segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Amanhã

Amanhã um copo para mim, um copo para ti. Brinde. É do bom, daquelas colheitas enormes onde tantas vezes acabámos por nos perder nos braços um do outro e embriagarmo-nos de amor.
Já viste como a chuva cai hoje e risca a noite lá fora de estrelas cadentes? Lembras-te da nossa promessa? Lembras-te dos nossos segredos? Lembras-te dos sussurros e dos teus dedos fincados nas minhas costas? Os lençóis no chão, o meu corpo em cima do teu, o teu corpo em cima do meu, a cama aos sobressaltos e a chiar de prazer.
Acabamos a sobremesa e passeamo-nos pelas ruas de guarda-chuva. E aninhas-te nos meus braços como sempre o fazes para te protegeres da chuva. E rimo-nos dos prédios. E rimo-nos das sombras, rimo-nos de mim, de ti, de nós e de todos. E partilhamos recordações e sonhos.
Vamos para o nosso refúgio, embrulhamo-nos em cobertores e em abraços, e em beijos e em amor. E os meus dedos sentem cada centímetro do teu corpo. Mais do que sentir: eles cheiram, beijam, desejam e suplicam cada centímetro do teu corpo.
E aumentamos a respiração. E as ondas embalam o nosso barco em movimentos lentos e subtis, lentos e subtis, lentos e subtis, até o mar virar tormenta e encalharmos um no outro, por entre gemidos e apertos e arranhões e beijos e abraços…e sussurros… e silêncio.
Mas não acaba aqui. Não, porque a nossa história não acaba na cama ou no chão.
A nossa história começou muito antes de darmos por ela, começou em confissões e segredos, em gestos e sonhos, em tudo aquilo que não é palpável ou físico. Em tudo aquilo que ninguém pode ver ou provar a não ser nós próprios. Somos segredo um do outro.
E é esse segredo que guarda a nossa história.

Amanhã escrevemos um novo capítulo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gymnasium

Não percebo a febre que está a assolar o país e que faz com que todas as raparigas tenham de estar inscritas em ginásios.

Q.I.

São 5 da manhã e eu acabei de fazer um teste de QI da Malha Atlântica.
Depois de cruzar o meu resultado com a classificação fornecida pela sempre-fiável Wikipédia, deparo-me com o seguinte:

Resultado do Hugo: 122


A classificação proposta por Lewis Terman era a seguinte:

QI acima de 140: Genialidade
121 - 140: Inteligência muito acima da média
110 - 120: Inteligência acima da média
90 - 109: Inteligência normal (ou média)
80 - 89: Embotamento
70 - 79: Limítrofe
50 - 69: Raciocínio Lerdo


QI acima de 127: Superdotação
121 - 127: Inteligência superior
111 - 120: Inteligência acima da média
91 - 110: Inteligência média
81 - 90: Embotamento ligeiro
66 - 80: Limítrofe
51 - 65: Debilidade ligeira
36 - 50: Debilidade moderada
20 - 35: Debilidade severa
QI abaixo de 20: Debilidade profunda



Portanto, seja qual for a forma correcta, ou tenho uma inteligência superior ou apenas uma inteligência muito acima da média.
Isto significa que nunca mais faço outro teste de QI para não perder este Score e ficar para sempre como o "Hugo dos 122", da mesma forma que nunca mais jogo PES depois de ter ganho ao melhor jogador do meu grupo de amigos com uma selecção mais fraca (E.U.A. vs. Portugal ...eu jogo PES duas vezes por ano).

E assim fica dito: Este blog é escrito por um ser de inteligência superior ou muito acima da média.

Ou não...

Sou uma figura pública!

Isto de ser uma figura pública tem muito que se lhe diga.
Estou eu com a minha mãe num estabelecimento, e, enquanto a minha mãe trata do que tem a tratar com a pessoa que a atende, essa mesma pessoa repara em mim e indaga (atenção, a pessoa indagou, não perguntou, o que logo aí indica um nível mais intelectual): Não és o Hugo do teatro?
"Sim, sou." - respondo eu com todo o meu encanto. "Não me leve a mal, mas não estou a reconhecê-la". - acrescento.
"Ah, eu sou uma enorme fã do teu trabalho, acompanhei muitas das tuas peças e devo dizer que te acho genial!"
"Ora essa, apenas fazia o meu trabalho..."
"Não me leves a mal mas....podias dar-me um autógrafo para eu provar à minha filha que estive mesmo contigo? Ela também é uma grande fã tua!"
"Claro, não há problema, como é que ela se chama?"
E depois autografei na folha e tirei uma foto com a senhora.

Pronto, na verdade alterei a realidade a partir do "...mas não estou a reconhecê-la".
O importante é que isto de ser uma figura pública tem muito que se lhe diga. Gostava de não ser famoso, de poder andar pelas ruas sem saber que as pessoas me reconhecem, de poder voltar a ser o Hugo que era antes de tudo isto.
Mas sinto que agora posso abrir novas portas, e por isso estou já a pensar em abrir a Fundação Hugo Pinto, que terá como princípio a ajuda a crianças desfavorecidas.

Deixando-me de tretas, não gosto de musicais. Só de um...que adoro. E adoro todas as músicas, mas para não vos massacrar vou deixar apenas aqui esta:

"There's a hole in the world like a great black pit
and it's filled with people who are filled with shit!
And the vermin of the world inhabit it!"

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

T.P.C.

Hoje, depois de 3 anos, tenho um "Trabalho de casa".
Foi a segunda aula, e tenho a sensação de nunca me ter sentido tanto no meu meio. De estar a estudar algo por gosto. Porque é isto que quero fazer, porque as aulas são muito boas, práticas e boas, e porque é aqui que me encaixo.
A criatividade no seu exponente máximo, é isso que vai ser este ano lectivo.
Nunca me soube tão bem pensar "vou chegar a casa com um TPC".

O TPC?
Fazer uma Storyline da ideia de história que criámos em aula a partir de uma música.

Simples.
Mas bom.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Invaders must die!



Sendo eles os "anónimos", os intriguistas, e os que conseguem ser ambas as coisas.


Ah, e é também o nome do GRANDE Cd dos Prodigy, do ano passado...

Oh oh oh oh Diogo!

Gosto de desenhar, é uma forma de expressão.



Este é uma caricatura do meu amigo Diogo.

C'mon

Gosto de desenhar, é uma forma de expressão e isso basta-me.
É de saber que daqui em diante vou meter por cá uns desenhos de que goste para partilhar com vocês.




Este foi apenas a primeira experiência de desenho de algo do género. Hippie Style.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"It's got you star" ui...

No meu "Youtubbing" (zapping de vídeos no youtube), passo por clássicos de Pearl Jam e aparece-me no meio de tudo isto o primeiro casting daquele que foi o último ídolo de Portugal.
Não segui muito do programa, mas o suficiente para saber que havia por lá uma rapariga que sabia mesmo cantar, de nome Diana Piedade, e ganhou este mongo dos olhos bonitos. Por mim tudo bem, é a cultura de massas, mas o que me encantou mesmo foi este Casting do moço Filipe. Tanto gozam com os "cromos" que não falam mas inventam inglês, então o que é que este está a fazer?

Letra original: "Waitin', watchin' the clock, it's four o'clock, it's got to stop"

Letra do ídolo de Portugal: "Waitin', watchin' the clock, it's four o'clock, it's got you star"

TV control

Gosto de desenhar, é uma forma de expressão e isso basta-me.
É de saber que daqui em diante vou meter por cá uns desenhos de que goste para partilhar com vocês.




Este tentei que fosse uma crítica social, de forma a mostrar que, apesar de quando estamos a ver televisão pensarmos que somos nós que controlamos e escolhemos aquilo que estamos a ver, na verdade é a televisão que nos controla a nós e que é ela que selecciona aquilo que "ela" quer que vejamos.

2-0

Durante esta onda de benfiquismo fanático próprio dos benquisitas, que apenas são verdadeiramente benfiquistas quando o Benfica está em boa forma, há poucas coisas que sabem melhor que ver o benfica a ser encostado por uma equipa que está em 17º lugar da Liga francesa, à Sporting.
E numa altura em que o Sporting está como se sabe, só mesmo o Benfica para ainda me pôr um sorriso nos lábios.







(sou ou não sou uma pessoa extremamente odiosa?)

Os meus Tops (de topo, não de roupa)

FILMES
Edward Scissorhands
The Nightmare Before Christmas
Sweeney Todd
A vida é bela
À procura da Terra do Nunca
Prestige

ACTORES
Johnny Depp
Edward Norton
Hugh Jackman

BANDAS SONORAS
The nightmare before christmas - Danny Elfman
Edward Scissorhands - Danny Elfman
Sweeney Todd - Stephen Sondheim
Pirates of the Caribbean (todos) - Hans Zimmer / Klaus Badelt
O Rei leão - Hans Zimmer

Séries
How I met your mother
Prison Break
Friends
Skins

Séries animadas
Samurai X
Naruto
Avatar - the last airbender
Family Guy

LIVROS
As velas ardem até ao fim
A fórmula de Deus
Anjos e demónios
Quem ama acredita / À primeira vista (continuação)
A filha do capitão

AUTORES
Sándor Márai
José Rodrigues dos Santos
Mia Couto

BANDAS
Slipknot
Gogol Bordello
Blasted Mechanism
Janis Joplin
Terrakota

PAÍSES POR VISITAR
Escócia
Inglaterra
Finlândia
S. Tomé e Principe
República Checa

PAÍSES VISITADOS
E.U.A.
Espanha
França
Grécia
Alemanha

TOP CLUBES
Sporting
Man. United
Real Madrid
Juventus
Toulose

GUARDA-REDES
Hugo Pinto (ex-Tires)
Iker Cassilas (Real Madrid)
Gianluigi Buffon (Juventus)
Van der Sar (Manchester United)


O que é que vos interessa? Nada.
Se eu podia viver sem os meus TOPS? Podia, mas não era a mesma coisa.

Confesso

Custa-me admitir...mas...sim, gosto desta música.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Puppet master




I wonder how it is to be like you...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Peace, Love, FRIENDS and Family.


A vida presenteou-me com bons amigos.
Mesmo com tudo o que de pior já me aconteceu entre amizades, gosto de retirar o mais positivo de cada experiência. E a todos aqueles que, tanto dantes como agora, já chamei de "amigo", tenho algo a agradecer.
Este é o meu obrigado a todos eles, a todos vocês.
Faço-o não numa altura em que estou mais em baixo, mas numa altura em que estou em altas. Isto porque quando estamos em baixo pendemos para sentirmos necessidade desta pequena atenção, mas geralmente quando estamos no topo esquecemos de quem lá nos meteu.
Sinto-me no topo, e assim agradeço a todos os amigos que já passaram pela minha vida.

Dou aos meus amigos tudo o que tenho e tudo o que posso dar.
E por mais amizades que tenha tido, por mais "amigos" que já tenham chegado e partido, há uma elite, uma base de amigos que está sempre comigo. As amizades que tenho como "novas" geralmente sobrepõem-se às mais antigas, isto pelo meu constante fascínio em conhecer pessoas, e isso é verdade. É justo pedir desculpa aos meus amigos mais antigos por isto.
No entanto, os amigos "novos" muitas vezes partem. Ou por opção própria, ou por seguirem caminhos diferentes, ou por mudanças que entretanto se tornaram incompatíveis com a nossa maneira de pensar e ser. E no meu caso é incansável ver que os meus "velhos amigos" estão sempre presentes. Sem pedirem nada em troca, sem atirarem à cara o tempo que passámos a mais com os "novos amigos".

Esta imagem é dedicada a todos aqueles que considero amigos agora. No dia de hoje.
Talvez amanhã as coisas mudem como já mudaram no passado, talvez sigamos caminhos diferentes, talvez venham a haver conflitos, é a ordem natural das coisas. Mas a esta tropa agradeço hoje, e aproveito para dizer que a amizade é mesmo o nosso bem mais precioso.

Vive mais

Depois das últimas noitadas de bairro alto, as pessoas com quem tenho saído já deviam de saber: Não precisam de me convidar, apenas digam-me dia e horas.

Como me disseram num comentário numa postagem recente, "quanto mais tu te revolucionas, mais vontade tens de te revolucionar". E isto, na minha opinião, é em tudo.
Dantes usava um amigo meu como exemplo para o comodismo, por acreditar ser verdadeiramente feliz sendo tão...parado. Fazendo sempre as mesmas coisas, vendo a mesma gente, percorrendo o mesmo caminho todos os dias. Já o fui, só que nem tanto, e isso sempre me fez confusão nele. Apenas não digo nomes porque sempre foi uma opinião pessoal.
Acredito que quanto mais mudamos, mais queremos mudar. Acredito que ele se sentia feliz porque nunca tinha experimentado algo mais. Aquela era a felicidade dele, sabia que assim era "feliz" ou pelo menos vivia sossegado, e não procurava mais que isso.
Mas há que mudar, há que querer mais, há que fazer coisas diferentes, não o mesmo todos os dias, ou semanas, ou anos. Há que viver as experiências ao máximo e depois partir para outra. Procurar algo que nos possa dar mais.

Um ponto antes de fechar esta postagem, esse meu amigo, apesar de instável, é uma boa pessoa. Eu acredito que sim. Senão não seria meu amigo, pura e simplesmente.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Isto das pessoas

Dos meus incontáveis defeitos, dizem-me a mim, que um deles é não saber avaliar as pessoas. E que por isso sou fácil alguém de se enganar, muito propício a magoar-me por excesso de confiança.
Disseram-me isto, imaginem lá!
É verdade, é verdade que sim, que dou toda a gente como perfeita até elas me fazerem algo que eu consiga provar como errado. Até lá podem mentir-me e fazerem tudo para eu acreditar que são perfeitas, que eu acredito. É a tal ingenuidade.

Mas apontarem-me isso como um defeito... será mesmo um defeito?
Será que as pessoas foram feitas para serem avaliadas? Ou foram feitas para serem...vividas? Eu gosto de viver as pessoas. Gosto de dar tudo o que posso a alguém que considero amigo, porquê partir do princípio que, mais cedo ou mais tarde, essa pessoa poderá vir a demonstrar-se o completo oposto? Não será absurdo vivermos nesse constante medo?
Toda a gente vive, consciente ou inconscientemente, a categorizar as outras pessoas. A analisar, a julgar, a rotular, a arrumar cada um na prateleira do tipo de pessoas que achamos que este ou aquele é. Isso não é completamente...preverso? Não é um método altamente falível? Tal como a minha "não-avaliação", ambos os métodos são altamente falíveis. Então porque não darmos oportunidades às pessoas de mostrarem quem realmente são, em vez de terem de ser aquilo que nós queremos que elas sejam?
Eu vivo as pessoas até ao limite, e apaixono-me por elas. Sou um constante apaixonado por aqueles a quem chamo amigo, e por isso magoo-me tanto quando um suposto "amigo" me atraiçoa. Mas isso é condição da vida. Desde que nascemos que estamos "condenados" a apaixonar-nos, a amar, a ser atraiçoados...
Eu vivo tendo consciência disso, mas não me cabe na cabeça olhar para um amigo a pensar que um dia mais tarde poderá vir a trair-me. E quando o faz...choro, sofro, castigo-me, porque na verdade perder um amigo é perder um grande amor. Mas tal como acontece com os grandes amores, há sempre duas hipóteses: ou tentar perceber o que se passou de errado e perdoar, ou virar a página. Sem julgar. Sem fazer suposições. Sem ir pelo que se ouviu dizer. Saber por si próprio.

Olá, eu sou o Hugo e vivo as pessoas ao máximo. E só assim faz sentido para mim.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

às 10 para as 7 da manhã...

"O pior castigo é partires...e deixares nos meus lençóis o teu perfume.
E as recordações que vêm com ele."

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

a ilha

“[…]Se ele tivesse a mais leve parcela de bom senso, compreenderia que o castigo é, na realidade, uma recompensa. Mandamo-lo para uma ilha. Quer dizer, mandamo-lo para um lugar onde estará em contacto com a mais interessante sociedade de homens e mulheres existente em qualquer parte do mundo, todas as pessoas que, por esta ou aquela razão, tomaram individualmente excessiva consciência do seu eu para poderem adaptar-se à vida em comum, todas as pessoas insatisfeitas com a ortodoxia, que têm ideias independentes, bem pessoais, todos aqueles que, numa palavra, são alguém. […]”

Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dom

"Tu és um Romântico."
Quem o disse foi a Silvia, a meio de uma longa conversa às tantas da manhã.
No entanto, não sou um Romântico qualquer, não a nível amoroso mas sim a nível de estilo de vida, forma de pensamento, etc. Mas ainda assim, mesmo dizendo respeito a estilo de vida e forma de pensamento não sou um Romântico qualquer, um que se reveja em textos denominados românticos nem mesmo neste neo-romantismo ou romantismo moderno.

“Em 1989, no final do Verão, nasceu Hugo Pinto, e com ele uma nova forma de Romantismo.”
Será esta a frase que lerão a meu respeito futuramente nos livros de História.

Como Romântico que sou, no meu estilo próprio de Romantismo, acredito que as pessoas, toda e cada uma, nascem com um dom. E que tudo o que vulgarmente se chama educação escolar e carreira profissional, todo esse "tempo que nós perdemos" a fazer muito daquilo que não queremos nem gostamos, é um engano, que nos leva a fazer algo que outras pessoas querem que nos façamos e gostemos. Desta forma, acredito que em todo esse tempo que passamos em busca de uma profissão, o deveríamos ocupar a tentar encontrar e desenvolver esse dom com o qual nascemos.
Porque eu não acredito que o dom de cada um esteja a ser desenvolvido. Não acredito que as profissões que as pessoas têm (falo claro da maioria) sejam correspondentes ao seu dom. Não acredito que a grande parte dos licenciados em Antropologia (dando um exemplo aleatório) tenha o dom da Antropologia. O mesmo para Sociologia, Educação, e todos os outros, mesmo os não-licenciados.
Onde eu quero chegar é que há muitas vidas profissionais a serem “desperdiçadas” a fazer apenas aquilo que nos dá um lugar na sociedade, quando não devia de ser assim.
Nesta linha de pensamento, acredito também que nem todas as pessoas encontram ao mesmo tempo o seu dom natural (já não falo da idade padrão em que os adolescentes têm de saber o que vão (não o que querem) fazer profissionalmente).
Sendo assim, acredito que se eu não estou agora licenciado (porque presentemente é socialmente correcto ser-se licenciado, e quem não o é…é porque algo de errado se passa) é porque ainda não encontrei o meu dom.

Este ano encontrei o meu dom, ou pelo menos o que eu acredito que seja e o que quero explorar. Acredito que tenho o dom das artes, acredito que possa ter o dom das letras, e é esse lado que quero desenvolver. Dia 25 começo a aprendizagem para uma vertente das letras que me fascina, e que quero conhecer. Não digo que seja isto que farei para sempre, não sei o que vou conhecer e descobrir amanhã, mas para já é o primeiro passo, desde criança, em que vou poder estudar e desenvolver aquele que pode ser o meu dom.
E estou feliz por isso.