deny, at what I do I am the best
For my talents are renowned far and wide
When it comes to surprises in the moonlit night
I excel without ever even trying
With the slightest little effort of my ghostlike charms
I have seen grown men give out a shriek
With the wave of my hand, and a well-placed moan
I have swept the very bravest off their feet

Yet year after year, it's the same routine
And I grow so weary of the sound of screams
And I, Jack, the Pumpkin King
Have grown so tired of the same old thing

Oh, somewhere deep inside of these bones
An emptiness began to grow
There's something out there, far from my home
A longing that I've never known

I'm a master of fright, and a demon of light
And I'll scare you right out of your pants
To a guy in Kentucky, I'm Mister Unlucky
And I'm known throughout England and France

And since I am dead, I can take off my head
To recite Shakespearean quotations
No animal nor man can scream like I can
With the fury of my recitations

But who here would ever understand
That the Pumpkin King with the skeleton grin
Would tire of his crown, if they only understood
He'd give it all up if he only could

Oh, there's an empty place in my bones
That calls out for something unknown
The fame and praise come year after year
Does nothing for these empty tears




WHAT'S THIS?

What's this? What's this?
There's color everywhere
What's this?
There's white things in the air
What's this?
I can't believe my eyes
I must be dreaming
Wake up, jack, this isn't fair
What's this?

What's this? What's this?
There's something very wrong
What's this?
There are people singing songs

What's this?
The streets are lined with
Little creatures laughing
Everybody seems so happy
Have I possibly gone daffy?
What is this?
What's this?

There are children throwing snowballs here
instead of throwing heads
They're busy building toys
And absolutely no one's dead

There's frost on every window
Oh, I can't believe my eyes
And in my bones I feel the warmth
That's coming from inside

Oh, look
What's this?
They're hanging mistletoe, they kiss
Why that looks so unique, inspired
They're gathering around to hear a story
Roasting chestnuts on a fire
What's this?
What's this?

In here they've got a little tree, how queer
And who would ever think
And why?

They're covering it with tiny little things
They've got electric lights on strings
And there's a smile on everyone
So, now, correct me if I'm wrong
This looks like fun
This looks like fun
Oh, could it be I got my wish?
What's this?

Oh my, what now?
The children are asleep
But look, there's nothing underneath
No ghouls, no witches here to scream and scare them
Or ensnare them, only little cozy things
Secure inside their dreamland
What's this?

The monsters are all missing
And the nightmares can't be found
And in their place there seems to be
Good feeling all around

Instead of screams, I swear
I can hear music in the air
The smell of cakes and pies
Is absolutely everywhere

The sights, the sounds
They're everywhere and all around
I've never felt so good before
This empty place inside of me is filling up
I simply cannot get enough

I want it, oh, I want it
Oh, I want it for my own
I've got to know
I've got to know
What is this place that I have found?
What is this?
Christmas Town, hmm...




TOWN MEETING

[JACK]
There were object so peculiar
They were not to be believed
All around, things to tantalize my brain

It's a world unlike anything I've ever seen
And as hard as I try
I can't seem to describe
Like a most improbable dream

But you must believe when I tell you this
It's as real as my skull and it does exist
Here, let me show you

This is a thing called a present
The whole thing starts with a box

[DEVIL]
A box?
Is it steel?

[WEREWOLF]
Are there locks?

[HARLEQUIN DEMON]
Is it filled with a pox?

[DEVIL, WEREWOLF, HARLEQUIN DEMON]
A pox
How delightful, a pox

[JACK]
If you pleae
Just a box with bright-colored paper
And the whole thing's topped with a bow

[WITCHES]
A bow?
But why?
How ugly
What's in it?
What's in it?

[JACK]
That's the point of the thing, not to know

[CLOWN]
It's a bat

[CREATURE UNDER THE STAIRS]
Will it bend?

[CLOWN]
It's a rat

[CREATURE UNDER THE STAIRS]
Will it break?

[UNDERSEA GAL]
Perhaps it's the head that I found in the lake

[JACK]
Listen now, you don't understand
That's not the point of Christmas land

Now, pay attention
Now we pick up an over-sized sock
And hang it like this on the wall

[MR. HYDE]
Oh, yes! Does it still have a foot?

[MEDIUM MR. HYDE]
Let me see, let me look

[SMALL MR. HYDE]
Is it rotted and covered with gook?

[JACK]
Hmm, let me explain
There's no foot inside, but there's candy
or sometimes it's filled with small toys

[MUMMY AND WINGED DEMON]
Small toys

[WINGED DEMON]
Do they bite?

[MUMMY]
Do they snap?

[WINGED DEMON]
Or explode in a sack?

[CORPSE KID]
Or perhaps they just spring out
And scare girls and boys

[MAYOR]
What a splendid idea
This Christmas sounds fun
Why, I fully endorse it
Let's try it at once

[JACK]
Everyone, please now, not so fast
There's sometihng here that you don't quite grasp
Well, I may as well give them what they want

And the best, I must confess, I have saved for the last
For the ruler of this Christmas land
Is a fearsome King with a deep mighty voice
Least that's what I've come to understand

And I've also heard it told
That's he's something to behold
Like a lobster, huge and red
And sets out to slay with his rain gear on
Carting bulging sacks with his big great arms
That is, so I've heard it said

And on a darkm cold night
Under full moonlight
He flies into a fog
Like a vulture in the sky
And they call him Sandy Claws

Well, at least they're excited
Though they don't understand
That special lind of feeling in Christmas land
Oh, well...




JACK'S OBSESSION

[VAMPIRES]
Something's up with Jack
Something's up with Jack
Don't know if we're ever going to get him back

[WEREWOLF]
He's all alone up there
Locked away inside

[CORPSE MOTHER]
Never says a word

[CORPSE KID]
Hope he hasn't died

[ALL]
Something's up with Jack
Something's up with Jack

[JACK]
Christmas time is buzzing im my skull
Will it let me be? I cannot tell
There are som many things I cannot grasp
When I think I've got, and then at last
Through my bony fingers it does slip
Like a snowflake in a fiery grip

Something's here I'm not quite getting
Though I try, I keep forgetting
Like a memory long since past
Here in an instantm gone in a flash
What does it mean?
What does it mean?

In these little bric-a-brac
A secret's waiting to be cracked
These dolls and toys confuse me so
Confound it all, I love it though

Simple objects, nothing more
Bout something's hidden through a door
Though I do not have the key
Something's there I cannot see
What does it mean?
What does it mean?
What does it mean?
Hmm...

I've read there Christmas books so many times
I k now the stories and I know the rhymes
I know the Christmas carols all by heart
My skull's so full, it's tearing me apart
As often as I've read them, something's wrong
So hard to put my bony finger on

Or perhaps it's not as deep
As I've been led to think
Am I trying much too hard?
Of course! I've been too close to see
The answer's right in front of me
Right in front of me

It's simple really, very clear
Like music drifting in the air
Invisible, but everywhere
Just because I cannot see it
Doesn't mean I can't believe it

You know, I think this Christmas thing
Is not as tricky as it seems
And why should they have all the fun?
It should belong to anyone

Not anyone, in fact, but me
Whu, I could make a Christmas tree
And there's no reason I can find
I couldn't handle Christmas time

I bet I could improve it too
And that's exactly what I'll do
Hee, hee, hee
Eureka! I've got it




KIDNAP THE SANDY CLAWS

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Kidnap Mr. Sandy Claws

LOCK
I wanna do it

BARREL
Let's draw straws

SHOCK
Jack said we should work together
Three of a kind

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Birds of a feather
Now and forever
Wheeee
La, la, la, la, la

Kidnap the Sandy Claws, lock him up real tight
Throw away the key and then
Turn off all the lights

SHOCK
First, we're going to set some bait
Inside a nasty trap and wait
When he comes a-sniffing we will
Snap the trap and close the gate

LOCK
Wait! I've got a better plan
To catch this big red lobster man
Let's pop him in a boiling pot
And when he's done we'll butter him up

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Kidnap the Sandy Claws
Throw him in a box
Bury him for ninety years
Then see if he talks

SHOCK
Then Mr. Oogie Boogie Man
Can take the whole thing over then
He'll be so pleased, I do declare
That he will cook him rare

LOCK,SHOCK, AND BARREL
Wheeee

LOCK
I say that we take a cannon
Aim it at his door
And then knock three times
And when he answers
Sandy Claws will be no more

SHOCK
You're so stupid, think now
lf we blow him up to smithereens
We may lose some pieces
And then Jack will beat us black and green

LOCK,SHOCK, AND BARREL
Kidnap the Sandy Claws
Tie him in a bag
Throw him in the ocean
Then, see if he is sad

LOCK AND SHOCK
Because Mr. Oogie Boogie is the meanest guy around
If I were on his Boogie list, I'd get out of town

BARREL
He'll be so pleased by our success
That he'll reward us too, I bet

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Perhaps he'll make his special brew
Of snake and spider stew
Ummm!

We're his little henchmen and
We take our job with pride
We do our best to please him
And stay on his good side

SHOCK
I wish my cohorts weren't so dumb

BARREL
I'm not the dumb one

LOCK
You're no fun

SHOCK
Shut up

LOCK
Make me

SHOCK
I've got something, listen now
This one is real good, you'll see
We'll send a present to his door
Upon there'll be a note to read
Now, in the box we'll wait and hide
Until his curiosity entices him to look inside

BARREL
And then we'll have him
One, two, three

LOCK, SHOCK, AND BARREL
Kidnap the Sandy Claws, beat him with a stick
Lock him up for ninety years, see what makes him tick

Kidnap the Sandy Claws, chop him into bits
Mr. Oogie Boogie is sure to get his kicks
Kidnap the Sandy Claws, see what we will see
Lock him in a cage and then, throw away the key




MAKING CHRISTMAS

CLOWN
This time, this time

GROUP
Making Christmas

CLOWN
Making Christmas

MAYOR
Making Christmas, making Christmas
Is so fine

GROUP
It's ours this time
And won't the children be surprised
It's ours this time

CHILD CORPSE
Making Christmas

MUMMY
Making Christmas

MUMMY AND CORPSE CHILD
Making Christmas

WITCHES
Time to give them something fun

WITCHES AND CREATURE LADY
They'll talk about for years to come

GROUP
Let's have a cheer from everyone
It's time to party

DUCK TOY
Making Christmas, making Christmas

VAMPIRES
Snakes and mice get wrapped up so nice
With spider legs and pretty bows

VAMPIRES AND WINGED DEMON
It's ours this time

CORPSE FATHER
All together, that and this

CORPSE FATHER, WOLF MAN
With all our tricks we're

CORPSE FATHER, WOLF MAN, DEVIL
Making Christmastime

WOLF MAN
Here comes Jack

JACK
I don't believe what's happening to me
My hopes, my dreams, my fantasies
Hee, hee, hee, hee

HARLEQUIN
Won't they be impressed, I am a genius
See how I transformed this old rat
Into a most delightful hat

JACK
Hmm, my compliments from me to you
On this your most intriguing hat
Consider though this substitute
A bat in place of this old rat
Huh! No, no, no, now that's all wrong
This thing will never make a present
It's been dead now for much too long
Try something fresher, something pleasant
Try again, don't give up

THREE MR. HYDES
All together, that and this
With all our tricks we're making Christmastime

(Instrumental)

GROUP
This time, this time
Making Christmas, making Christmas
La, la, la
It's almost here

GROUP AND WOLF MAN
And we can't wait

GROUP AND HARLEOUIN
So ring the bells and celebrate

GROUP
'Cause when the full moon starts to climb
We'll all sing out

JACK
It's Christmastime
Hee, hee, hee




OOGIE BOOGIE'S SONG

OOGIE BOOGIE
Well, well, well, what have we here?
Sandy Claws, huh?
Oh, I'm really scared
So you're the one everybody's talkin' about, ha, ha

You're jokin', you're jokin'
I can't believe my eyes
You're jokin' me, you gotta be
This can't be the right guy
He's ancient, he's ugly
I don't know which is worse
I might just split a seam now
If I don't die laughing first

When Mr. Oogie Boogie says
There's trouble close at hand
You'd better pay attention now
'Cause I'm the Boogie Man
And if you aren't shakin'
Then there's something very wrong
'Cause this may be the last time now
That you hear the boogie song, ohhh

THREE BATS
Ohhh

OOGIE BOOGIE
Ohhh

SEVEN LIZARDS
Ohhh

OOGIE BOOGIE
Ohhh

SEVEN LIZARDS
Ohhh, he's the Oogie Boogie Man

OOGIE BOOGIE
Well if I'm feelin' antsy
And there's nothin' much to do
I might just cook a special batch
Of snake and spider stew
And don't ya know the one thing
That would make it work so nice?
A roly-poly Sandy Claws to add a little spice

THREE SKELETONS
Ohhh

OOGIE BOOGIE
Oh, yeah

THREE BATS
Ohhh

OOGIE BOOGIE
Ohhh

THREE BATS
Ohhh

OOGIE BOOGIE AND THREE SKELETONS
Oh, yeah, I'm (he's) the Oogie Boogie Man

SANTA
Release me now
Or you must face the dire consequences
The children are expecting me
So please, come to your senses

OOGIE BOOGIE
You're jokin', you're jokin'
I can't believe my ears
Would someone shut this fella up
I'm drownin' in my tears
It's funny, I'm laughing
You really are too much
And now, with your permission
I'm going to do my stuff

SANTA
What are you going to do?

OOGIE BOOGIE
I'm gonna do the best I can

(Musical interlude)

Oh, the sound of rollin' dice
To me is music in the air
'Cause I'm a gamblin' Boogie Man
Although I don't play fair

It's much more fun, I must confess
When lives are on the line
Not mine, of course, but yours, old boy
Now that'd be just fine

SANTA
Release me fast or you will have to
Answer for this heinous act

OOGIE BOOGIE
Oh, brother, you're something
You put me in a spin
You aren't comprehending
The position that you're in
It's hopeless, you're finished
You haven't got a prayer
'Cause I'm Mr. Oogie Boogie
And you ain't going nowhere




SALLY'S SONG

I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend

And does he notice my feelings for him?
And will he see how much he means to me?
I think it's not to be

What will become of my dear friend?
Where will his actions lead us then?
Although I'd like to join the crowd
In their enthusiastic cloud
Try as I may, it doesn't last

And will we ever end up together?
No, I think not, it's never to become
For I am not the one




POOR JACK

What have I done?
What have I done?
How could I be so blind?
All is lost, where was I?
Spoiled all, spoiled all
Everything's gone all wrong

What have I done?
What have I done?
Find a deep cave to hide in
In a million years they'll find me
Only dust and a plaque
That reads, 'Here Lies Poor Old Jack"

But I never intended all this madness, never
And nobody really understood, how could they?
That all I ever wanted was to bring them something great
Why does nothing ever turn out like it should?

Well, what the heck, I went and did my best
And, by god, I really tasted something swell
And for a moment, why, I even touched the sky
And at least I left some stories they can tell, I did

And for the first time since I don't remember when
I felt just like my old bony self again
And I, Jack, the Pumpkin King
That's right! I am the Pumpkin King, ha, ha, ha

And I just can't wait until next Halloween
'Cause I've got some new ideas that will really make them scream
And, by God, I'm really gonna give it all my might
Uh oh, I hope there's still time to set things right
Sandy Claws, hmm




FINALE/REPRISE

CHORUS
La, la, la, (etc.)
Jack's OK, and he's back, OK

CHILD CORPSE AND CHORUS
He's all right

MAYOR AND CHORUS
Let's shout, make a fuss
Scream it out, wheee

CHORUS
Jack is back now, everyone sing
In our town of Halloween

CHILD CORPSE
What's this?

CYCLOPS
What's this?

HARLEQUIN DEMON
I haven't got a clue

MR. HYDE
What's this?

CLOWN
Why it's completely new

OFF-SCREEN VOICE
What's this?

WOLFMAN
Must be a Christmas thing

OFF-SCREEN VOICE
What's this?

MAYOR
It's really very strange

CHORUS
This is Halloween
Halloween! Halloween! Halloween!

What's this?
What's this?
(Repeat)

JACK
My dearest friend, if you don't mind
I'd like to join you by your side
Where we can gaze into the stars

JACK AND SALLY
And sit together, now and forever
For it is plain as anyone can see
We're simply meant to be




And finally, everything worked out just fine.
Christmas was saved, though there wasn't much time.
But after that night, things were never the same--
Each holiday now knew the other one's name.

And though that one Christmas things got out of hand,
I'm still rather fond of that skeleton man.

So, many years later I thought I'd drop in,
And there was old Jack still looking quite thin,
With four or five skeleton children at hand
Playing strange little tunes in their xylophone band.

And I asked old Jack, "Do you remember the night
When the sky was so dark and the moon shone so bright?
When a million small children pretending to sleep
Nearly didn't have Christmas at all, so to speak?
And would, if you could, turn that mighty clock back,
To that long, fateful night. Now, think carefully, Jack.
Would you do the whole thing all over again,
Knowing what you know now, knowing what you knew then?"

And he smiled, like the old pumpkin king that I knew,
Then turned and asked softly of me, "Wouldn't you?"



...Vejam o filme, aprendam com ele. Se existe um clube de fãs (certamente que existe), eu estarei interessado em me inscrever nele! Vejam o filme e percebam este último vídeo.
Simplicidade.
Brutal!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Slipknot em Portugal


A coisa foi mais ou menos assim:
Morce - Então os Slis...slik...slit-slot vêm cá?...
Hugo - Os Slipknot? Achas...
Morce - Vêm sim! No Optimus Alive!!
Hugo - Achas que sim...
Morce - Tou-te a dizer!
Hugo - Tás a gozar...onde é que viste isso?!?!
Morce - Sei lá, foi no Destak ou que é que foi...
(Hugo desmaia e tem um acidente de carro)

Pelos vistos é bem verdade e sou incapaz de esconder a excitação. Os Slipknot regressarão em 2009 para apresentar a sua mais recente obra de arte "All hope is gone", no festival Optimus Alive 09. Resta apenas saber se será dia 9,10 ou 11 de Julho. Outra presença confirmada são os Metallica, mas isso não interessa para nada a partir do momento em que dizem "Slipknot em Portugal". Depois de ter imperdoavelmente perdido o concerto dos Slipknot em 2004, desta vez comprarei o primeiro bilhete a ser emitido. Para além disso, irei também começar já hoje a preparar o concerto, vou poupar a minha voz até Julho, vou preparar a minha bandeira dos Slipknot e vou ouvir todos os cd's três vezes por dia.
Sim, Corey...desculpo-te por teres mudado de máscara...
Desculpem o fanatismo...aqui têm os dois vídeos mais recentes da melhor banda (a meu ver) de sempre.






8 :Corey:vocals
7 :Mick:guitar
0 :Sid:turntables
6 :Shawn:custom percussion
2 :Paul:bass
1 :Joey:drums ...o melhor do mundo!
3 :Chris:custom percussion
4 :James:guitar
5 :Craig:samples/media

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Um filme que já devia ter visto...

Um filme para ver brevemente...As expectativas são demasiado elevadas apesar dos seus 16 anos!
THE NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS, do Tim Burton

this is halloween


what's this?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Duas noites para recordar

Há coisas do caraças! Não estivesse eu a passar uma fase menos positiva da minha desinteressante vida, consegui, em dois dias seguidos, ter duas noites simplesmente espectaculares! Com dois grupos distintos, mas ambas com a sua grande dose de singularidade.

Passei uma semana a dizer ao André “Epá temos de ir passar uma noite a um sítio qualquer fora daqui para fazer o que nos apetecer sem nos preocuparmos com a nossa imagem!” e ele respondia “Claro! Até vem a calhar porque tenho uma amiga que faz anos em Benedita (terra perto de Alcobaça), podemos ir lá na sexta-feira!” Mas como esses planos nunca se chegam a concretizar, nem sequer liguei ao que ele dizia, porque nunca o imaginei (ao André) capaz de ser “rebelde” ao ponto de sair daqui para fora sem dar satisfações a ninguém…mesmo que por uma noite.
Mas eu, como bom Hugo Pinto que sou, tinha de insistir na ideia de me divertir fora de portas, e comecei a falar com mais pessoal do “grupo” para irmos à tal santa-terrinha que o André tinha referido. Na noite de quinta, combinámos, mal combinado e sem grandes (ou nenhumas) certezas, que na noite de sexta iríamos de facto a Benedita! Na tarde de sexta-feira, enquanto eu e o André estávamos no trabalho a coçarmo-nos, perguntei-lhe por perguntar “Então, logo à noite vamos embora ou quê?!”. Ele respondeu que sim. Quando sai do trabalho, às seis, falei com o resto do pessoal. Ficou combinado encontrarmo-nos quando o André saísse do trabalho, às 22:00, e íamos para Benedita curtir a noite! Dito e feito! Às 22:30, não sabendo bem o que se estava a passar, estavam dois carros a cruzar estradas desconhecidas em direcção a Benedita!
A noite foi algo de difícil de explicar, talvez pela bebedeira, talvez porque os gémeos (André e Ricardo), que tinham ido lá para curtir com duas “chavalas” que conheciam de lá, acabaram por apanhar a desilusão das vidas deles quando vimos as miúdas a curtirem com outros rapazolas, talvez porque apanhámos todos os sustos das nossas vidas ao sermos perseguidos por dois “homenzinhos” que nos tinham abordado no bar a que fomos. Não faço ideia! Só me lembro da imagem de eu e o André a pormo-nos no meio de um grupo a dançarmos sabemos lá bem como…genial! Essa noite é um episódio que ficará guardado na minha mente durante muitos anos. E alguns vídeos estarão brevemente disponíveis neste blog, obviamente.
A eles, André, Ricardo, Sérgio, Nunos e Vasco!

A noite de sábado também foi algo de muito bom, menos “louca”, mas muito agradável! Um jantar em casa da Gamito. Convidados de honra: Hugo, o Pinto; Cláudio; Victor e Luís! O bacalhau gratinado extremamente delicioso, as conversas mais cómicas e as piadas mais geniais, o Trivial Pursuit mais rápido de sempre, com o Victor a limpar tudo em duas jogadas e o Hugo, o Pinto, a ficar em último lugar sem nenhum queijinho. O jogo de mímica, com Hugo mais uma vez a ser a figura do jogo pela negativa por não conseguir fazer a sua equipa adivinhar uma única representação, tendo ele (Hugo, o Pinto…ou melhor, eu) amuado e desistido do jogo. Depois das pipocas feitas, o momento pávido e sereno da noite. Cresço sempre a ouvir aqueles dois falarem…Luís e Victor…grande parelha! A Gamito obviamente que mandava os seus “bitaites”, uns mais sérios que outros, e o silêncio desconfortável do Cláudio…que depois também “levou nas orelhas”. A noite acabou com histórias de alguns momentos embaraçosos da infância da Gamito, contadas pela própria mãe!
Enfim, a eles, Gamito, Cláudio, Victor e Luís!

Existem noites para serem guardadas na memória. Estas foram duas delas!