quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dom

"Tu és um Romântico."
Quem o disse foi a Silvia, a meio de uma longa conversa às tantas da manhã.
No entanto, não sou um Romântico qualquer, não a nível amoroso mas sim a nível de estilo de vida, forma de pensamento, etc. Mas ainda assim, mesmo dizendo respeito a estilo de vida e forma de pensamento não sou um Romântico qualquer, um que se reveja em textos denominados românticos nem mesmo neste neo-romantismo ou romantismo moderno.

“Em 1989, no final do Verão, nasceu Hugo Pinto, e com ele uma nova forma de Romantismo.”
Será esta a frase que lerão a meu respeito futuramente nos livros de História.

Como Romântico que sou, no meu estilo próprio de Romantismo, acredito que as pessoas, toda e cada uma, nascem com um dom. E que tudo o que vulgarmente se chama educação escolar e carreira profissional, todo esse "tempo que nós perdemos" a fazer muito daquilo que não queremos nem gostamos, é um engano, que nos leva a fazer algo que outras pessoas querem que nos façamos e gostemos. Desta forma, acredito que em todo esse tempo que passamos em busca de uma profissão, o deveríamos ocupar a tentar encontrar e desenvolver esse dom com o qual nascemos.
Porque eu não acredito que o dom de cada um esteja a ser desenvolvido. Não acredito que as profissões que as pessoas têm (falo claro da maioria) sejam correspondentes ao seu dom. Não acredito que a grande parte dos licenciados em Antropologia (dando um exemplo aleatório) tenha o dom da Antropologia. O mesmo para Sociologia, Educação, e todos os outros, mesmo os não-licenciados.
Onde eu quero chegar é que há muitas vidas profissionais a serem “desperdiçadas” a fazer apenas aquilo que nos dá um lugar na sociedade, quando não devia de ser assim.
Nesta linha de pensamento, acredito também que nem todas as pessoas encontram ao mesmo tempo o seu dom natural (já não falo da idade padrão em que os adolescentes têm de saber o que vão (não o que querem) fazer profissionalmente).
Sendo assim, acredito que se eu não estou agora licenciado (porque presentemente é socialmente correcto ser-se licenciado, e quem não o é…é porque algo de errado se passa) é porque ainda não encontrei o meu dom.

Este ano encontrei o meu dom, ou pelo menos o que eu acredito que seja e o que quero explorar. Acredito que tenho o dom das artes, acredito que possa ter o dom das letras, e é esse lado que quero desenvolver. Dia 25 começo a aprendizagem para uma vertente das letras que me fascina, e que quero conhecer. Não digo que seja isto que farei para sempre, não sei o que vou conhecer e descobrir amanhã, mas para já é o primeiro passo, desde criança, em que vou poder estudar e desenvolver aquele que pode ser o meu dom.
E estou feliz por isso.

a Revolução

"A Revolução dá-se em duas etapas distintas: a Revolução interior e a Revolução social, sendo a primeira a mais difícil. E por isso não podemos pensar na segunda enquanto as pessoas não se decidirem a informar, a pesquisar, a instruir-se. Não falo de instrução nas estruturas escolares, não é disso que se trata. Mas sim de instrução de espírito, da distinção do bem e do mal, do certo e do errado. Do que está verdadeiramente certo e errado, não aquilo que nos impingem, não daquilo que somos forçados a acreditar sem darmos por isso.
Gostava de acreditar que a verdadeira Revolução se daria enquanto sou vivo, mas cabe a mim saber convictamente que até o primeiro passo levará anos a concretizar-se.
O Mundo está preparado para a Revolução, sempre esteve. As Pessoas não."

o Tempo

"O Tempo não pára nem avança, tudo o que nos induz é a sensação de estarmos com quem gostamos. E por isso não existe tempo ganho nem tempo perdido. Apenas tempo vivido."

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Horage

Esta música faz-me lembrar andar descalço na terra húmida.
Faz-me lembrar bosques.
Faz-me lembrar tempo nublado, árvores de copas altas.
Faz-me lembrar um cavalo branco, a toda a velocidade, com uma mulher de trajes medievais a cavalgá-lo, mais uma vez no bosque.
Faz-me lembrar liberdade e bons dias.
E o que é que é aquilo ao 01:18? Para mim é um aperto no coração, um grito de piedade, sei lá eu.



Uma introdução simplesmente genial, genial é a palavra que tenho para descrever esta introdução principalmente, até ao 01:45, mas o resto da música é igualmente muito bom.
Aquele flautista é um prodígio, a sério, procurem mais de Uxu Kalhus.

Porque há bandas portuguesas que fazem boa música e não são devidamente reconhecidas. Conheci os Uxu Kalhus há cerca de 3 dias, através de uma amiga, e desde então que não passo 30 minutos sem ouvir uma música deles.

(Desculpa Silvia pela primeira vez que os ouvi ter dito que não era o meu género. É, e muito, ainda bem que a Babi insistiu.)

domingo, 26 de setembro de 2010

Fotos de Palmela, pt I.

E em Palmela ele apareceu.
Quem era aquele pré-adulto, de lenço ao pescoço, colar de madeira, piercing na orelha, óculos escuros vermelhos, boné virado para trás, téréré, e que se auto-intitulava "tio Hugo"?
Ninguém sabia.
Mas a verdade é que viveu as melhores semanas da sua vida.
E é ele que o blog "Hugo, o Pinto" entrevistou, no fim do post.











Para mim aquelas semanas foram uma descoberta. Uma introspecção.
Sempre tive na cabeça que não sabia lidar com crianças. A minha experiência era 0.
O primeiro turno foi de adaptação. O segundo foi de explosão criativa. O terceiro foi de gestão de cansaço. 6 semanas consecutivas, sempre num ritmo imparável. Podia dizer "tinha de fazer um esforço para conseguir estar 6 semanas a sorrir, sem poder fazer má cara", mas na verdade, muito sinceramente, não foi esforço...
Eu, que me diverti tanto como as crianças, e tudo o que me preenche por dentro são as crianças a agarrarem-me no último dia a dizer "tio Hugo, quero ficar contigo, não quero ir para casa". Isso sim, faz viver.
Estar "enclausurado" mês e meio, sem ver uma única vez televisão, tendo ido duas vezes à net, sem saber o que se passava cá fora, vivendo o espírito de Palmela ao máximo...é algo que fica para sempre.
As pessoas de Palmela...
Fez-me crescer, muito. Fez-me aprender, muito. Fez-me bem, aos montes!

Estas fotos são poucas, quando tiver os Cd's meto por cá as mais engraçadas.

sábado, 25 de setembro de 2010

Ambições

“Quando era pequeno, a minha maior ambição era fazer todo o mundo feliz.
Entretanto cresci, e vi quão irreal era esse meu sonho. Então decidi que seria minha ambição fazer felizes as pessoas em meu redor.
Voltei a crescer, e apercebi-me de que existem pessoas que não foram feitas para serem felizes.
Então decidi que seria minha ambição ser feliz, e esperar que toda a gente no mundo tivesse essa mesma ambição.
E assim o meu primeiro sonho seria real.”

No arraial Escsito

Quando não saímos muito à noite é costume depois querermos falar de cada saída porque é sempre um ponto alto da semana. Quando costumamos sair à noite, quase diariamente, as noites são sempre tão boas que deixamos de escrever sobre elas, pelo menos isso acontece comigo.
Porém, ontem foi uma noite diferente. Se faltei à festa de um dos meus melhores amigos, tinha de compensar esse facto. E, realmente, compensei…e bem!
Grande noite, como eu já não tinha há muito tempo, com pessoas espectaculares e tão boas!
Fico feliz, intimamente feliz, pelo destino meter no meu caminho pessoas como estas, só assim vale a pena.
Agora é assim…até amanhã!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Bico de um prego

Muito bom!

"A Jurisprudência leu-me a sentença,
Eu fora detido por parecer diferente..."

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pedro 19



Ficava bem um texto lamechas aqui sobre a nossa amizade, sobre tudo o que passámos juntos e sobre os anos que ainda estão para vir. No entanto, acho que sabes que não sou teu amigo apenas neste dia, e todos os textos que te tenho a escrever, tudo o que te tenho a dizer ou a exprimir, exprimo em todos os 365 dias do ano, não apenas neste. Para mim não fica bem um texto bonito e sentimental no dia do teu aniversário, passei a achar isso de uma falsidade enorme entre dois grandes amigos.

Por isso tudo o que te tenho a dizer hoje é: Bora para os copos! Parabéns, amigo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Zeitgeist Addendum

“O que estamos a tentar, com toda esta discussão e retórica, é ver se podemos fazer uma transformação radical da mente.
Não aceitar as coisas como elas são, mas entendê-las, mergulhar nelas, examiná-las. Use o seu coração, a sua mente e tudo o que possui para descobrir um modo diferente de viver.
Mas isso depende de si e de mais ninguém, porque nesta questão não existe professor, nem aluno, não existe líder, não existe guru, nem mestre, nem salvador, você mesmo é o professor, o aluno, o mestre, o guru e o líder. Você é tudo.
E entender é transformar o que existe.”

Jiddu Krishnamurti


Vejam isto, porque sim. Porque é brutal e porque vai mudar algo muito dentro de vocês. Mas vejam-no quando tiverem tempo, com cabeça. Brutal.

domingo, 19 de setembro de 2010

Problemas de tamanho

"Até perceberes que eu não sou melhor do que tu, não deixarás de ter esse complexo de inferioridade. O problema não é eu ser grande, é tu sentires-te pequeno."

sábado, 18 de setembro de 2010

Desilusões

As pessoas habituaram-se a dizerem aquilo que ouvem e não a pensar sobre isso e tentar perceber o seu significado, e se faz sentido ou não.
Mil vezes leio em blogues a expressão “desiludiste-me tanto!”, isto geralmente acompanhado de um texto rancoroso cheio de justificações e entrelinhas.

Eu, pessoalmente, sou alguém que não se importa de desiludir outras pessoas.
“Mas que grande besta me saíste, Hugo Pinto!” – pensam vocês.
Nem por isso. Se pensarem um bocado, se estudarem a palavra, perceberão que desiludir é precisamente o contrário de iludir, e se alguém diz que desiludo, então quer dizer que não iludo…e isso não é bom?
Há pessoas que iludem, essas são as que estão mal, as pessoas que Desiludem são aquelas que retiram a ilusão das pessoas e mostram a realidade. Não é esse o objectivo?
Assim sendo, não sou eu uma pessoa que tento desiludir as outras ao máximo? Sou.
E isso é bom.



Querem boa música portuguesa não é? Já têm saudades?
Está bem, o Hugo dá...

O primeiro dia - Sérgio Godinho


A princípio é simples, anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida:
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo e dá-se a volta ao mundo
Diz-se do Passado que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida:
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se e come-se e alguém diz “bom proveito”
E vem-nos à memória uma frase batida:
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vem cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se p’ra dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso por curto que seja
Apagam-se dúvidas num bar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida:
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida:
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Entretanto o tempo fez cinza da brasa
Outra maré cheia virada maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
Vem-nos à memória uma frase batida…

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Palmela stuff - para mais tarde recordar

Hula, hula,
Hulahulaé
Hula hula, hula,
Hulahulaé!

Tubarão, tubarão!
Tubarão à vista!
Banhista!
E o tubarããão te vai comer
A minha pele não vai morder
Saia da água mulher,
Venha comigo bailar,
Que o tubarããão te vai comeer
Ai ai ai ai, que te come o tubarão, mamãe!
Ai ai ai ai, que te come o tubarão, mamãe!

Era um crocodilo e um orangotango
Duas serpentinas e uma águia real
Um gato, um rato, um elefante
Não falta nenhum
Só se for um canguru, uh uh uh uh uh uh

Álabum Tchicabum!
(Álabum Tchicabum!)
Álabum Tchicabum!
(Álabum Tchicabum!)
Álabum, tchicawaka, tchikawaka tchikabum!
(Álabum, tchicawaka, tchikawaka tchikabum!)
Ouó!
(Ouó!)
Oyé!
(Oyé!)
Mais uma vez,
(Mais uma vez)
Agora em chinês...
...

Vou em busca do leão!
(Vou em busca do leão)
Vou em busca do leão!
(Vou em busca do leão)
Caçarei o maior!
(caçarei o maior)
Não tenho medo!
(Não tenho medo)
Formou-se o dia!
(formou-se o dia)
Olha quantas flores!
(Olha quantas flores!)
- O que é aquilo?
(o que é aquilo?)
- Mas o que é aquilo?
(mas o que é aquilo?)
É uma árvore!
(É uma árvore!)
Não posso passar sobre ela!
(Não posso passar sobre ela)
Não posso passar sob ela!
(Não posso passar sob ela)
Não posso rodeá-la!
(Não posso rodeá-la)
Há que admirá-la!

O yankee chega à cidade
Cavalga sobre o pónei
Cai-lhe uma pluma no cabelo
E grita: Macarroni!
Lalalalalalala, lalalalalala
Lalalalalalala, lalalalalalala

F-E-I-A
A tua cara é tão má!
És feia - ah ah
És feia - ah ah
- F-E-I-O
A tua cara mete dó,
És feio-ah ah
És feio-ah ah

Eu tenho uma casinha…assim, assim,
E bato à portinha…assim, assim,
Engraxo os meus sapatos…assim, assim,
E pela chaminé a fumaça sai assim, assim, assim
…Eu tenho uma mansão…assim, assim
E toco ao portão…trrim, trrim,
Engraxo os meus sapatos “oh Maria tome lá!”
E pela chaminé a fumaça sai sei lá!
…Eu tenho uma barraca…epá assim, assim,
E abro as cortinas…assim, assim,
Sacudo os meus chanatos…assim, assim
E pela barraquinha a fumaça sai assim, assim, assim!

Palmela, canta comigo essa keta!
(Auéé, essa keta me mata!)
Meninas, cantem comigo essa keta!
(Auéé, essa keta me mata)
Meninos, cantem comigo essa keta!
(Auéé, essa keta me mata!)
Mercúrio, canta comigo essa keta!
(auéé, essa keta me mata!)
Terra, canta comigo essa keta!
(auéé, essa keta me mata!)
...

Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Polegares p’ra fora!
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Polegares p’ra fora!
Cotovelos p’ra fora!
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Polegares p’ra fora!
Cotovelos p’ra fora!
Joelhos p’ra dentro!
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Polegares p’ra fora!
Cotovelos p’ra fora!
Joelhos p’ra dentro!
Rabo p’ra trás!
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Polegares p’ra fora!
Cotovelos p’ra fora!
Joelhos p’ra dentro!
Rabo p’ra trás!
Cabeça p’ro lado!
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Polegares p’ra fora!
Cotovelos p’ra fora!
Joelhos p’ra dentro!
Rabo p’ra trás!
Cabeça p’ro lado!
Lingua p’ra fora!
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá
Chichiuá, chichiuá,
Chichiuáuáuá

Lata amarela, chichiá-uh-áh
Que linda lata amarela, chichiá-uh-áh
Lata amarela,
Que linda lata amarela chichiá-uh-áh…

Uh-uh-uh-uh-uh-uh
Ah-ah-ah-ah-ah-ah
Em Palmela tasse bem, em Palmela tasse bem, em Palmela tasse bem
Panados com pão, panados com pão, panados com pão,
Pão com atum, pão com atum, pão com atum,
Punts punts punts punts punts
Granda maluco! Granda maluco! Granda maluco!
É o rebolation-tion, é o rebolation…

“Como é que se está em Palmela?”
Tasse bem, tasse cool, tasse yô yô!

“O que é que se tem em Palmelaaaa?”
Po-po-po-po-po-po-power!
Block, block, block, block, side kick!
Explosiooooon!!!!
“double sun poweeeer!!!”
Aaaaaahhh!!!

“Oi!”
Boi!
“Waka”
Vaca!
“Oooouuu…”
Páááá…
“Oh oh oh oh oh meninos!”
Oh oh oh oh oh oh tio Hugo!

“Todos a curtir,
Palmela a sorrir,
Turno D a bombar,
P’ra mais tarde recordar!
Vem aprender!
Vem saber!
O que faz este campo viver…
Tuuuurno D p’ra sempre é-ó, é-ó!
Tuuuurno D p’ra sempre é-ó, é-ó!”

Nananananana,nananananana,
Nanananana, nananananana
Nananananana,nananananana,
Nanananana, nananananana
O sol nasceu e com ele o Verão
Quero ir p’ra rua brincar, mas só há um senão, não
Pais a trabalhar, e ninguém para bombar,
Em casa vou ter que ficar…
Já estou farto dos programas de TV
Morangos, floribella e grito não! Não,
Não quero ficar em casa a bezerrar,
Em Palmela eu quero estar.
Aqui, aqui, se faz mais um amigo,
Aqui, aqui, vem brincar comigo,
Aqui, aqui, no campo de Palmeeeeeeelaaa.
Pego na mochila e vou para Palmela
Só agora vejo como a colónia é bela,
A piscina a chamar, monitores sempre a cantar
É lá onde eu quero estar.
Sei que aqui vou entender que na vida
Estamos sempre a crescer e a aprendeeer
Então não sejas mókótó!
Pega na mochila e vem cá ver, ahhh ahhhh…
Aqui, aqui, se faz mais um amigo,
Aqui, aqui, vem brincar comigo,
Aqui, aqui, no campo de Palmeeeeeeelaaa.
Aqui, aqui, se faz mais um amigo,
Aqui, aqui, vem brincar comigo,
Aqui, aqui, no campo de Palmeeeeeeelaaa.

E uma salva de palmas! …
Palma e meia! …
Invertida! …
Menos uma palma! Wazaaaaaaaa!!!!
E uma simulação! …
E uma palma e um terço! …

Espectaculaaar, lalalalalalala
Espectaculaaar, lalalalalalala
Espectaculaaar, lalalalalalala é-é-é-é!

Bravo, bravo, bravo, bravíssimo, bravo
Bravo, bravo, bravo, esfregão p’ra lavar a loiça.
Um copo com água, uma escova e pasta
P’ra lavar os dentes é o que me basta
Esfrego, esfrego, esfrego, muito esfregadinho,
Com o dentes lavados que rico…cheirinho!

Pa-papa-papapapapapa...
PA-LHA-ÇO!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pela amizade!

Hoje tenho algo de sério para falar. Com licença.
Há já alguns anos que tenho dois amigos que considero, acima de qualquer outra amizade que surja e pareça mais forte ao início, os meus melhores amigos.
Dependendo dos momentos, das alturas da vida e da disponibilidade, uma surge mais preponderante do que a outra, e esta é uma dessas alturas em que uma se destaca.
E ultimamente tenho feito alguma asneira, e ele é o primeiro a ralhar-me e a ficar desapontado comigo, porque o que mais me marca não é o ralhete de um amigo, é aquele olhar de desiludido, e ele é o primeiro a ficar quando mereço.
Continuando, apesar de tudo isto, ele é das pessoas que me conhece melhor neste mundo.
Este é o ponto um da história.
O ponto dois é que desde que sou jovem e tenho consciência de que existe uma sociedade, cultura, etc (porque este tipo de consciência surge na nossa juventude), que faço e deixo transparecer, e é isso que tento levar comigo para todo o lado, é demonstrar que tenho Personalidade. Uma Personalidade individual, única, que seja só minha deixar claro que não há um Hugo, nem João, nem Manuel igual a mim.
Juntando estes dois pontos, esta noite esse meu melhor amigo disse algo sobre mim que, sem ele notar, me marcou mais do que qualquer texto de aniversário que se possa fazer e deixar num blog ou facebook qualquer, mais do que tudo o que eu podia esperar, a pessoa que talvez melhor me conhece deixou isso bem explícito numa frase:
Pessoa x: Achas, o Hugo se cortasse a monocelha perdia a personalidade.
Ele: Oh,, o que mais falta ao Hugo é personalidade, ele tem personalidade p'ra dar e vender.

E, não querendo ser presunçoso (que por muitas vezes sei que dou a parecer no blog), digo honestamente: ainda bem que foste tu a notá-lo e a dizê-lo. E foste a única pessoa a dizer por essas palavras, com essas palavrinhas todas, isso. Porque conheces-me no fundo e conheces os meus podres...e os meus bons.


Outro assunto, também ele de extrema importância...e a revelar também o oposto do que eu disse à pouco. Houveram muitos caminhos que se separaram neste últimos anos, muita gente a ir, mas outras que foram entrando, e é com estas frases (que vou revelar já de seguida) que eu sei que me mantenho no bom caminho, no caminho certo, e que tudo o que ficou para trás foi porque não conseguiu acompanhar.
Há talvez 6 semanas conheci em ambiente profissional (mas descontraído), duas miudas (grandes mulheres) que me encheram o peito de amizade, de boa onda, e de leveza espiritual. São elas a Ju e a Silvia, e são duas pessoas que irei para sempre guardar no meu coração, mesmo quando tiver 90 anos.
Desde que deixámos o trabalho que tinhamos em comum, eu e a Silvia falamos apenas por facebook, raras vezes, porque por telemóvel temos operadoras diferentes, e de saldo está complicado, e a Ju está de férias no Algarve e nem quero incomodar.
Falamos poucas vezes, eu e a Silvia, mas por cada mensagem é um espírito tão bom que só me apetece passar o resto da minha vida na companhia dela, a desfrutar das noitadas, de tudo o que a vida tem para oferecer.
Não queria pôr aqui este texto por uma questão de privacidade dela, mas não posso nem consigo ficar indiferente ao último texto que me puxou as lágrimas e me fez agradecer por ainda existirem pessoas assim:
"‎=') És O Melhor Hugo! O Melhor! Não imaginas o tamanhão das saudades que tenho das risadas, das conversas, das parvoíces provocadas pela privação de sono prolongada e desses maravilhosos e tão saborosos abrações inesperados. Não imaginas o... tamanhão das saudades que tenho tuas. Sim, obrigado ao mundo, ao destino, aos Deuses por nos ter dado a conhecer e ter permitido que nascesse este sentimento tão bom! Não imaginas o quanto fiquei contente quando li este post. Não imaginas o quanto gosto de ti e te admiro! És o Melhor Hugo, O Melhor!
Beijo gigantesco e espero (QUERO!!=P) ver-te brevemente!"

Também quero ver-te muito em breve, e estarmos todos juntos a relembrarmos aquelas semanas maravilhosas com um sorriso gigante na cara.

Obrigado Silvia.
E a todos que contribuiram para aquelas semanas excelentes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Geek de fora


Estou na sétima temporada, ainda nem ao Shippuuden cheguei, e esta série é um vício!
Num dos meus grupos de amigos, todos eles falavam desta série e eu comecei a ganhar um "ódio" particular pela série, e rejeitava-me a vê-la, "a idade para estas séries já passou", pensava eu. Adiei a visualização do primeiro episódio por muito tempo, até ao dia em que decidi procurar pela série na net e ver como seria esse anime de que todos tanto falavam. Agora arrependo-me por ter adiado tanto esse primeiro episódio, porque estou tão atrasado na série! Não quero saber de como serão os episódios seguintes até os ver eu próprio, é ridículo o grau de vício com que uma pessoa fica com esta anime.
Naruto é uma série muito à frente, distinta de Dragonball e tudo o resto, com uma história brutal e mil vezes mais complexa do que qualquer outra que me lembro de ter visto. Requer fãs, porque quem vê do início quer ver até ao fim.
Pode parecer Geek para quem vê de fora um gajo de 21 anos a ver uma anime, mas acreditem: vale a pena, e só quem não vê não percebe.
Esta é a abertura da terceira temporada, a entrada e música mais fixes, na minha opinião.



O meu favorito? Orochimaru-sama, claro, o mau da fita.

domingo, 12 de setembro de 2010

Olha querem lá ver isto?!

Muitos se perguntarão com certeza o que raio é que terá acontecido este fim-de-semana em Vila Nova de Milfontes. As respostas são muitas, muito se conspira acerca do acontecimento deste final de semana. As pessoas da dita vila estão deslumbradas com o sucedido, dizem que em todos os seus anos de vida jamais presenciaram tais fenómenos.
O que se passou, isso digo-vos eu, é que em THE NEW VILLAGE OF A THOUSAND SOURCES, passou-se o mais incrível, o mais espectacular, o mais awesome mesmo dos aniversários de Hugo, o Pinto.
Não vou estar aqui a descrever todos os acontecimentos como se costuma fazer nos blogues, muito menos estar aqui a descrever ao pormenor.
Só digo uma coisa: Excelente! E que veio de lá só ficou com boas recordações, o que é o mais importante.
Entretanto, só para me lembrar daqui a muitos anos:
Grandola vila morena;
Um contra o outro;
Fon-fon-fon.

Thank you all!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Oh oh oh oh tio Hugo, e os teus anos?

E com um "Kuchiyose no jutsu" sexta-feira aparece-me vila nova de milfontes pela frente, juntamente com o meu 21º aniversário.
Na minha terra, é com 21 que se atinge a maioridade, por isso toca a festejar como se fossem os meus 18. Afinal de contas tenho 3 anos a menos!

Get your Power on!

domingo, 5 de setembro de 2010

O meu quase mês e meio

Quero começar a ouvir a música às 8:20.
Levantar-me às 8:40, abrir a porta do quarto e dizer “Hoje vestem calções, ténis com meias e t-shirt!”
E só depois ir lavar os dentes, lavar a cara, vestir-me e sair do quarto para os ter já em fila indiana, virados de lado para a porta, e mal pusesse um pé fora do meu quarto e passasse para o quarto deles, ouvir um bem alto e sincronizado “Heil Hugo! Longa vida ao tio! Longa vida ao tio!”, tudo isto acompanhado por um gesto considerado fascista, mas que tão omnipotente me faz sentir.
Depois é gritar o “ouoh!” e já estão eles a caminho do alpendre a marchar, enquanto gritam “Terra!”, uma camarata orgulhosa do seu nome.
Pôr o boné para trás e os óculos escuros.
Encontrar os outros monitores, dar um “bom-dia” ensonado e encontrar-me com a equipa. Servir o pequeno-almoço, ouvir os já automatizados “Ai, obrigadíssimo tio Hugo!”.
Lavar os dentes, encher chouriços, canções, guerras sexuais, tudo é pretexto para ocuparmos tempo, e a criatividade não tem limites.
Caracterizar para a actividade da manhã, e continuá-la até às 13:00.
Almoço.
A quantidade de gritos organizados, as equipas a quererem sempre mais alto e mais alto, “Sopa, sopaça! P’ra encher a nossa pança! Sopaaaaa!” e os regulares “Ai obrigadíssimo tio Hugo!”, o “Ohohohohohoh oh tio hugo – Ohohohohoho oh meninos! – Ohohohohoh oh tio Hugo, traz lá o prato principal! – Ohohohohoh oh meninos, e o que é que se diz? – Ohohohohoh oh tio Hugo, se faz favor! – Ah, tá bem!”, o “Yabadá, yabadixo – Obrigado pelo bicho!” e tudo o que viesse com a sobremesa, tudo o que nos apetecesse, tudo o que nos passasse pela cabeça.
Hora livre. Para eles, para nós é hora do limbo. Aquela hora entre o acordado e o sono profundo.
Actividade da tarde, não sem antes encher mais chouriço, o que geralmente é considerado mau mas que eu gostava tanto! Porquê? Os miúdos alinham em tudo, é impressionante!
E depois é piscina, hora dos banhos onde havia sempre um berro a dar, formação novamente, o fuzilamento, marchar para o Alpendre, jantar.
As refeições…não fossem tão bem dispostas sentir-me-ia empregado de mesa.
Actividade da noite. Fosse qual fosse, brutal!
Ceia. O começar do repouso.
23:15, era suposto estarem a dormir. Não estão e nós sabemos que não estão. Mas deixamo-los enquanto não decidirem começar aos berros.
Reunião.
Momento de pausa. A única durante o dia. À uma da manhã. E ali partilham-se histórias, são todos os monitores a darem a conhecer mais um pouco de si.
O melhor das pessoas é quando nada podem esconder, e lá acontecia isso. Por motivos de trabalho, o nosso lado infantil estava sempre lá, tinha de estar, ou senão não estaríamos a fazer um bom trabalho. O lado sério via-se naquela altura, na reunião, e a balança era provada naquele momento. Conheci lá pessoas que dificilmente esquecerei, e fiz amizades que queira deus mantê-las.
Foi quase um mês e meio, e só queria estar lá outra vez. Reviver tudo de novo.
Voltar ao turno D, à equipa dos Falcões, a dream team.

As equipas?

Turno C – Guaxinins Trompetistas
Era uma equipa média-fraca, mas ainda assim…a minha primeira equipa.
Hino:
GT, são Guaxinins Trompetistas
Somos os primeiros a dar nas vistas
Que é para venceeer
As actividades do campoo…

Turno D – Falcões
Era uma equipa abusadíssima, o que é que não ganhámos?
Hino:
Falcões, falcões,
Somos todos espertalhões!
Somos mais rápidos que aviões!
Vamos ser os campeões!
Faaaaalcõõõeees!!!
(…Mas isto com uma equipa brutal que gritava como o caraças!)

Turno E – Okapis Descontrolados
Era uma equipa média-fraca. Ponto.
Hino:
Okapis descontrolados,
Nós somos marados,
Não me metam à nossa frente
Porque vão ser arrasados!
Foram avisados!
Viemos p’ra ganhar,
Somos Okapis descontrolados
E ninguém nos vai parar!


Todo o ambiente vivido em Palmela, deixa saudades ao coração mais frio. O não haver conflitos, não sabermos nada do que se passava para lá daquele portão…um completo retiro espiritual.
Ó tempo, volta p’ra trás.
Palmela.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Joey Jordison

Chegado eu do meu mês e meio de retiro espiritual, venho a saber hoje, por via do meu irmão, a seguinte notícia:
Joey Jordison, baterista dos Slipknot, eleito o melhor baterista dos últimos 25 anos.
Para isto só tenho uma coisa a dizer: Toma! Vai buscar!
E ele merece, claramente.


A notícia é esta:
"O baterista dos Slipknot, Joey Jordison, foi eleito o melhor baterista dos últimos 25 anos pela revista britânica “Rhythm”.



O músico, que terá arrecadado 37% dos votos, terá ficado extasiado com a vitória, equiparando-a a um Grammy Award: “Não tenho palavras. Quero agradecer aos meus amigos e fãs de todo o mundo, isto é inacreditável Este tipo de coisas relembram-se por que razão continuo a fazer isto”. “Isto é maior que um Grammy para mim! Vocês mantêm-me vivo e não há agradecimento suficientes. Gostava de mandar um obrigado a todo o staff da Rhythm, vocês são fantásticos! Obrigado à minha família, amigos, a todos os fantásticos bateristas com quem já estive, sem eles não estaria aqui. E, por último, queria agradecer a todos os meus irmãos dos Slipknot", concluiu Jordison."

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Palmela...por tudo, perfeito.

6 semanas, as mais bem passadas de que tenho memória.
Talvez hajam mais pormenores lá para a frente.
Esta é do Turno C.



"Turno D pra sempre!"

B-R-U-T-A-L!