segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Hugo, o Pinto...
...terá acabado de escrever aquele que poderá muito bem vir a ser o seu primeiro argumento original.
vingança
"Enquanto gritares vingança, o outro esfrega as mãos, porque a vingança significa desejo, a vingança é uma forma de constrangimento. Mas chega o dia em que acordas, esfregas os olhos, bocejas, e, subitamente, percebes que já não queres mais nada. Nem te faz mal, se o encontras na rua. Se telefona, respondes como se deve. Se quer ver-te e precisas de conversar com ele, por favor, sente-se. E tudo isto com naturalidade, de modo franco e sincero, sabes...sem nada mais de convulso, doloroso e delirante. O que se passou? Não compreendes. E não queres já vingar-te, não...e compreendes que a única e verdadeira vingança, a mais perfeita, está em nada mais quereres dele, nada lhe desejares de mau, nem de bom, não conseguir já fazer-te sofrer."
Sándor Márai, A mulher certa
Sándor Márai, A mulher certa
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Músicas de séries de sempre
Hoje trago algo para vocês que com certeza gostarão muito.
Há séries que quando começam, até podemos estar na casa de banho que, só pela música, sabemos o que vai começar. E é isso que vos trago hoje: As músicas que, para mim, são das mais facilmente reconhecíveis sem precisarem de ter na letra o nome da série.
No entanto, houve uma que tive de pôr apesar de, no final, dizerem o nome da série. E começo por ela:
ARREPIOS
TOM AND JERRY
THE RUGRATS
RECREIO
LOONEY TUNES
FICHEIROS SECRETOS
DARK KNIGHT (KITT - o justiceiro)
ESQUADRÃO CLASSE A
MAC GYVER
HOW I MET YOUR MOTHER
FRIENDS
e termino com a música que me deu a ideia para este post:
JACKASS
Há séries que quando começam, até podemos estar na casa de banho que, só pela música, sabemos o que vai começar. E é isso que vos trago hoje: As músicas que, para mim, são das mais facilmente reconhecíveis sem precisarem de ter na letra o nome da série.
No entanto, houve uma que tive de pôr apesar de, no final, dizerem o nome da série. E começo por ela:
ARREPIOS
TOM AND JERRY
THE RUGRATS
RECREIO
LOONEY TUNES
FICHEIROS SECRETOS
DARK KNIGHT (KITT - o justiceiro)
ESQUADRÃO CLASSE A
MAC GYVER
HOW I MET YOUR MOTHER
FRIENDS
e termino com a música que me deu a ideia para este post:
JACKASS
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Diz o ditado
Diz o ditado que quando se fecha uma porta, entramos pela janela.
A porta foi-me fechada, não interessam os motivos, este Verão.
Lembro-me que gosto de teatro desde a adolescência. A porta abriu-se-me aos 15 anos, a minha mãe insistiu na minha inscrição num workshop de teatro e desde aí que todos os anos, no Verão, livrava a minha agenda para poder aprender e fazer teatro por duas semanas.
O bicho passou a morar cá dentro, aumentaram as idas ao teatro, e a paixão ficou. Como disse, este Verão fecharam-me a porta, e, apesar de outros convites para fazer teatro terem surgido, nunca quis seguir essa paixão. Principalmente por duas razões:
Para mim não fazia sentido sem aquelas pessoas – tal como quando fui dispensado do Tires (o meu clube de coração) e apesar de terem surgido propostas de outros 2 clubes, não as aceitei por achar que apenas jogava por “amor” ao clube.
A segunda razão é porque nunca, nunca achei que tinha verdadeiramente o que se chama de “jeito” para representar. Tive, isso é verdade, uma pessoa que a determinada altura apostou em mim e fez-me subir a fasquia. Mas pessoalmente, o “jeito”, nunca o vi em mim. Não nas gravações, nunca me gostei de ver nelas.
Continuando, seguiram-se algumas propostas, as quais declinei. No entanto, a semana passada, um novo convite surgiu: The nightmare before christmas.
O quê?!?! – perguntam vocês.
Sim senhor! Um dos meus filmes favoritos de sempre, em peça. E eu nele. Quão bom seria isso? Muito.
E, por enquanto, fico-me por aqui.
A porta foi-me fechada, não interessam os motivos, este Verão.
Lembro-me que gosto de teatro desde a adolescência. A porta abriu-se-me aos 15 anos, a minha mãe insistiu na minha inscrição num workshop de teatro e desde aí que todos os anos, no Verão, livrava a minha agenda para poder aprender e fazer teatro por duas semanas.
O bicho passou a morar cá dentro, aumentaram as idas ao teatro, e a paixão ficou. Como disse, este Verão fecharam-me a porta, e, apesar de outros convites para fazer teatro terem surgido, nunca quis seguir essa paixão. Principalmente por duas razões:
Para mim não fazia sentido sem aquelas pessoas – tal como quando fui dispensado do Tires (o meu clube de coração) e apesar de terem surgido propostas de outros 2 clubes, não as aceitei por achar que apenas jogava por “amor” ao clube.
A segunda razão é porque nunca, nunca achei que tinha verdadeiramente o que se chama de “jeito” para representar. Tive, isso é verdade, uma pessoa que a determinada altura apostou em mim e fez-me subir a fasquia. Mas pessoalmente, o “jeito”, nunca o vi em mim. Não nas gravações, nunca me gostei de ver nelas.
Continuando, seguiram-se algumas propostas, as quais declinei. No entanto, a semana passada, um novo convite surgiu: The nightmare before christmas.
O quê?!?! – perguntam vocês.
Sim senhor! Um dos meus filmes favoritos de sempre, em peça. E eu nele. Quão bom seria isso? Muito.
E, por enquanto, fico-me por aqui.
Como espalhar o caos no comboio.
Vou-vos ser sincero, geralmente quando leio blogs detesto ver posts sobre transportes públicos. Já sabemos que cheiram mal, já sabemos que há pessoas estranhas, já sabemos tudo isso. Por isso quem, tal como eu, não é apreciador deste tipo de posts, saiba já que tem a minha autorização para carregar “Alt F4” sem hesitar.
É público o meu ódio pela CP. Bem como é público que não sou particularmente fã de andar em transportes públicos. No entanto, na ida e regresso para as aulas aí está uma coisa da qual não posso fugir. Mas ontem deu os seus frutos.
O caos espalhou-se no espaço entre duas estações. Tendo a minha colega saído na Parede e saindo eu em S. Pedro (porque S. Pedro é fixe), decidi, após a saída da minha colega, meter conversa com um senhor que estava sentado naqueles bancos individuais (eu estava em pé à frente das portas). O que é que me levou a meter conversa com o senhor? Três coisas acima de tudo: O facto de eu não ter nada para fazer, o facto do senhor ter um cachecol de Portugal e o facto do senhor se aparentar com um teor alcoólico elevado.
Na verdade já sabia o resultado do jogo da selecção, já sabia quem tinha marcado os golos, mas aquele alvo fácil iria com certeza fazer-me rir.
- Boa noite, quanto é que ficou o jogo?
- 4 a 0!
- Isso há uns meses atrás tinha dado mais jeito – diz Hugo tentando puxar mais pelo indivíduo.
- É, mas o treinador era outro, o Moutinho não foi ao mundial e foi ele que hoje impediu mais a Espanha de jogar…
- Sim, e a motivação era outra… - completa Hugo vendo que o senhor não tinha nada de muito interessante para dizer.
Passados alguns momentos de silêncio tento pensar no que é que poderia levar aquele senhor alcoolizado a fazer-me rir verdadeiramente. Não vendo algo em que pudesse pegar, decido prosseguir a conversa naturalmente. O que eu não sabia era que estava prestes a fazer a pergunta que destabilizaria a inteira carruagem. Estão prontos?
- Quem é que marcou os golos?
É importante frisar que neste momento o pica, ou senhor revisor, em calão, está já a aproximar-se do jovem estudante sensual e do adulto bêbado que foi ver a bola.
- Foi o Carlos Martins o primeiro…
O pica pede-nos os bilhetes, e tudo normal.
- O segundo foi o Hélder Postiga, o terceiro….o terceiro foi…o terceiro não me lembro.
- Foi o Hélder Postiga também – completa o pica.
- E o quarto – continua o senhor apreciador da bola – o quarto não vi. E não vi porque tive de sair mais cedo do estádio, porque o senhor António Costa diz-nos para irmos de transportes públicos ver a bola mas depois não há comboios para voltar.
(Aqui o tom de voz foi mais elevado e algumas pessoas começaram a prestar atenção à conversa.)
- Eu só gostava de saber se ele vai de transportes ver a bola! – diz o senhor apreciador da bola quase a gritar.
- Eu cá nunca o vi no comboio – responde o pica engraçadinho.
As portas abrem-se e saio. Antes das portas se fecharem, consigo aperceber-me do desencadeamento de uma onda de protestos vinda dos restantes passageiros, e quando as portas se fecham e me ponho a andar, reparo que do lado de dentro se inicia um conflito aceso entre pica e passageiros. E quando digo “aceso” digo pessoas levantadas e velhinhas de braços no ar. Um mimo.
Portanto, como espalhar o caos no comboio? Falem com o senhor bêbado que veio da bola sobre o que bem vos apetecer.
Só mais uma coisa. Já vi o filme há umas semanas, mas só hoje vos venho sugerir. Não é meu costume sugerir filmes, já vi alguns de que gostei muito e não vim ao blog sugerir-vos, mas este venho por uma simples razão: é a criatividade num ponto muito elevado.
Scott pilgrim vs. the world
Não se fiquem pelo trailer, vejam mesmo o filme. Vale a pena.
É público o meu ódio pela CP. Bem como é público que não sou particularmente fã de andar em transportes públicos. No entanto, na ida e regresso para as aulas aí está uma coisa da qual não posso fugir. Mas ontem deu os seus frutos.
O caos espalhou-se no espaço entre duas estações. Tendo a minha colega saído na Parede e saindo eu em S. Pedro (porque S. Pedro é fixe), decidi, após a saída da minha colega, meter conversa com um senhor que estava sentado naqueles bancos individuais (eu estava em pé à frente das portas). O que é que me levou a meter conversa com o senhor? Três coisas acima de tudo: O facto de eu não ter nada para fazer, o facto do senhor ter um cachecol de Portugal e o facto do senhor se aparentar com um teor alcoólico elevado.
Na verdade já sabia o resultado do jogo da selecção, já sabia quem tinha marcado os golos, mas aquele alvo fácil iria com certeza fazer-me rir.
- Boa noite, quanto é que ficou o jogo?
- 4 a 0!
- Isso há uns meses atrás tinha dado mais jeito – diz Hugo tentando puxar mais pelo indivíduo.
- É, mas o treinador era outro, o Moutinho não foi ao mundial e foi ele que hoje impediu mais a Espanha de jogar…
- Sim, e a motivação era outra… - completa Hugo vendo que o senhor não tinha nada de muito interessante para dizer.
Passados alguns momentos de silêncio tento pensar no que é que poderia levar aquele senhor alcoolizado a fazer-me rir verdadeiramente. Não vendo algo em que pudesse pegar, decido prosseguir a conversa naturalmente. O que eu não sabia era que estava prestes a fazer a pergunta que destabilizaria a inteira carruagem. Estão prontos?
- Quem é que marcou os golos?
É importante frisar que neste momento o pica, ou senhor revisor, em calão, está já a aproximar-se do jovem estudante sensual e do adulto bêbado que foi ver a bola.
- Foi o Carlos Martins o primeiro…
O pica pede-nos os bilhetes, e tudo normal.
- O segundo foi o Hélder Postiga, o terceiro….o terceiro foi…o terceiro não me lembro.
- Foi o Hélder Postiga também – completa o pica.
- E o quarto – continua o senhor apreciador da bola – o quarto não vi. E não vi porque tive de sair mais cedo do estádio, porque o senhor António Costa diz-nos para irmos de transportes públicos ver a bola mas depois não há comboios para voltar.
(Aqui o tom de voz foi mais elevado e algumas pessoas começaram a prestar atenção à conversa.)
- Eu só gostava de saber se ele vai de transportes ver a bola! – diz o senhor apreciador da bola quase a gritar.
- Eu cá nunca o vi no comboio – responde o pica engraçadinho.
As portas abrem-se e saio. Antes das portas se fecharem, consigo aperceber-me do desencadeamento de uma onda de protestos vinda dos restantes passageiros, e quando as portas se fecham e me ponho a andar, reparo que do lado de dentro se inicia um conflito aceso entre pica e passageiros. E quando digo “aceso” digo pessoas levantadas e velhinhas de braços no ar. Um mimo.
Portanto, como espalhar o caos no comboio? Falem com o senhor bêbado que veio da bola sobre o que bem vos apetecer.
Só mais uma coisa. Já vi o filme há umas semanas, mas só hoje vos venho sugerir. Não é meu costume sugerir filmes, já vi alguns de que gostei muito e não vim ao blog sugerir-vos, mas este venho por uma simples razão: é a criatividade num ponto muito elevado.
Scott pilgrim vs. the world
Não se fiquem pelo trailer, vejam mesmo o filme. Vale a pena.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Xavier Rudd, aula magna
domingo, 14 de novembro de 2010
do concerto trago isto
Ainda há duas horas vim de lá e já existem vídeos no youtube. Esta tecnologia anda muito avançada...
Quanto ao concerto? Muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito muito BOOOOOOM!!!!!
É daqueles concertos que toda a gente devia de ir pelos menos uma vez na vida, quer se goste do estilo quer não.
Porque, como dizem os nossos irmãos brasileiros e muito bem "sobe o astral".
Xavier Rudd, Aula Magna, 14/11/2010
Muito bom!
sábado, 13 de novembro de 2010
homens...
De volta a Sándor Márai e, portanto, às grandes passagens.
"Em cada verdadeiro homem há uma certa reserva, como se, face à mulher amada, ansiasse por parte do seu ser e da sua alma e lhe dissesse: «Até aqui, querida, não mais. Aqui, na sétima sala, desejo ficar sozinho». As mulheres estúpidas estalam-se de raiva. As inteligentes ficam tristes, tornam-se curiosas, e, por fim, resignam-se."
Sándor Márai, A mulher certa
"Em cada verdadeiro homem há uma certa reserva, como se, face à mulher amada, ansiasse por parte do seu ser e da sua alma e lhe dissesse: «Até aqui, querida, não mais. Aqui, na sétima sala, desejo ficar sozinho». As mulheres estúpidas estalam-se de raiva. As inteligentes ficam tristes, tornam-se curiosas, e, por fim, resignam-se."
Sándor Márai, A mulher certa
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Acerca do Todd:
"They all deserve to die.
Tell you why, Mrs. Lovett, tell you why.
Because in all of the whole human race
Mrs. Lovett, there are two kinds of men and only two
There's the one staying put in his proper place
And the one with his foot in the other one's face"
Tell you why, Mrs. Lovett, tell you why.
Because in all of the whole human race
Mrs. Lovett, there are two kinds of men and only two
There's the one staying put in his proper place
And the one with his foot in the other one's face"
Zeitgeist
Desde que vi o primeiro documentário sobre o facto que tenho um lembrete no cérebro "não voltar a ver coisas do género". No entanto, a curiosidade por vezes tem tendência a sobrepor-se a lembretes cerebrais, o que me levou a ver o filme do Zeitgeist. E, mais uma vez, lembrete no cérebro. Porquê?
Ora pois, porque eu gosto da teoria "ignorância feliz" e estes documentários são contra essa minha linha de raciocínio. Porque me espetam com a realidade à frente dos olhos. Atenção: A realidade, não a "realidade" que alguns nos fazem acreditar.
Tento sempre ser céptico nestas coisas, mas a verdade é que sou mais puxado para esse lado, porque faz sentido.
E isso é que é o mau no final...tudo aquilo fazer sentido. Não pode...
"When the power of love overcomes the love of power, the world will know peace."
Ora pois, porque eu gosto da teoria "ignorância feliz" e estes documentários são contra essa minha linha de raciocínio. Porque me espetam com a realidade à frente dos olhos. Atenção: A realidade, não a "realidade" que alguns nos fazem acreditar.
Tento sempre ser céptico nestas coisas, mas a verdade é que sou mais puxado para esse lado, porque faz sentido.
E isso é que é o mau no final...tudo aquilo fazer sentido. Não pode...
"When the power of love overcomes the love of power, the world will know peace."
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Virtual Barbershop
Não é música, é uma maradice encontrada na net. Metam os phones com som alto e fechem os olhos. Têm a minha palavra em como não é para assustar.
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Estoril Film Festival
Bem, parece-me que por ser estudante da minha escola...o bilhete fica-me a 1 euro. Hmmm....devo de ir ou não?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Pretty women
"Strange...
When I offered myself to her,
She showed a certain reluctance."
- Ladies and their sensibilities
...and Pretty Women...
Dedicated to my Mrs. Lovett
When I offered myself to her,
She showed a certain reluctance."
- Ladies and their sensibilities
...and Pretty Women...
Dedicated to my Mrs. Lovett
Um Sims
Se eu fosse um boneco do The Sims, nesta altura estava assim:
Social: 20/20
Love: 20/20
Active: 5/20
Knowledge: 18/20
Na verdade não faço ideia de quais sejam os items de personalidade dos Sims, mas deduzi que fossem assim.
Social: 20/20
Love: 20/20
Active: 5/20
Knowledge: 18/20
Na verdade não faço ideia de quais sejam os items de personalidade dos Sims, mas deduzi que fossem assim.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Amanhã
Amanhã um copo para mim, um copo para ti. Brinde. É do bom, daquelas colheitas enormes onde tantas vezes acabámos por nos perder nos braços um do outro e embriagarmo-nos de amor.
Já viste como a chuva cai hoje e risca a noite lá fora de estrelas cadentes? Lembras-te da nossa promessa? Lembras-te dos nossos segredos? Lembras-te dos sussurros e dos teus dedos fincados nas minhas costas? Os lençóis no chão, o meu corpo em cima do teu, o teu corpo em cima do meu, a cama aos sobressaltos e a chiar de prazer.
Acabamos a sobremesa e passeamo-nos pelas ruas de guarda-chuva. E aninhas-te nos meus braços como sempre o fazes para te protegeres da chuva. E rimo-nos dos prédios. E rimo-nos das sombras, rimo-nos de mim, de ti, de nós e de todos. E partilhamos recordações e sonhos.
Vamos para o nosso refúgio, embrulhamo-nos em cobertores e em abraços, e em beijos e em amor. E os meus dedos sentem cada centímetro do teu corpo. Mais do que sentir: eles cheiram, beijam, desejam e suplicam cada centímetro do teu corpo.
E aumentamos a respiração. E as ondas embalam o nosso barco em movimentos lentos e subtis, lentos e subtis, lentos e subtis, até o mar virar tormenta e encalharmos um no outro, por entre gemidos e apertos e arranhões e beijos e abraços…e sussurros… e silêncio.
Mas não acaba aqui. Não, porque a nossa história não acaba na cama ou no chão.
A nossa história começou muito antes de darmos por ela, começou em confissões e segredos, em gestos e sonhos, em tudo aquilo que não é palpável ou físico. Em tudo aquilo que ninguém pode ver ou provar a não ser nós próprios. Somos segredo um do outro.
E é esse segredo que guarda a nossa história.
Amanhã escrevemos um novo capítulo.
Já viste como a chuva cai hoje e risca a noite lá fora de estrelas cadentes? Lembras-te da nossa promessa? Lembras-te dos nossos segredos? Lembras-te dos sussurros e dos teus dedos fincados nas minhas costas? Os lençóis no chão, o meu corpo em cima do teu, o teu corpo em cima do meu, a cama aos sobressaltos e a chiar de prazer.
Acabamos a sobremesa e passeamo-nos pelas ruas de guarda-chuva. E aninhas-te nos meus braços como sempre o fazes para te protegeres da chuva. E rimo-nos dos prédios. E rimo-nos das sombras, rimo-nos de mim, de ti, de nós e de todos. E partilhamos recordações e sonhos.
Vamos para o nosso refúgio, embrulhamo-nos em cobertores e em abraços, e em beijos e em amor. E os meus dedos sentem cada centímetro do teu corpo. Mais do que sentir: eles cheiram, beijam, desejam e suplicam cada centímetro do teu corpo.
E aumentamos a respiração. E as ondas embalam o nosso barco em movimentos lentos e subtis, lentos e subtis, lentos e subtis, até o mar virar tormenta e encalharmos um no outro, por entre gemidos e apertos e arranhões e beijos e abraços…e sussurros… e silêncio.
Mas não acaba aqui. Não, porque a nossa história não acaba na cama ou no chão.
A nossa história começou muito antes de darmos por ela, começou em confissões e segredos, em gestos e sonhos, em tudo aquilo que não é palpável ou físico. Em tudo aquilo que ninguém pode ver ou provar a não ser nós próprios. Somos segredo um do outro.
E é esse segredo que guarda a nossa história.
Amanhã escrevemos um novo capítulo.
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